A Purificação da Nação de Israel

As três primeiras visões de Zacaria tratam da restauração de Israel, do julgamento dos inimigos e da reconstrução de Jerusalém. São aspectos externos e visíveis da obra de Deus que terão cumprimento definitivo em um futuro grandioso. Na quarta visão, Deus começa a revelar a obra espiritual que tornará possível o cumprimento definitivo de todas as suas promessas.

A quarta visão de Zacarias (Zacarias 3.1-10) – A purificação da nação de Israel

Uma das maiores promessas registradas na Bíblia encontra-se em Romanos 11. Ali, o apóstolo Paulo faz uma declaração extraordinária acerca do futuro de Israel. Ele pergunta: “Acaso Deus rejeitou o seu povo?” E responde de forma enfática: “De maneira nenhuma!” (v. 1). Logo depois reafirma: “Deus não rejeitou o seu povo, a quem antes conheceu” (v. 2). Mais adiante, nos versículos 25 a 29, Paulo revela o mistério de que o endurecimento de Israel é apenas parcial e temporário, durando até que a plenitude dos gentios seja alcançada. Então, “todo o Israel será salvo […] porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (v. 26,29).

O que Paulo está afirmando nessa magnífica passagem é que Deus não mudou seus propósitos em relação a Israel. A nação que Ele escolheu continua sendo objeto de seu amor e de suas promessas. O Senhor cumprirá sua aliança, enviará o Libertador vindo de Sião e removerá a impiedade de Jacó (Rm 11.26-29). A salvação futura de Israel está garantida não pela fidelidade da nação, mas pela fidelidade do próprio Deus.

Essa restauração nacional e espiritual de Israel é uma realidade prometida nas Escrituras. E é interessante viver em uma época na qual alguns acontecimentos históricos parecem preparar o cenário para um futuro cumprimento. O movimento sionista ganhou força no final do século XIX; o primeiro Congresso Sionista reuniu-se em Basileia, em 1897, sob a liderança de Theodor Herzl. O objetivo principal era a criação de um lar para o povo judeu na terra que Deus havia dado a Israel. O retorno dos judeus à sua terra aumentou progressivamente, em poucas décadas, dezenas de milhares já haviam retornado.

Então veio a tragédia da Segunda Guerra Mundial. Milhões de judeus foram exterminados no Holocausto, levando muitos a imaginar que a história daquela nação estava terminando. Mas não foi assim. Contra todas as expectativas, o povo judeu continuou existindo e retornando à sua terra. O que parecia impossível tornou-se realidade, e a preservação de Israel permanece como um testemunho impressionante da mão soberana de Deus na história.

É nesse contexto que o livro de Zacarias assume importância singular. Poucos livros do Antigo Testamento apresentam de forma tão clara o futuro glorioso de Israel. A partir do capítulo 1, versículo 7, Deus concede ao profeta oito visões noturnas que revelam Seu plano para a restauração da nação. Embora possuam significado histórico para os dias de Zacarias, todas elas apontam também para um cumprimento futuro, relacionado ao reino messiânico e à consumação dos propósitos divinos.

A quarta visão de Zacarias

Ao examinarmos as três primeiras visões, vimos que elas tratam da restauração do povo, do julgamento dos inimigos e da reconstrução da cidade. Em outras palavras, focalizam aspectos externos e visíveis da obra de Deus. Houve um cumprimento inicial nos dias do profeta, mas seu alcance profético aponta para um futuro muito mais grandioso. Agora chegamos à quarta visão, na qual Deus começa a revelar não apenas a restauração externa de Israel, mas também a obra espiritual que tornará possível o cumprimento definitivo de todas as suas promessas.

Na quarta visão de Zacarias vemos a transformação da nação de Israel, da pecaminosidade para a retidão, o que permite a Deus cumprir a sua promessa da aliança. Deus vai salvar, reconstruir e restaurar Israel. Deus vai julgar os inimigos de Israel na grande conflagração final conhecida como Armagedom. Mas é preciso que haja salvação na terra antes que haja restauração. E é exatamente isso que é discutido na quarta visão, no terceiro capítulo de Zacarias.

