A Sublime Justificação – 2

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Este é o segundo de uma serie de 3 sermões de John MacArthur sobre a Justificação realizada por Cristo, com base em Romanos 5:1-11. Veja no fim do texto os links dos sermões já publicados.


O assunto abordado nos onze versículos iniciais de Romanos 5 pode ser resumido como a segurança de nossa salvação. Todas as verdades que estão aqui se conectam ao fato de que temos uma salvação segura. 1 Pedro 1:5 diz que “mediante a fé estamos guardados no poder de Deus para a salvação”. De que maneira Deus exerce esse poder em nosso favor? Isso é exposto nesses onze versos.

Estarmos seguros de nossa salvação, isso é uma verdade consoladora. A esperança do crente está ancorada a essa grande verdade. Essa segurança não depende de nós, mas do caráter imutável de Deus, bem como do poder absolutamente ilimitado de Deus para vencer todas as coisas para a realização de Seu próprio propósito. Essa encorajadora doutrina da segurança de nossa salvação é o tema desses onze versículos.

Romanos diz que todos os homens estão sob a ira de Deus por seus pecados, que todos são pecadores. A única maneira de ser libertado da ira de Deus é pela fé em Jesus Cristo. Ninguém pode ser salvo por méritos ou cerimônias, mas somente pela graça através da fé somente em Cristo. Toda a mensagem da salvação pela graça e fé é ilustrada no capítulo 4 na vida de Abraão. Ele é o modelo que nos mostra que, ao longo de toda a história redentora, a salvação sempre foi pela graça, pela fé.

A pergunta agora que viria à mente de alguém ouvindo essa mensagem seria: a fé é suficiente? Podemos perder a condição de filhos de Deus e nos tornar filhos diabo? A fé produz uma garantia imutável? A fé garante um relacionamento imutável do redimido com Deus? Essas são perguntas muito normais. São questões que se espalharam em toda a história da igreja. Mas a resposta bíblica é que o redimido tem sua salvação sustentada por Deus.

A garantia de nossa salvação não é resultado de esforço nosso. A obediência a Deus é uma prova da verdadeira fé. A obediência é uma consequência de sermos salvos e não uma espécie de garantia da salvação. A verdadeira fé persevera na obediência, mesmo com todas as nossas imperfeições. Embora não tenhamos uma fé perfeita, uma obediência perfeita ou um amor perfeito, somos mantidos pelo poder perfeito de Deus.

Em Romanos 5, Paulo expõe seis elementos que nos asseguram para sempre a nossa condição de redimidos. Vimos na última vez, nos versículos 1 e 2, as duas primeiras realidades que nos ancoram.

A primeira é a paz com Deus. Romanos 5:1 diz: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Já fomos justificados pela fé; aqui está o que nos protege. Temos paz com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo. Éramos, como todos os ímpios, inimigos de Deus. Efésios 2:2-3 diz:

Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

Mas, Romanos 5:10 e Efésios 2:4-6 dizem:

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

Efésios 2:13-16 diz:

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, r pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

Agora, temos um novo relacionamento com Deus. Não estamos mais em guerra com Deus, não somos mais inimigos de Deus. Temos uma paz permanente, porque a ira de Deus por nossos pecados foi satisfeita no sofrimento perfeito de Cristo em nosso favor. Estamos seguros, então, por causa dessa relação de paz com Deus.

Em segundo lugar, Paulo nos apresenta outro conceito muito importante ligado à segurança eterna de nossa salvação: permanecer na graça. Versículo 2, “Pelo qual (Jesus) também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes”. Através de Cristo, de Sua obra na cruz, de Sua expiação e de Sua obra intercessora em nosso favor, obtivemos acesso à graça. Entramos no reino da graça, vivemos na esfera em que a graça opera. Não vivemos na esfera que a lei domina, não estamos mais sob a lei.

Estamos em uma posição onde a graça opera plenamente. E, diante do pecado, a graça abunda mais. Fomos levados à presença de um Deus gracioso. Agora, temos paz com esse Deus gracioso, e Sua graça é abundante, Sua graça é constante, Sua graça é ilimitada em nosso favor.

