O Reino Milenar (Parte 1)

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Este é o primeiro de uma série de  sermões de John MacArthur sobre o Reino Milenar de Cristo e o juízo do grande trono branco (Apocalipse 20). Veja no fim desta página o link dos sermões já publicados.


Temos muita alegria em nos voltar para a Palavra de Deus. E seguindo nossa trilha no livro do Apocalipse, chegamos agora ao capítulo 20. É um dos capítulos mais significativos de toda a Bíblia. Ele trata do reino do Senhor Jesus Cristo na Terra, em Sua glória vindoura em Seu Reino, que é o clímax, o culminar da história redentora. Esse é o dia que foi descrito pelo profeta Jeremias. 

Jeremias 23
5 Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra.
6 Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor, Justiça Nossa.

Todo o propósito redentor de Deus, desde a queda do homem, culmina no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo. O reinado de mil anos do Salvador sobre a terra é o cumprimento e o clímax de toda promessa redentora, e a realização da esperança de todos os santos. Deus trará salvação, retidão e paz ao centro do universo.

É nessa época que Jesus Cristo reinará plenamente como Rei dos reis e Senhor dos senhores sobre toda a criação. O reino de mil anos é o fim da história humana, o fim do universo atual, como o conhecemos. E depois que o reino de mil anos estiver completo, tudo terminará, tudo como o conhecemos agora na ordem criada será completamente destruído, porque tudo foi contaminado pelo pecado. Após os mil anos, o Senhor destruirá completamente o universo e criará um novo céu e uma nova terra em eterna perfeição, imaculada pelo pecado, e que se tornará o Reino eterno [ver apocalipse 21].

Então, a história redentora vai da queda do homem até esse período de tempo, até que Jesus volte em julgamento, julgue o mundo, estabeleça Seu Reino de mil anos em um mundo renovado e rejuvenescido, e então todo o universo, mesmo em seu estado renovado, será destruído e dará lugar para o novo céu e a nova terra intocados por qualquer tipo de pecado. Essa é a plenitude do paraíso eterno de Deus.

Agora, é esse reino de mil anos, conhecido como Reino milenar, que é o tema do capítulo que examinamos, capítulo 20 do livro do Apocalipse. O reinado final do Senhor Jesus Cristo durante esses mil anos estará na cidade de Jerusalém, no trono de Davi sobre Israel como nação e sobre o mundo inteiro.

Há algumas coisas que preciso lhe dizer, antes de examinarmos o próprio texto, porque, é claro, esse tem sido um campo de batalha teológica. Antes de tudo, deixe-me dizer que o fundamento de qualquer entendimento do Reino está em capturar a ordem cronológica do livro de Apocalipse.

A passagem se encaixa na cronologia do livro. No capítulo 19, versículo 11, temos a vinda do Senhor Jesus Cristo. No final do capítulo 19, isso é descrito em detalhes. Ele chega no versículo 16 como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Há uma imensa batalha que se segue. Ele é o conquistador e o vencedor. O holocausto dessa batalha é descrito no final do capítulo 19, em que haverá uma quantidade enorme de corpos espalhados sendo devorados por pássaros. E então, lemos sobre a besta e o falso profeta, no versículo 20, sendo jogados no lago de fogo que arde com enxofre.

Todo o resto dos viventes foi morto com uma espada que veio da boca do Senhor. Todos os pássaros se alimentaram da carne deles. Então, aí está o julgamento devastador no retorno de Jesus Cristo. No capítulo 21 e versículo 1 diz: “Vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra se foram”. A cronologia é simples:

  • Apocalipse 6 a 19: Há um período de tempo chamado grande tribulação. 
  • Apocalipse 19: O Senhor Jesus Cristo retornando e os ímpios “foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes” (v.21) e a besta e o falso profeta foram lançado no lago de fogo (v.20);
  • Apocalipse 20 (1 a 6): Descreve o Reino de mil anos;
  • Apocalipse 20 (7 a 15): Logo após o fim do Milênio, Satanás será solto e sairá a enganar as nações. Ele levantará um exército que será fulminado por Deus. Então se seguirá a ressurreição dos ímpios para o juízo do grande trono branco, onde juntamente com Satanás serão lançados no lago de fogo e enxofre, a segunda morte;
  • Apocalipse 21: A criação de um novo céu e uma nova terra. O Estado eterno.

Essa é a cronologia simples e clara do livro de Apocalipse, e certamente é a chave interpretativa. Para entender o Reino milenar, você precisa lidar com a cronologia que está aqui no livro do Apocalipse. E claramente, o Reino é colocado entre o retorno de Cristo no final da tribulação, e a criação dos novos céus e da nova terra. Ele se encaixa bem entre esses eventos.