Em Êxodo 19.6, Deus faz uma declaração extraordinária a respeito de Israel: “Vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Israel foi escolhido para ser o elo entre Deus e as nações, uma nação sacerdotal por meio da qual a verdade divina seria proclamada ao mundo. Assim como o sacerdote servia de mediador entre Deus e os homens, Israel deveria servir como instrumento para levar o conhecimento de Deus à humanidade. Sua missão era testemunhar, ensinar e manifestar o caráter santo do Senhor diante das nações.

Entretanto, essa promessa estava vinculada a uma condição. O versículo 5 declara: “Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança”. Enquanto permanecesse obediente à Palavra de Deus e fiel à sua aliança, Israel desfrutaria plenamente desse privilégio sacerdotal. A vocação era gloriosa, mas exigia fidelidade. A nação deveria refletir a santidade de Deus para cumprir o propósito para o qual havia sido escolhida.

Contudo, Israel fracassou repetidamente em sua obediência. Não correspondeu à sua chamada nem cumpriu sua missão sacerdotal. Mas as promessas de Deus não foram anuladas. Haverá um dia em que Israel será restaurado espiritualmente e se tornará, de fato, uma nação santa e sacerdotal. Isso ocorrerá não sob a antiga aliança, que foi quebrada, mas sob a nova aliança, quando Deus transformar os corações do Seu povo e escrever Sua lei em seu interior.

Durante o presente período, Israel encontra-se afastado dessa função. Por isso, Deus levantou a Igreja para cumprir o papel de testemunha no mundo. Conforme ensina 1 Pedro 2.5, os crentes são “sacerdócio santo”, e, segundo o versículo 9, “sacerdócio real”. Hoje, a Igreja proclama o evangelho, conduz as pessoas a Deus e anuncia as virtudes daquele que chamou os seus filhos das trevas para a sua maravilhosa luz.

Mas esse período não será permanente. Após o arrebatamento da Igreja, Deus voltará Seu propósito redentor de maneira especial para Israel. Na tribulação, os 144.000 selados — 12.000 de cada tribo de Israel — serão levantados como testemunhas de Deus ao mundo (Ap 7). Israel retomará seu papel de nação sacerdotal e participará do cumprimento dos planos divinos para os últimos dias.

É exatamente essa transformação que Zacarias começa a revelar em sua quarta visão. Os judeus dos dias do profeta sabiam que eram pecadores e poderiam questionar como Deus realizaria promessas tão grandiosas por meio de um povo tão indigno. A resposta divina é clara: Deus não cumprirá Seus propósitos por meio de um povo permanecendo em seus pecados. Antes, ele os purificará, os salvará e os transformará. A restauração prometida será precedida pela redenção, porque Deus primeiro remove a culpa do Seu povo para depois derramar sobre ele todas as bênçãos de Sua aliança.

1) A escolha divina

Zacarias 3
1 E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
2 Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?

Mais uma vez, Zacarias contempla uma cena revelada por Deus, possivelmente por intermédio do anjo intérprete ou do próprio Anjo do Senhor. Desta vez, porém, o foco recai sobre uma pessoa específica: Josué, o sumo sacerdote.

É importante não confundir este Josué com o líder que conduziu Israel à Terra Prometida. Trata-se de outro homem, mencionado em Ageu 1.1, Esdras 5.2 e novamente em Zacarias 6.11. Ele era o sumo sacerdote dos dias de Zacarias, filho de Jeozadaque, que havia retornado do exílio babilônico juntamente com Zorobabel. Historicamente, portanto, Josué era uma figura real e bem conhecida entre os judeus que haviam regressado da Babilônia.