Sempre que falhamos e pecamos, a graça opera em nosso favor. Nunca saímos da esfera da graça para cairmos na esfera da lei, para novamente vivermos sob julgamento, punição ou ameaça. Nosso Senhor Jesus abriu a porta para Deus, conduziu-nos à Sua presença e, na Sua presença, a graça domina. Permanecemos em graça.

Agora, o terceiro elo é a esperança da glória, e vemos isso no final do versículo 2, até o verso 4. Deixe-me ler para você:

E nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança.

Vivemos na esperança. Temos um relacionamento com Deus que é a paz permanente. Vivemos em um reino de graça que opera imediatamente sempre que pecamos e, portanto, temos esperança. A esperança olha para o futuro. O redimido tem uma salvação eterna e segura.

Temos uma promessa de Deus. E é exatamente isso o que o versículo 2 está dizendo. Alegramo-nos na esperança da glória de Deus. Foi-nos dada uma promessa sobre a qual podemos esperar e que é para a glória eterna. Temos paz presente com Deus. Temos graça presente e esperança presente em um futuro glorioso.

Sabendo que estamos em paz com Deus e que estamos em graça, sendo ambas as coisas verdadeiras por causa da obra de Cristo, não temos medo do nosso futuro. Podemos nos alegrar na confiança da segurança de nossa glória eterna. Não temos uma salvação sem esperança, sem graça e sem paz. I Pedro 1:18,19 e 21 diz:

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados… Mas com o precioso sangue de Cristo… E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

Romanos 8:18 diz: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. Não importa o que dê errado nesta vida, não importa o quanto você sofra, nada se compara com a glória que deve ser revelada a nós. Uma afirmação confiante. Os versos 24-25 dizem:

Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; por que o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

Temos essa esperança. Não é uma esperança infundada. Não é uma esperança irracional. É uma esperança ancorada nas promessas de Deus, no poder de Deus e na natureza de nossa salvação. Em João 10:27-29 e 6:37,44, Jesus diz:

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que me deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.

Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

O grande cumprimento de nossa salvação será manifestado na glória que está por vir, na consumação de nossa redenção. Essa é a esperança da glória.

Romanos 8:30 diz:

E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.

Se alguém pudesse perder sua salvação, ele a perderia com certeza. Mas Romanos 8:28 diz que tudo contribui para o cumprimento do propósito de Deus, consistente com o chamado de Deus. No verso 29, lemos: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”. Este é o coração e a alma da predestinação.

Antes do início do tempo, Deus predestina os eleitos a serem conformes à imagem de Cristo. Não para começar, não para seguir parte do caminho, mas para ir até à conformidade com Cristo. A doutrina da eleição não é eleição para a salvação, é eleição para a glorificação. Se você entende isso, entende a segurança da salvação.

Aqueles que foram escolhidos antes da fundação do mundo, não foram escolhidos para crer apenas no evangelho, mas foram escolhidos para ser eternamente glorificados. A doutrina da eleição nos mostra que a eleição opera até o fim, não apenas no processo que leva ao fim, que é a glorificação. Romanos 8:38-39 diz:

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Então, vivemos em uma esperança segura e confiante. E, tendo essa esperança, podemos suportar basicamente tudo o que acontece nesta vida, porque sabemos que somos mantidos não por nossa própria capacidade, mas pelo poder de Deus. Judas 24-25 diz:

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

Como é possível que um dia você fique na presença de Deus sem culpa? Isso só é possível porque você vive na esfera da graça e na esfera da graça, o pecado é constantemente perdoado, constantemente coberto. Ele nunca se acumula. É por isso que o relacionamento nunca pode ser violado, alterado ou terminado. Tal verdade é tão tremenda, que Judas traz um devastador comentário contra os falsos mestres que corrompem a mensagem do Evangelho. Nos versos 12-13, ele assim os denomina:

São nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.

Os falsos mestres representem uma forte ameaça à igreja, mas eles não podem ameaçar a esperança dos verdadeiros crentes. Eles confundirão os não convertidos e desviarão a igreja de suas bênçãos completas, mas não podem anular a salvação que Deus concedeu aos seus escolhidos. I Pedro 1:3-5 diz:

3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós,
5 Que mediante a fé estais guardados no poder de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo.