Tendo dito que isso deve ser entendido em termos de sua cronologia, quero ir além da cronologia, e mencionar também que os detalhes do Reino são dados apenas de maneira resumida aqui no capítulo 20. De fato, é uma apresentação muito limitada. Isso nos dá apenas algumas perspectivas gerais aqui e não esgota, de forma alguma, tudo o que se poderia dizer sobre o caráter ou a natureza desses mil anos. Portanto, há instruções sobre o próprio Reino em toda a Bíblia.

De fato, se fôssemos ver aqui todos as referências nas Escrituras que tratam do Reino, gastaríamos meses e meses nisso. Está espalhado por todo o Antigo Testamento e por todo o Novo Testamento. O que temos no capítulo 20 do Apocalipse não é tudo o que se pode dizer sobre o Reino, mas apenas uma apresentação do Reino em sua cronologia, destacando-se alguns dos elementos mais importantes dele.

O que faremos é usar o capítulo 20 como uma estrutura importante. E ao passarmos por ele, tocaremos em algumas passagens do Antigo e do Novo Testamento que enriquecerão e expandirão nossa compreensão da natureza do Reino. Há o que eu chamaria de muitos textos explicativos que delinearam o caráter do Reino, mais do que temos aqui no capítulo 20, que emoldura para nós um maravilhoso esqueleto cronológico no qual podemos apoiar o restante do que as Escrituras dizem sobre o Reino.

Portanto, lembre-se agora, o capítulo 19 de Apocalipse termina com a batalha do Armagedom, que é o culminar do dia do Senhor, um tempo de julgamento no qual a mão de Deus intervirá poderosamente e publicamente através da vinda de Jesus Cristo para destruir os ímpios. Nessa guerra, o anticristo e o falso profeta levam os exércitos dos ímpios a batalharem contra Cristo, mas todos eles perecem. Todos os ímpios são executados.

É um massacre o que você vê no final do capítulo 19, e então, o anticristo e o falso profeta são jogados no lago de fogo ardente, onde permanecerão para sempre com Satanás, os demônios e os ímpios de todos os tempos.

Então, tendo executado o julgamento na terra, o Senhor Jesus renovará a Terra. E lembre-se, a Terra já terá sido danificada durante a tribulação. Todo tipo de catástrofes horríveis acontecerão nos julgamentos dos selos, das trombetas e das taças. Mas essas catástrofes, com efeito, renovarão o Universo. O céu entrará em colapso, corpos espaciais gigantes atingirão a Terra. Haverá grandes terremotos e abalos sísmicos atingindo a Terra e até mesmo o leito do mar.

Tudo isso contribuirá para uma transformação do Universo e da Terra, que deixarão de ser como o são agora. E quando o Senhor chega à Terra, no Dia do Senhor, Ele escavará, fará surgir um vale do Mediterrâneo em direção ao Mar Morto, e um novo rio fluindo durante o Milênio transformará o deserto em um local florescente.

Portanto, há vários acontecimentos que vão reconfigurar o mundo. O Éden será restaurado. Será como o jardim do Éden novamente, o paraíso será recuperado. A Terra renovada se tornará o lugar onde Jesus governa. Ele se sentará no trono de Davi, na cidade de Jerusalém, a grande cidade da qual Ele governará o mundo.

O Reino Milenar Ele será verdadeiramente o Deus daquela época e o mundo inteiro, toda a sua economia, todo o seu trabalho, toda a sua educação, toda a sua vida social e toda a sua moralidade, todo o seu entendimento, aprendizado, opiniões, pensamentos, ideias e conceitos refletirão a mente de Cristo. Será o oposto de um mundo como o nosso hoje, que tem como deus Satanás, e tudo nele o refletindo.

Desde a mais remota antiguidade, os homens sonham com uma idade de ouro. Eles escreveram sobre isso. Eles desejam uma era de retidão, uma era de paz e uma era em que a opressão cessaria, a injustiça se acabaria e a guerra terminaria. Poetas escreveram sobre isso, cantores cantaram e políticos prometeram trazê-lo. Os profetas previram isso, o mundo chorou por isso, mas isso não acontecerá até que Jesus venha.

A propósito, esse desejo, tão forte no coração humano, é uma das razões pelas quais as pessoas serão presas fáceis do anticristo, porque imaginam que ele trará a tão esperada utopia. A verdadeira era da bem-aventurança, no entanto, não pode existir até que Jesus venha.

Esse Reino de mil anos, então, é o assunto do vigésimo capítulo de Apocalipse. É chamado por muitos nomes nas Escrituras. Apenas no Novo Testamento, há versos que o chamam de regeneração (Mateus 19:28), tempos de refrigério (Atos 3:19), tempos de restituição (Atos 3:21), e dispensação da plenitude dos tempos (Efésios 1:10). E há muito mais passagens nas Escrituras sobre o assunto da era do Reino.