Entretanto, nesta visão, Josué representa muito mais do que a si mesmo. Assim como os símbolos das visões anteriores apontavam para realidades maiores, também aqui o sumo sacerdote simboliza algo mais amplo: ele representa a própria nação de Israel. Há várias razões para essa interpretação:

a) Todas as demais visões de Zacarias tratam da nação como um todo, e não de indivíduos isolados. Seria natural, portanto, que esta visão siga o mesmo padrão.

b) O sumo sacerdote era o representante oficial do povo diante de Deus. No Dia da Expiação, ele comparecia perante o Senhor em favor de toda a nação. Seus atos eram considerados os atos do próprio povo. Ele intercedia por Israel, oferecia sacrifícios por Israel e comparecia diante de Deus em nome de Israel. Assim, tudo o que acontece a Josué nesta visão possui implicações para a nação inteira.

c) Uma terceira evidência aparece no próprio texto. No versículo 1, a atenção está voltada para Josué; mas, no versículo 2, a linguagem muda imediatamente para Jerusalém: “O Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda”. Josué praticamente desaparece da narrativa e passa a ser identificado com Jerusalém, um dos nomes pelos quais Deus frequentemente se refere ao Seu povo. O foco não está no indivíduo, mas na nação que ele representa.

d) A quarta razão encontra-se no versículo 8, onde Deus diz: “ouça bem, Josué, sumo sacerdote, e os seus companheiros sentados diante de você, homens que simbolizam coisas que virão: trarei o meu servo, o Renovo”. Josué simboliza Israel, e os sacerdotes associados a ele participam desse mesmo significado representativo.

A cena torna-se ainda mais impressionante quando observamos quem está diante de Josué. Ele se encontra perante o Anjo do Senhor, uma manifestação pré-encarnada de Cristo, a segunda Pessoa da Trindade. O próprio contexto confirma sua divindade, pois no versículo 2 o Anjo do Senhor fala como Jeová, e no versículo 4 exerce a prerrogativa divina de remover a iniquidade e perdoar pecados. Não se trata de um anjo criado, mas do próprio Deus agindo em favor do Seu povo.

Assim, a visão apresenta Israel, representado por Josué, na presença de seu Libertador e Defensor, enquanto Satanás se coloca como acusador. Para os judeus dos dias de Zacarias, essa era uma mensagem profundamente encorajadora. Durante séculos eles não haviam recebido qualquer manifestação do Anjo do Senhor. Agora, porém, Ele aparece novamente em suas visões. O Protetor de Israel está presente. O Libertador voltou a ocupar Seu lugar ao lado do Seu povo. E essa presença era a garantia de que Deus ainda não havia abandonado Israel e que todas as Suas promessas de restauração seriam cumpridas. Que encorajamento.

A expressão “estar diante de” é muito interessante. Josué aparece diante do Anjo do Senhor, e essa linguagem, no hebraico, é usada para descrever a função sacerdotal (Dt 10.8; Jz 20.28; Ez 44.15; 2Cr 29.11). Portanto, Josué está simplesmente exercendo seu ministério como sumo sacerdote, servindo diante do Senhor. Mais do que isso, ele ministra perante o Anjo do Senhor, o que confirma novamente que esse Anjo não é um ser criado, mas a segunda Pessoa da Trindade, o próprio Jesus pré-encarnado. Essa conclusão é reforçada por Apocalipse 19.10, onde um anjo recusa adoração e ordena que somente Deus seja adorado. Aqui, porém, Josué ministra diante do Anjo do Senhor porque ele é o próprio Cristo.

Ao lado de Josué surge outro personagem: Satanás. O texto diz que ele estava à direita do sumo sacerdote “para lhe resistir”. O nome Satanás significa “adversário”, e o hebraico utiliza o artigo definido: “o adversário”. Literalmente, o texto poderia ser traduzido como: “Satanás estava à sua direita para satanizá-lo”, isto é, para acusá-lo, resistir-lhe e opor-se ao seu ministério. Essa sempre foi sua atividade. Ele comparece diante de Deus para acusar o povo da aliança, afirmando que são pecadores indignos da graça divina. Foi exatamente isso que aconteceu em Jó 1, quando entrou na presença de Deus para acusar Jó. Embora seja um anjo caído, Satanás ainda possuía permissão para apresentar suas acusações diante do Senhor, situação que somente terá fim quando for expulso do céu, conforme Apocalipse 12.10.