Parte do que Deus nos dá em Sua salvação é a esperança, uma esperança viva, uma esperança imortal, e isso ocorre através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Essa esperança é que obteremos uma herança imperecível. Ou seja, é impossível eliminar essa herança. Nunca murchará, pois ela está reservada no céu para os redimidos. Estamos guardados pelo poder de Deus para a salvação a ser revelada no último tempo, nossa glorificação. Os versos 6-7 dizem:

6 Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
7 Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;

As Escrituras reconhecem que você terá várias provações. E no meio dessas provações, você pode ser tentado a duvidar da bondade de Deus. Mas, por outro lado, por um tempo, se necessário, você fica angustiado com várias provações, não com o objetivo de destruir sua fé, mas apenas para a prova de sua fé, ou para que sua fé possa ser comprovada.

O maior presente que um cristão pode ter é a confiança na permanência da salvação. Não sei como as pessoas vivem nesses sistemas que dizem que você pode perder sua salvação. Essa é uma noção debilitante, desanimadora e angustiante. Viver com medo de não ter forças para sustentar a salvação, que de fato ninguém tem, ou com medo de Satanás roubá-la, são noções deprimentes e confusas. É uma a verdadeira causa de pânico e terror.

As provações vêm para provar nossa fé e não para destruí-la. Nada pode destruir a verdadeira fé, pois a fé é um dom de Deus, nada pode nos separar de Deus. Jesus disse que ninguém pode arrebatar uma ovelha Sua das mãos do Pai. Efésios 2:8-9 declara:

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

O presente que Deus lhe dá em sua provação é a prova de sua fé. É por isso que você agradece a Deus pelas provações, porque através delas você pode dizer que sua fé é real. O ouro mais puro refinado no fogo não é tão valioso para uma pessoa quanto a confiança de que sua fé é verdadeira. Isso é tremendo.

Se eu pudesse perder minha salvação, eu a perderia com certeza. Se manter a minha salvação dependesse de mim ou de qualquer coisa que não fosse o poder de Deus, nada poderia impedir que ela fosse perdida. A fé que perdura é sobrenatural, é um dom de Deus, ela nos dá uma esperança viva e imutável que é testificada através das provações. Por isso Pedro diz: “a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (I Pedro 1:7).

Embora você não O tenha visto [Jesus], você O ama. Embora você não O veja agora, você acredita Nele. Você se regozija com alegria inexprimível e cheia de glória, obtendo como resultado desse tipo de fé a salvação final da glória eterna de sua alma. Vivemos nesta esperança. O que Pedro diz essencialmente é o mesmo que Paulo diz em Romanos 5:2, a saber:

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

Nós nos alegramos com a confiança na esperança da glória de Deus. Esta é a glória que nos será dada por Deus, Sua glória que compartilharemos no céu. E nos versículos seguintes, Paulo segue a mesma linha de Pedro:

3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
4 E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

A tribulação traz perseverança. Perseverança produz caráter comprovado, e caráter comprovado produz esperança. É exatamente o mesmo padrão. A tribulação entra em nossas vidas, então respondemos com perseverança. Permanecemos sob a tribulação, perseveramos e, dessa experiência de perseverança, vem o caráter comprovado, algo que foi posto à prova e foi comprovado. Foi exatamente isso que Pedro disse: o nosso caráter comprovado sustenta nossa esperança.

Um dos benefícios de envelhecer é que você acumula essas experiências ao longo da vida. Ao longo de meu ministério, passei por todo tipo de tragédia concebível, decepções etc. E minha fé se tornou mais forte e a esperança queima cada vez mais.

Nossa igreja está cheia de jovens. Vai demorar um pouco para eles apreciarem o tipo de esperança viva e abrangente que alguém que andou longos anos com o Senhor desfruta. Mas você chegará lá. Apenas observe essas provações, seja grato no meio delas pela fé que persiste, persevera, demonstra caráter comprovado e leva ao aumento da esperança. Se sua fé é real e você é um crente genuíno, em paz com Deus, permanecendo na graça, a esperança que você tem nunca será decepcionada.