De fato, há mais Escrituras sobre esse assunto do que a maioria dos outros assuntos dos quais a Bíblia trata. Você poderia afirmar que o Reino é o tema chave em toda a Escritura. Toda a Escritura realmente se move para o fato de que Deus governa, que Deus é soberano e que o objetivo da história redentora é um Reino eterno no qual Deus governa.

O Reino, então, torna-se uma chave para maior compreensão da Bíblia. Quem quiser entender a Bíblia, deve entender o Reino. Tudo aponta para isso. Por todo o Antigo Testamento, muitas passagens lidam com o reino, tais como: II Samuel 7; Salmo 2; Isaías 2,11,35,40,48; Jeremias 23 e 33; Ezequiel 34; Daniel 2 e 7; Oseias 3; Joel 3; Sofonias 3 e Zacarias 14. Essas são apenas uma breve amostra nas quais você pode ler sobre o Reino.

Fazia parte do pensamento judaico, e os escritores judeus nos tempos pós-bíblicos costumavam falar sobre o “malkuth shamayim”, um termo para o “Reino dos céus”. “Malkuth shamayim” é uma frase hebraica que indica o domínio mundial vindouro de Deus. E mesmo após os tempos bíblicos, os judeus esperavam ansiosamente pelo Reino dos céus. Eles o viam como um tempo em que Deus exerceria poder sobre os pagãos e quando Ele sujeitaria o mundo a Si mesmo. O “malkuth shamayim” significa que a realeza de Deus se estenderá por toda a humanidade e será plenamente realizada.

O “malkuth shamayim” faz parte das orações do povo judeu. É o objeto das orações judaicas desde os tempos antigos. O “kadish”, por exemplo, começa com estas palavras:

Glorificado e santificado seja o Seu grande nome no mundo que Ele criou de acordo com o Seu próprio prazer. Que Ele estabeleça Seu domínio real e inicie a libertação de Seu povo, e que Ele traga Seu Messias e redima Seu povo no tempo de sua vida e em seus dias e no tempo da vida de toda a casa de Israel, com pressa e em pouco tempo, e dirás: Amém.

O Antigo Testamento está tão carregado com a realidade do Reino de Deus vindouro na Terra, que os judeus continuam orando para que isso aconteça. Algum dia, Deus reinará sobre esta Terra e Ele reinará através do Messias, Seu reino se levantará de Sua própria natureza soberana. Surgirá de Seu próprio propósito soberano.

Temos um vislumbre disso no Éden, antes de Adão pecar, quando Deus reinou, e isso será restaurado pelo Segundo Adão, o Senhor Jesus Cristo, e Deus reinará novamente. É realmente na doutrina bíblica do Reino que temos a visão cristã da história.

A história está indo em direção ao reino de Deus. Encontramos Deus exercitando Sua soberania espiritualmente ao longo da história redentora, mas Ele a exercitará literalmente no Reino terreno vindouro. Deus certamente exerceu Seu governo no jardim antes da queda, e mesmo após a queda, exerce Seu domínio sobre a humanidade em um sentido espiritual, salvando os eleitos de seus pecados. O Reino de Deus é a esfera na qual Deus governa por meio de Seu poder soberano, é claro, da salvação também.

Então, Deus governa espiritualmente agora sobre o coração daqueles que O conhecem pela fé. E tem sido assim desde que Seu trabalho salvador começou. Há um elemento espiritual do Reino que existe desde que Deus começou a redimir os homens. Mas, não é sobre esse Reino espiritual que lemos aqui em Apocalipse, mas o Reino literal terrestre, que será o ponto culminante da história humana.

Vamos dar um passo adiante, tentando entender o que está envolvido neste debate sobre o Reino.

PRÉ-MILENISMO

Entende que o Senhor Jesus vem e estabelece Seu Reino. Sua volta acontecerá antes do reino milenar. O Reino de mil anos vem após o retorno de Cristo, isto é, Cristo tem que vir e configurá-lo. Essa é a cronologia do livro do Apocalipse.

E essa tem sido a esperança do coração dos judeus. Como citei no Kadish, os judeus dizem: “Venha, traga o Seu Messias e estabeleça o Seu Reino”. Então eles entenderam que as promessas do Reino do Antigo Testamento estão ligadas à vinda do Messias, e o Reino não poderia se separar da chegada do Messias, quando então Ele estabelecerá Seu reinado.

Então, podemos dizer com segurança, então, que tudo até o capítulo 20 de Apocalipse é pré-milenista: a tribulação, o dia do Senhor, a volta de Cristo, tudo é pré-milenista. Agora, o capítulo 20 é milenar, e o capítulo 21 é pós-milenar, o novo céu e a nova terra.

O pré-milenismo diz que Cristo virá antes, precedendo o Reino. Ele vem pessoalmente, visivelmente, publicamente, no final da ira e julgamento de Deus no mundo para estabelecer o Reino. Nesse tempo, Satanás será preso por um período de mil anos. O Reino será estabelecido na Terra, na cidade de Jerusalém, no trono de Davi. Tudo isso se baseia – e aqui está a chave – em uma interpretação literal das Escrituras.