A acusação, porém, não se dirige apenas a Josué como indivíduo. Ele representa toda a nação de Israel. Se o sumo sacerdote fosse rejeitado, Israel seria rejeitado; se fosse aceito, Israel seria aceito. É justamente nesse ponto que a visão alcança seu significado teológico. A questão em jogo não é simplesmente o destino de um homem, mas o futuro da nação escolhida e, consequentemente, o desenvolvimento de todo o plano redentor de Deus. Satanás argumenta que aquele povo é indigno, pecador e merece ser abandonado definitivamente.

Então chega o momento decisivo. O Anjo do Senhor rompe o silêncio e declara: “O Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda.” Com essas palavras, Deus rejeita completamente a acusação do adversário e reafirma Sua eleição soberana de Israel. O Senhor não abandonou seu povo, nem anulou suas promessas. Ao contrário, continua comprometido com o plano estabelecido desde a eternidade. Basta lembrar que Apocalipse 12 descreve como Deus ainda protegerá Israel durante a grande tribulação. Quando os exércitos da besta os perseguirem no deserto, a terra se abrirá e engolirá todo o exército estrangeiro (Ap12.13-17).

Esse versículo ainda revela um detalhe extraordinário. O Anjo do Senhor diz: “O Senhor te repreenda.” Temos, portanto, duas pessoas distintas chamadas Senhor. O próprio Anjo do Senhor, identificado como Deus, apela ao Senhor para que execute a repreensão contra Satanás. Trata-se de mais uma evidência da pluralidade de pessoas na Divindade já revelada no Antigo Testamento. A segunda Pessoa da Trindade entrega ao Pai a execução desse julgamento. Inclusive, a construção hebraica pode ser entendida como um futuro: “O Senhor te repreenderá.” Isso aponta para o julgamento definitivo de Satanás descrito em Apocalipse 20, quando será preso, lançado no abismo por mil anos e, finalmente, lançado no lago de fogo.

A razão apresentada pelo Senhor é igualmente significativa: “não é este um tição tirado do fogo? Ou seja, “não é este uma brasa retirada do fogo? A figura descreve um pedaço de madeira arrancado das chamas antes de ser completamente consumido. A mesma expressão aparece em Amós 4.11 para descrever alguém resgatado de uma destruição iminente. Historicamente, Deus está dizendo que trouxe seu povo de volta da Babilônia. Se sua intenção fosse destruí-lo, jamais o teria libertado do exílio. Não faria sentido arrancar uma brasa do fogo apenas para lançá-la novamente nas chamas. O próprio retorno da Babilônia já demonstrava que Deus ainda possuía um propósito para Israel.

Esse argumento possui enorme importância na compreensão dispensacionalista. O retorno do cativeiro comprova que Deus não abandonou definitivamente Seu povo. Josué, inclusive, personifica esse remanescente preservado. Seu avô, Seraías, foi executado por Nabucodonosor (2Rs 25), enquanto seu pai, Jeozadaque, foi levado cativo (1Cr 6). Josué sobreviveu ao exílio e retornou à terra prometida, tornando-se uma verdadeira “brasa tirada do fogo”. Assim, sua própria história simboliza a preservação da nação e demonstra que Deus continua fiel às promessas feitas a Israel.

Além disso, a imagem do “tição tirado do fogo” ou “brasa tirada do fogo” possui um alcance ainda maior. Ela antecipa o futuro da nação judaica após séculos de perseguição. Quando Deus restaurar plenamente Israel, convertendo-o e estabelecendo-o como seu povo sacerdotal no reino messiânico, essa expressão alcançará seu cumprimento máximo.