Há pessoas no mundo que não têm esperança. Efésios 2:12 diz que o mundo inteiro vive sem esperança. De acordo com Provérbios 11:7, há pessoas que têm esperança enganosa. Temos uma esperança que nunca nos decepcionará. Nossa esperança não está em coisas fúteis e perecíveis, temos nossa esperança ancorada firmemente em Cristo. Temos uma esperança que nunca irá decepcionar.

Posso mencionar uma outra característica da segurança eterna da salvação, a quarta nesses elos que nos acorrentam eternamente ao nosso Senhor. Vamos chamar de realidade do amor ou posse de amor. O versículo 5 diz: “Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

O que esse versículo está dizendo é o seguinte: Sua salvação é segura porque Deus ama os escolhidos eternamente, e Ele provou isso, dando-lhe o Espírito Santo para Se estabelecer em seus corações. Efésios 1:3 diz que “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”. Os versos 13-14 dizem que fomos selados pelo Espírito Santo da promessa, que “é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da Sua glória”.

O selo do Espírito expressa segurança, autenticidade, domínio e autoridade. O Espírito Santo é dado por Deus como garantia da herança futura do cristão em glória. A razão pela qual nossa esperança não decepciona é porque o amor de Deus é eterno. O amor de Deus foi derramado em nossos corações. Como Deus derramou amor em nossos corações? Ao nos dar o Espírito Santo.

Por isso Romanos 8:37 diz que “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”. E os versos 38-39 dizem:

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Temos esse amor de Deus literalmente, profusamente, generosamente, copiosamente derramado em nós pela presença do Espírito Santo. I Coríntios 3:16 diz que somos o templo do Espírito Santo e que o Espírito de Deus habita em nós. Romanos 8:16 diz que o “Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Efésios 3:19 fala do “o amor de Cristo, que excede todo o entendimento”, mas, como conhecemos esse amor? Os versos de 16 a 21 respondem:

16 Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior;
17 Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor,
18 Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,
19 E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,
21 A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.

Romanos 5:6-8 diz:

6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Ninguém daria sua vida por uma pessoa má. Mas Cristo nos amou o suficiente para morrer por nós quando éramos Seus inimigos. Esse amor é impressionante. Ele nos amou quando éramos inimigos, Ele nos ama intensamente quando somos amigos. Essa é a segurança da nossa salvação.

Essa é a mais maravilhosa de todas as doutrinas bíblicas para o crente. Deus nos deu o maior dos dons: paz, graça, esperança, amor. Todas estas são realidades que estão ancoradas em Sua pessoa, Seu poder e Sua promessa. Não dependem de nós. Ele nos assegura eternamente para Si mesmo.

Continuaremos na próxima vez. Vamos orar.

Pai, agradecemos-Te hoje à noite pelo tempo que tivemos, pareceu passar tão rapidamente quanto pensávamos nessas grandes realidades espirituais. Nós nos regozijamos em todas as coisas que fazem parte de nossa salvação. Nunca compreenderemos o suficiente, nunca aprenderemos o suficiente, nunca estamos cansados ou entediados de ouvir essas glórias. Que possamos sempre usar o capacete da salvação para desviar qualquer tentativa de golpe contra a segurança daquela maravilhosa salvação que o Senhor nos deu.

Agradecemos por estarmos seguros. Vivemos na esperança. Vivemos apaixonados. Vivemos em graça. Vivemos em paz. Estaremos sempre em paz com o Senhor, sempre receberemos Tua graça, sempre teremos esperança. Pois temos uma herança que não pode mudar e, tudo isso, porque Tu nos ama e nos amou antes de nós Te amarmos, e agora que Te amamos, esse amor é para sempre seguro. Obrigado por esta promessa, descansamos nela, nos alegramos nela. Agradecemos por esse grande presente. Amém.


Esta é uma série de 3 sermões de John MacArthur sobre a Justificação realizada por Cristo. Abaixo links dos sermões já publicados.


Este texto é uma síntese do sermão “The Divine Guarantee of an Eternal Salvation, Part 2″, de John MacArthur em 31/05/2009.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/80-351/the-divine-guarantee-of-an-eternal-salvation-part-2

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


Para melhor entendimento do assunto, recomendamos os textos abaixo:


 

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