Tudo isso resulta de uma interpretação literal das Escrituras. Se você simplesmente pegar o que a Bíblia diz e, obviamente, interpretar da maneira normal, literal de interpretação, terá uma visão pré-milenista. Como eu disse, a cronologia de Apocalipse é explícita, e as promessas do Antigo Testamento sobre o Reino identificam o trono de Davi, a cidade de Jerusalém. Elas falam sobre um reino real.

Elas falam sobre um tempo de renovação, de restituição, um tempo em que Israel estará na Terra prosperando e o verdadeiro deserto florescerá como uma rosa. Um tempo em que a guerra, a animosidade e hostilidade no reino animal terminarão, um tempo em que as pessoas viverão vidas prolongadas. Um tempo incrível, um tempo com um mundo completamente renovado e regenerado.

Se você considerar tudo isso literalmente, terá uma visão pré-milenista. E uma das razões convincentes para interpretar tudo literalmente é porque não há outra maneira de interpretar a Bíblia, pois assim que você diz que não precisa interpretar essa parte da Bíblia literalmente, qual seria a razão de interpretar o restante da Bíblia literalmente? Quero dizer, como você pode simplesmente dizer: “Bem, não interpretamos profecia literalmente, mas interpretamos todo o resto literalmente”? Com base em quê você define isso?

Mantemos o que chamamos de hermenêutica literal, histórica, gramatical e contextual da interpretação, porque é a única maneira de entendermos a Bíblia, levando-a ao seu valor histórico, contextual e linguístico. E quando você faz isso, você vê o aspecto pré-milenista, porque esse é o aspecto literal.

Agora, um dos argumentos mais convincentes sobre a interpretação literal das profecias sobre o Reino é o seguinte: o Reino no Antigo Testamento é prometido repetidas vezes para Israel. E quando você olha para os textos nos quais Deus faz essa promessa a Israel, há também uma promessa negativa correspondente. É mais ou menos assim: Deus prometia abençoar Israel, caso obedecesse, e amaldiçoá-lo, caso desobedecesse.

Quando você vai a uma passagem em que o Senhor promete castigar a desobediência de Israel, e promete o Reino quando eles obedecerem, tudo o que precisamos fazer é realmente uma pergunta: as promessas de punição, de castigo e as de julgamento sobre Israel acontecem literalmente? Qual é a resposta? Sim. Todas elas foram cumpridas na nação real e literal de Israel.

Agora, se todas as promessas de julgamento, punição e maldição foram cumpridas historicamente na nação Israel, então por que imaginaríamos que essas promessas de bênção seriam figurativas? Seriam espiritualizadas? Agora, você não tem justificativa para dividir seu princípio interpretativo e dizer: “Bem, todas as maldições são literais e todas as bênçãos são figurativas… Todas as maldições serão literalmente cumpridas e foram, sabemos que, historicamente, na nação Israel, mas todas as bênçãos prometidas serão cumpridas na igreja, e Israel não tem futuro…”.

Temos aqui um problema de interpretação. Se você interpretar a Bíblia literalmente, e a cronologia do Apocalipse também literalmente, você encontrará um verdadeiro Reino de Israel na Terra, a partir de Jerusalém, no trono de Davi, com um Messias da linhagem de Davi, reinando não apenas sobre Israel, mas sobre o mundo inteiro.

Você terá os apóstolos nesse Reino, os redimidos de todas as eras, as características gloriosas do Reino, conforme elas são claramente definidas. Vai durar mil anos. O Reino virá com o retorno de Jesus Cristo, porque é explicitamente o que o texto literal diz. A propósito, a visão pré-milenista diz que as coisas vão piorar muito no mundo antes que Jesus venha estabelecer Seu Reino. Não vão melhorar.

PÓS-MILENISMO

Esse entendimento é sempre ofuscado pelas guerras, pois crê que as coisas vão melhorar cada vez mais. E, lógico, as guerras sempre quebram essa ilusão. Para o pós-milenismo, vamos entrar no Reino, e Cristo não virá até o fim do Reino. Ele virá no final. Você diz: “Quem vai estabelecer esse Reino?” Para essa visão, a igreja trará ao mundo um período de retidão.

Cristo não estará aqui literalmente, apenas espiritualmente, trabalhando através de Sua igreja, e por Seu poder em Sua igreja, Ele triunfará sobre o mundo dos homens, triunfará sobre o mundo dos demônios, e trará, através de Sua igreja , realmente, um Reino, e Seu retorno pessoal ocorrerá no final desse período. Para o pós-milenismo, esse Reino não será necessariamente de mil anos.

Você diz: “Isso é baseado em uma interpretação literal?” Não, é baseado em uma combinação de interpretações literais e não literais e ignora totalmente a cronologia do livro do Apocalipse.