Afinal, Israel terá sido preservado através do fogo das perseguições da história porque Deus permanece fiel à sua escolha soberana. O fundamento dessa restauração não está nos méritos da nação, mas exclusivamente na declaração divina: “Eu escolhi Jerusalém.” É a imutabilidade do caráter de Deus, e não a fidelidade de Israel, que garante o cumprimento final de suas promessas.

2) A condenação divina

Zacarias 3
3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo.

O versículo 3 apresenta uma cena impressionante. Agora a atenção se volta para o sumo sacerdote. Josué aparece diante do Anjo do Senhor usando, literalmente no hebraico, “vestes imundas”. A palavra utilizada é extremamente forte. Sua raiz está relacionada aos dejetos humanos, descrevendo roupas contaminadas por excremento. Não se trata apenas de roupas sujas, mas de vestes repugnantes, manchadas e malcheirosas. A visão é propositalmente chocante, pois procura transmitir a gravidade da condição espiritual retratada.

O que significa essa cena? Josué não aparece assim por descuido ou negligência pessoal. Como sumo sacerdote, ele representa toda a nação de Israel diante de Deus. Suas vestes simbolizam a impureza do povo, contaminado pelo pecado. Deus está mostrando, por meio dessa imagem vívida, como o pecado é visto à sua presença. Aquilo que aos olhos humanos pode parecer tolerável, diante da santidade divina é profundamente ofensivo e repugnante.

Outro detalhe chama a atenção: durante toda a visão, Josué permanece em completo silêncio. Ele não apresenta defesa, não oferece justificativas nem tenta responder às acusações de Satanás. Seu silêncio revela uma verdade incontestável: a culpa é real. As acusações do adversário possuem fundamento. Humanamente falando, Satanás parece ter todas as razões para exigir a condenação de Israel.

Essa mesma conclusão é repetida por muitos ainda hoje. Olham para a história de Israel e afirmam: “Deus rejeitou definitivamente esse povo. Suas vestes estão manchadas pelo pecado. As promessas foram canceladas, e a Igreja tornou-se o novo Israel.” Essa interpretação parte da realidade da culpa, mas ignora um elemento essencial do texto.

O grande erro de Satanás — e de todos os que pensam da mesma forma — é subestimar a graça soberana de Deus. A pergunta inevitável é: como Deus poderá aceitar um sacerdote vestido dessa maneira? A resposta não está na inocência de Josué, nem em qualquer mérito de Israel. A solução será inteiramente divina. Antes que o sacerdote possa servir, Deus providenciará sua purificação. É exatamente esse o próximo passo da visão: a maravilhosa obra da graça que remove a culpa, purifica o pecador e restaura aquele que ele escolheu.

3) A purificação divina

Zacarias 4
⁴ Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes.
⁵ E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do Senhor estava ali,

Agora chegamos ao terceiro grande momento da visão: “a purificação divina”. Depois de contemplarmos a acusação de Satanás e a condição miserável de Josué, Deus intervém. O versículo 4 diz: “Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas”. Quem são esses que estavam diante do Senhor? São os anjos, servos celestiais que executam suas ordens. Então o Senhor ordena: “tirai-lhe as vestes sujas.”

Em seguida vem uma das declarações mais extraordinárias de toda a passagem: “Eis que tenho feito passar de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes.” Que afirmação maravilhosa! Deus simplesmente declara que a culpa foi removida. Não há qualquer obra realizada por Josué, nenhuma tentativa de compensar seus pecados, nenhum esforço para tornar-se digno. A iniciativa é inteiramente divina. Isso é soberania. Isso é graça. Isso é misericórdia imerecida. Somente Deus pode dizer: “Fiz passar de ti a tua iniquidade.” A purificação não nasce do homem; ela procede exclusivamente da graça de Deus.

Essa cena aponta para muito mais do que a restauração de um sacerdote. Deus está revelando o que fará com Israel. Como poderá transformar novamente aquela nação em Seu povo santo e sacerdotal? A resposta é simples: Ele mesmo realizará essa obra. Deus purificará Seu povo, removerá sua culpa e o regenerará. É exatamente isso que acontecerá quando Israel experimentar a graça salvadora do Senhor. Não haverá restauração baseada em méritos humanos, mas na poderosa obra da graça divina.