O pós-milenismo hoje assumiu a forma da “teologia do Reino”. Às vezes, essa teologia aparece em um modo de guerra espiritual. Ou seja, conquistaremos Satanás e seus demônios, amarraremos Satanás e os demônios, e por esse exercício do poder da igreja, vamos tomar a autoridade de Satanás e de todos os seus demônios, vamos colocá-los em cativeiro e vamos trazer o Reino.

Esse é o conceito de teologia do Reino. Isso é defendido pelas pessoas do movimento de sinais e maravilhas, que acreditam que vão entrar em uma guerra espiritual com Satanás e todos os seus demônios, e conquistá-los em virtude do poder na igreja, que é quem trará o Reino. É uma forma de pós-milenismo e tem muitas nuances diferentes, de acordo com quem você estiver falando. Por vezes, é difícil definir isso como algo único, porque pode assumir várias formas.

Existe uma outra forma de pós-milenismo, com um sentido mais liberal, da teologia da libertação, uma corrente teológica nascida na América Latina. É uma tentativa de interpretar a Escritura através do sofrimento dos pobres, pregando revoluções sociais. É também uma forma de pós-milenismo. Seu ponto de vista não é o de capturar o mundo satânico, mas de capturar as instituições, o governo, o Congresso, a presidência, o sistema judicial e assumir o controle de tudo para trazer o Reino através do corpo político. E assim, eles miram influenciar a mídia, universidades, escolas etc. Planejam assumir a sociedade e a tornar “cristã” e, assim, dominariam a cultura e a dariam a Cristo. Isso é uma visão pós-milenista, pois a igreja se torna o agente que traz o Reino. No final do período em que a igreja dominar o mundo, Cristo virá.

AMILENISMO

Basicamente, diz que não haverá Reino. Entende o Milênio como sendo meramente simbólico de um longo período de tempo, e não de um período de mil anos. Entende que as profecias do Antigo Testamento estão se cumprindo espiritualmente agora na igreja (tanto na terra como no céu) ou como referências à condição eterna. Para essa visão, o Reino que existe é o que temos agora.

O pré-milenismo diz: as coisas vão piorar. O pós-milenismo diz: as coisas vão melhorar. O amilenimo diz que as coisas vão continuar na mesma forma até a volta de Jesus.

Eles dizem que o Reino é agora. O Reino é a era da igreja. Cristo está governando agora até o final desse período de tempo, que não são de mil anos. Eles rejeitam completamente uma interpretação literal de Apocalipse em relação à profecia. Tentam colocar profecias na história, ou então as tornam alegóricas.

Eles dizem que todas as promessas do Reino a Israel, feitas no Velho Testamento, serão cumpridas na igreja, na era da igreja agora. Creem que a igreja é o Israel de Deus e que não há futuro para Israel. Deus nunca restaurará Israel. Eles nunca serão resgatados como nação. Eles nunca voltarão a ser um reino. Nunca haverá um trono real em Jerusalém, embora a Bíblia afirme que tudo isso ocorrerá. Mas, na visão amilenista tudo seria apenas uma alegoria. Todas essas profecias são cumpridas na igreja.

Então, o meu mentor, o Dr. Feinberg uma certa vez, quando estávamos juntos em Jerusalém na conferência de profecia, ao lado do Knesset e Teddy Kollek, o prefeito de Jerusalém, estava lá e David Ben-Gurion, o primeiro ministro, estava lá, e o Dr. Feinberg levantou-se após um discurso de um conhecido amilenista e disse, ironicamente:

Lamento estar nesta plataforma e tenho que reconhecer que viemos da América para anunciar a você, o povo judeu, que todas as maldições recaíram sobre Israel, mas todas as bênçãos serão dadas à igreja. Parece uma longa viagem, só para fazermos esse anúncio.

Mas, essa é a visão amilenista, de que as coisas continuarão as mesmas, porque este é o Reino, é tudo que existe. O reinado de Jesus Cristo é figurativo. Cristo está aqui governando, e Ele continuará governando em um sentido espiritual até que, finalmente, venha e nos leve ao céu, e tudo terminará em um momento.

Agora, essa tende a ser a visão da maioria dos teólogos reformados. E os puritanos, que não se aprofundaram em temas escatológicos, acataram esse entendimento.

Algo que você precisa saber para compreender melhor esse assunto é que as doutrinas das Escrituras se definiram ao longo da história, ou seja, tudo o que foi sendo considerado como um dogma pela igreja foi fruto de um processo desenvolvido ao longo do tempo. Os conselhos da igreja, os escritores, os estudiosos e os autores lidaram com questões doutrinárias e passaram pelas várias doutrinas até chegarem, finalmente, a um estudo da escatologia.

E isso só aconteceu nos últimos duzentos anos. Assim, a Reforma e a era puritana vieram antes da cristalização da escatologia, ou seja, antes de que a escatologia fosse examinada mais aprofundadamente.