O final do versículo 4 é igualmente significativo. A tradução poderia ser literalmente: “Eu te vestirei com vestes festivas.” Essa expressão nos leva diretamente às vestes do sumo sacerdote descritas em Êxodo 28 e Levítico 8. No serviço diário, o sacerdote usava vestes brancas de linho, símbolo de pureza. Foi provavelmente com essas roupas que Josué apareceu na visão. Contudo, elas estavam completamente contaminadas pelo pecado. Então Deus ordena aos anjos: “Retirem essas vestes.” Em seguida, providencia uma roupa totalmente nova.

Mas não se trata apenas de uma roupa limpa. Deus substitui aquelas vestes imundas pelas gloriosas vestes sacerdotais. Eram roupas confeccionadas com fios de ouro, tecidos de linho fino, azul, púrpura e escarlate. Sobre os ombros havia pedras de ônix gravadas com os nomes das doze tribos de Israel. No peito, um peitoral adornado com doze pedras preciosas. Sobre a cabeça, um magnífico turbante, cuja lâmina de ouro trazia gravadas as palavras: “Santidade ao Senhor.” Deus está dizendo: “Retirem essas roupas contaminadas. Eu o revestirei novamente com as vestes da glória, da beleza e da santidade.”

Nesse momento, Zacarias já não consegue permanecer apenas como espectador. No versículo 5 ele entra na cena e exclama:“Ponham-lhe também um turbante limpo sobre a cabeça.” É como se dissesse: “Completem a restauração. Revistam-no plenamente.” O profeta participa da alegria daquele momento, desejando ver o sacerdote completamente restaurado.

Há ainda um detalhe maravilhoso. Levítico 16 diz que no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos vestido apenas com suas simples roupas de linho. Depois de concluída a expiação, deixava aquelas vestes e colocava novamente suas roupas de glória e beleza. Que ilustração extraordinária! Deus está dizendo que primeiro removerá o pecado e realizará a expiação; depois revestirá Seu povo com honra, beleza e santidade. Essa é a esperança do reino messiânico. Israel voltará a ocupar seu lugar como nação sacerdotal do Senhor.

O versículo 5 termina com uma observação belíssima: “E o Anjo do Senhor estava ali.” Essa frase não está ali por acaso. Ela mostra que toda aquela restauração acontecia sob a aprovação do próprio Cristo. O Anjo do Senhor permanece presente, contemplando e aprovando a obra da graça. É impossível não imaginar a alegria do Senhor naquele momento. Chegará o dia em que Israel, que durante séculos rejeitou seu Messias, voltará seus olhos para Ele com fé e arrependimento. Naquele dia, Cristo verá seu povo restaurado, purificado e revestido de glória. O Anjo do Senhor estava ali porque toda essa obra de redenção acontece sob Sua autoridade, sua aprovação e Sua perfeita alegria.

4) A aliança divina

Zacarias 3
6 E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo:
7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram.

A expressão “o Anjo do Senhor protestou a Josué” provavelmente não traduz da melhor forma a ideia do texto. Não significa que o Anjo estivesse discutindo ou protestando contra Josué. O sentido é que ele estava solenemente dando testemunho, declarando uma palavra oficial da parte de Deus.

Então Ele diz: “Assim diz o Senhor dos Exércitos”. Depois da maravilhosa promessa de purificação, apresentada nos versículos anteriores, Deus acrescenta duas condições. É como se dissesse: “Acabei de prometer a restauração de vocês. Essa promessa está fundamentada na minha soberania e na minha eleição. Mas ela se concretizará na resposta que produzirei no coração do meu povo.”

Esse é um princípio presente em toda a Escritura. A salvação é sempre apresentada como resultado da soberania de Deus e, ao mesmo tempo, da resposta humana. Deus não diz: “Fiquem parados esperando acontecer.” Pelo contrário, Ele afirma: “Isso acontecerá quando vocês andarem nos meus caminhos e guardarem os meus mandamentos.” A soberania divina nunca elimina a responsabilidade humana; ambas caminham juntas dentro da aliança de Deus.