Lembre-se, agora, a igreja estava na Idade das Trevas até cerca do ano 1500, e assim, de 1500 até os dias atuais, houve o desenvolvimento e o entendimento de todas as grandes doutrinas das Escrituras, sendo que as doutrinas da escatologia foram as últimas a serem desenvolvidas nesse processo. Na época dos puritanos e reformadores, essas doutrinas não estavam tão apuradas quanto estão hoje.

Então, quando você lê a literatura puritana ou lê a teologia reformada, muitas vezes você vai concluir que sua inclinação é amilenista. E você, ao ler esses escritos, passa a se questionar: “o Reino já chegou? Está aqui? É isso? Estamos nele agora? O tempo que vivemos agora tem as características do Reino, descritas Bíblia? É este o paraíso restaurado? Essa é a regra de Deus? É este o Eden? Ou devemos concordar com os pós-milenistas e dizer que tudo ficará melhor e melhor e melhor e melhor?”

Francamente, qualquer uma dessas duas visões – amilenismo ou pós-milenismo – são insustentáveis, se você interpreta as Escrituras literalmente. O pós-milenismo não tem respaldo nas Escrituras, nada para sustentá-lo. É uma espécie de confusão entre a abordagem literal e a não literal.

Já o amilenialismo espiritualiza o texto para defender seu argumento, e a espiritualização do texto abre a caixa de Pandora porque, uma vez que você nega o literal, se você diz que mil anos não significam mil anos, o que significam então? Aí cada um pode concluir algo diferente. Saindo do literal, tudo fica vago e caminha para qualquer direção.

Os teólogos aliancistas, que defendem o amilenismo, têm um grande problema, que é introduzido em nosso texto:

Apocalipse 20
1 Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.
2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos;
3 lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Agora, deixe-me perguntar uma coisa muito clara e direta: onde estará Satanás durante o Reino? Resposta: amarrado, fora de cena. Agora, os amilenistas dizem que estamos no Reino. Se já estamos no Reino, Satanás está amarrado há muito tempo? Isso não faz sentido.

E o pós-milenista diz que podemos estar no Reino, e as coisas estão ficando cada vez melhores, mas a palavra clara das Escrituras é que, durante o tempo do Reino, Satanás estará preso. O versículo 3 diz que ele ficará amarrado até os mil anos serem concluídos, e depois será libertado. Satanás ficará preso durante o Reino.

Agora, isso representa um problema bastante significativo, porque eles usam Mateus 12:22 a 29, sobre amarrar o valente. E aí, os amilenistas dizem: “Na cruz, Satanás estava preso”. Isso é verdade? Em primeiro lugar, eles apelam logo para um sentido alegórico, porque a cruz foi há mais de mil anos, de modo que ignoram o período de mil anos.

Além disso, como Satanás pode estar preso, quando Atos 5:3 diz que Satanás entrou no coração de Ananias e Safira e os fez mentir? Como Satanás pode estar preso, quando 2 Coríntios 4:4 diz que ele está cegando a mente daqueles que não creem? Como Satanás pode estar preso, se Pedro diz que ele anda como um leão que ruge, procurando a quem possa devorar, em 1 Pedro 5:8?

Como ele pode estar preso, quando 1 Tessalonicenses 2:18 diz que o diabo atrapalha os ministros de Deus? Como ele pode estar preso, quando a Bíblia diz que ele anda por aí disfarçado de anjo de luz, junto com todo o resto de seus ministros? E se ele está preso, essa sua prisão é inútil.

Apocalipse 20 nunca poderia descrever a era atual, ou seja não pode se referir ao tempo que estamos vivendo. O deus deste mundo está vivo e em movimento, ele está em todo lugar. O capítulo 20 tem que se referir ao futuro. Os amilenistas, que tentam nos dizer que o que vivemos agora já é o reino, têm dificuldade em explicar se Satanás está preso. E se ele estiver preso, por que essas pessoas estão “amarrando o valente” de novo?

E os pós-milenistas, que afirmam que provavelmente já estamos no Reino, pensam que estão reinando porque venceram as eleições em alguma cidade, ou derrotaram alguns demônios numa outra noite em alguma sessão de batalha espiritual. Se isso é verdade, então Satanás está realmente preso? Todos os seus demônios estão presos?

Apenas mais uma pergunta que vem à minha mente. É básico interpretar números da maneira como normalmente os interpretaríamos. Se você for ao livro de Apocalipse, por exemplo, aqui está um pequeno exercício. Em todo lugar no livro de Apocalipse, os números são usados literalmente. Ele fala sobre sete igrejas tendo sete ministros. São sete igrejas literais. O livro de Apocalipse se refere a doze tribos. Significam doze? Sim. E doze apóstolos. Significam doze? Sim.

Refere-se a dez lâmpadas, cinco meses, um terço da humanidade, duas testemunhas, quarenta e dois meses, mil duzentos e sessenta dias, doze estrelas, dez chifres, mil e seiscentos estádios, três demônios, cinco reis caídos. Agora, o que vamos fazer com todos esses números? Os amilenistas e pós-milenistas dizem que sete não são sete, cinco não são cinco, mil não são mil, doze não são doze? Então, o que são? E como devem ser interpretados?

Todos esses números são usados no sentido normal, literal. Os únicos números simbólicos em todo o livro de Apocalipse estão no capítulo 1, versículo 4, onde fala sobre os sete espíritos – que se refere às sete obras do Espírito de Deus – e ao número 666, em 13:18. Mas, fora esses, todos os outros números são usados no sentido normal, literal. Esse argumento, por si só, não prova que os mil anos são literais, mas força aqueles que dizem que não são a provar que não são.

A propósito, a palavra mil aparece seis vezes no capitulo 20 de Apocalipse. O que há no texto que induz que em todas essas vezes esse número deve ser considerado como simbólico? Nunca nas Escrituras a palavra “ano” é usada com um número que não seja literal. O número “mil” não é usado nas Escrituras como símbolo, e é usado em vários lugares nas Escrituras, e nunca é usado simbolicamente.

Agostinho, no século V, popularizou a ideia de que a igreja recebeu as promessas que haviam sido dadas a Israel nas Escrituras, e meio que inventou esse conceito, que acreditava que Israel ficaria com todas as maldições, mas a igreja se torna o Israel espiritual, recebe todas as bênçãos e não há mais futuro para Israel. Mas, mesmo assim, o próprio Agostinho acreditava que os mil anos do Reino seriam um período literal de tempo, porque não havia razão para não acreditar nisso.

Desde a primeira era pós-apostólica, a igreja entendeu o milênio de Apocalipse 20 como mil anos literalmente. Papias, Barnabé, Justino Mártir, Irineu, Tertuliano, todos evidenciam esse fato em seus escritos. A igreja não trouxe mais qualquer ensino sobre esse assunto até o século IV e, então, Agostinho popularizou ainda mais o seu pensamento.

Um Reino literal de mil anos, após o retorno de Cristo e antes dos novos céus e nova terra, é o assunto do capítulo 20 de Apocalipse, e qualquer outro ponto de vista fica tão confuso que você não consegue encontrar seu caminho no texto sem fazer malabarismos.

Agora, outra observação interessante: alguns pré-milenistas enfatizam o caráter soteriológico do milênio, isto é, não o seu aspecto político ou o papel de Israel, a proeminência de Israel. Esses são chamados pré-milenistas históricos. Eles enfatizam que existirá um Reino, que Cristo virá, mas eles veem esse Reino não em referência a Israel e não em referência necessariamente ao governo de Cristo, ou seja, o aspecto político dele. Eles vêem o Reino mais como um período da expressão do grande poder salvador de Deus.

Mas uma visão mais precisa do pré-milenismo é que o Reino não é tanto um período soteriológico – isso ocorre agora – mas que será um reino teocrático. Será o cumprimento da promessa de Deus a Davi e Israel. Cristo reinará, literalmente, em Jerusalém. Israel será proeminente e todas as nações governadas por Cristo serão abençoadas.

O ponto principal de toda essa discussão é que devemos ter uma interpretação literal das Escrituras e, simplesmente, seguir a cronologia de Apocalipse. Se você fizer isso, terá inevitavelmente uma visão pré-milenar. John Walvoord está correto quando sugere: “A única razão para negar tal conclusão seria evitar ser um pré-milenista”.

Então, quando chegamos a essa passagem, a idade de ouro chega. Eu só tinha que tirar tudo isso do caminho, porque eu sei que alguns de vocês estariam se perguntando sobre esses assuntos. Examinaremos o texto em sua cronologia e com a interpretação literal, tomando as Escrituras pelo valor literal, porque certamente o que vou lhes pregar não é algo místico, com algum significado secreto.

Quando o Reino começar, o templo já terá sido reconstruído, as nações da terra irão lá para adorar o verdadeiro Deus e Cristo. A prosperidade reinará em um paraíso restaurado. O jardim do Éden será mundial, estará de volta. A pobreza será desconhecida, assim como a injustiça. Um tempo incrível!

Não sabemos exatamente como será. Poderá ser um tempo sem prisões, hospitais, instituições psiquiátricas, quartéis, bares, casas de má reputação, casas de jogos, casas para idosos e enfermos. A flor da juventude estará no rosto de todos. Cemitérios serão relíquias em ruínas do passado e lágrimas não serão frequentes.

O lobo e o cordeiro, o bezerro e o leão, a vaca e o urso, a criança e o escorpião estarão todos em paz. Jesus voltará. A idade de ouro florescerá. A terra estará cheia do conhecimento de Deus. Jesus é o senhor. Ele regerá as nações com uma vara de ferro. Seu reinado será justo e as nações Lhe obedecerão. O pecado será julgado com um julgamento rápido e certo.

Será tudo o que você nunca poderia sequer imaginar. Esse será o reino. É para isso que vivemos. É isso que esperamos. E, amado, é isso que realmente está por vir. E não é o que vemos hoje no mundo. Satanás não está preso. Estamos esperando que ele seja amarrado, mas ele não pode ser amarrado até que Jesus volte.

Agora, à medida que este texto se desenrola, e percorremos os dez primeiros versículos, devemos falar sobre cinco temas:

  • A prisão de Satanás;
  • O reinado dos santos;
  • O retorno de Satanás;
  • A revolta da sociedade;
  • E a ressurreição dos ímpios.

Essa será a estrutura com a qual lidaremos ao longo desses versículos. Como eu disse, não será abrangente, mas será exegético.Bem, eu esperava fazer o primeiro ponto hoje, mas na próxima veremos. Vamos orar.

Agradecemos, Pai, porque Tu és o autor da história, que a expôs antes da fundação do mundo. Agradecemos porque o Reino virá. Nós não estamos nele ainda, embora Jesus Cristo reine nos nossos corações, e nesse sentido, o Reino está aqui. E embora em sua plenitude, soteriologicamente, opere agora com todos os eleitos chegando à fé, em seu aspecto terreno, aguarda o retorno de Cristo para ser estabelecido.

O Senhor nunca estará satisfeito, até o paraíso ser recuperado. O Senhor nunca poderá ficar satisfeito, até que a terra seja restaurada da maneira que Tu queres. O Senhor nunca poderia estar satisfeito, até que o homem supremo, o Filho do homem, o próprio Senhor Jesus Cristo se torne o Rei da terra. O Senhor nunca poderia estar satisfeito, até que tudo se torne do jeito que deveria ser, até que o deus desta era seja destronado, e todos os seus demônios com ele, e todos os ímpios que o seguiram sejam destruídos, e o mundo conheça apenas a paz, a felicidade e a alegria. Justiça e alegria por causa do domínio do Senhor Jesus Cristo.

E agradecemos porque faremos parte do Reino. Mesmo sendo arrebatados para o céu para estar com Jesus Cristo, voltaremos com Ele quando Ele voltar a reinar por esses mil anos. E depois disso, para todo o sempre, estaremos no novo céu e na nova terra.

Agradecemos por podermos interpretar as Escrituras ao seu valor nominal e saber que Tu és responsável pela história. Não precisamos trazer o Reino; somente Cristo pode trazê-lo. Nossa agenda não é política, mas um ministério espiritual. O Reino chegará ao coração daqueles que crerem, e é nossa tarefa trazer-lhes o evangelho. Não devemos aceitar a ideia de que precisamos tentar trazer o reino politicamente, mas devemos trabalhar para trazê-lo espiritualmente aos corações daqueles que creem.

Pai, agradecemos porque o Reino tenha chegado até nós, que Te amamos, servimos a Ti. Tu és nosso Deus, nosso rei, nosso Senhor e Mestre, e nós Te obedecemos. Tu dominas sobre nós. Tu nos disciplina e derrama grande bênção, a bênção da herança sobre nós.

Agradecemos por sermos os súditos do Teu Reino e não podemos esperar até que o mundo inteiro saiba disso, por aquele tempo glorioso em que a rebelião acabará e Cristo reinará. E nós oramos para que Teu reino venha, venha soteriologicamente – isto é, venha de maneira salvífica nos corações dos homens agora – e venha de modo temporal e terrestre, em sua plenitude, na consumação e na realização do grande milênio. Oramos para que isso chegue em breve.

Vivemos, Senhor, em um mundo em desintegração. As coisas não continuam as mesmas e as coisas não estão melhorando, estão piorando e continuam piorando até o Senhor intervir. Dizemos, como João: “Maranata, venha, Senhor Jesus”. Obrigado por essa grande esperança de que também viveremos na regeneração, na restituição, nas glórias do Reino, e depois no novo céu e na nova terra.

Que esperança abençoada, que privilégio, pelo qual lhe damos toda a glória e louvor, em nome de Cristo, Amém.


Este é o primeiro de  uma série de sermões de John MacArthur sobre o Reino Milenar de Cristo e o juízo do grande trono branco (Apocalipse 20). Veja os links dos sermões já publicados.


Clique aqui e acesse página com índice e links de sermões traduzidos de John MacArthur sobre o Apocalipse.


Este texto é uma síntese do sermão “The Coming Earthly Kingdom of the Lord Jesus Christ, Part 1″, de John MacArthur em 09/10/1994.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/66-73/the-coming-earthly-kingdom-of-the-lord-jesus-christ-part-1

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

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