A primeira condição é: “Se andares nos meus caminhos.” O que significa isso? Quais são os caminhos de Deus? Em termos simples, significa viver como Deus deseja, refletindo o seu caráter. É tornar-se semelhante a ele.

Você pode dizer: “Isso é impossível.” Humanamente, de fato, é impossível. Mas, para aquele que possui o Espírito Santo habitando em si, isso se torna possível. Paulo escreveu: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co 11.1). No futuro, quando Israel experimentar a regeneração prometida, receber o Espírito Santo e tiver um novo coração, será capacitado a viver segundo o caráter de Deus. Então começará a cumprir essa condição da aliança.

A segunda condição é: “Guardares os meus mandamentos.” Aqui a ênfase está na obediência fiel à vontade de Deus. Não basta apenas possuir um novo coração; esse novo coração se manifesta em uma vida de submissão e obediência.

Assim, quando Israel se tornar semelhante a Deus e obediente à sua Palavra, a promessa da purificação encontrará seu pleno cumprimento. Tudo isso acontecerá pela soberania de Deus. Será ele quem transformará o coração do seu povo, levando-o ao arrependimento, concedendo-lhe salvação, derramando sobre ele o Espírito Santo e produzindo tanto uma nova capacidade para viver em santidade quanto um novo desejo de obedecer. Depois das duas condições, Deus apresenta duas extraordinárias promessas.

a) A primeira promessa é: “também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios.” Em outras palavras, Israel retornará ao lugar para o qual sempre foi chamado: o de nação sacerdotal. Voltará a servir na casa de Deus, cuidará do seu templo e exercerá o ministério sacerdotal que originalmente lhe foi confiado.

Quando estudamos o Antigo Testamento e as profecias sobre o reino milenar, percebemos claramente esse papel. Durante o reino de Cristo, Israel será o instrumento pelo qual as nações serão conduzidas ao conhecimento do Senhor. Será a nação sacerdotal que aproximará os povos de Deus.

Esse mesmo princípio já aparece durante a Tribulação. No sétimo capítulo de Apocalipse Deus sela cento e quarenta e quatro mil israelitas — doze mil de cada tribo — para proclamarem sua mensagem. Como resultado desse testemunho, uma multidão incontável de pessoas, de toda tribo, povo, língua e nação, será salva. Israel voltará a exercer sua vocação sacerdotal, conduzindo homens à presença de Deus.

b) A segunda promessa é ainda mais extraordinária. Deus declara: “E te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram.” Quem eram “estes que aqui se encontram”? Eram os anjos, aqueles que permanecem continuamente na presença de Deus para cumprir a Sua vontade. Assim, Deus está dizendo: “Eu lhes darei acesso aos lugares onde os anjos caminham. Vocês andarão na minha presença.”

Essa promessa ultrapassa o reino milenar e aponta para o estado eterno. Israel não apenas será restaurado à sua função sacerdotal durante o reino de Cristo, mas, ao final de todas as coisas, desfrutará da comunhão plena com Deus. Estará em Sua presença e compartilhará dos privilégios daqueles que continuamente O servem diante do seu trono.

Deus cumprirá sua promessa: Israel será plenamente restaurado como sua nação sacerdotal para servir à Sua casa, guardar seus átrios e ter livre acesso à sua presença, como os anjos têm para sempre. Mas isso não significa que eles não precisam responder a Deus, porque precisam, e responderão. No início do versículo 7 diz: “Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos…”.

Agora, quero que vocês parem por um momento e contemplem esta cena. Para mim, esta é uma das mais belas ilustrações do evangelho em todo o Antigo Testamento. Olhem para Josué. O que vocês veem? Um homem coberto de vestes imundas, incapaz de permanecer diante de um Deus santo. Essa é a condição de todo pecador. Isaías não disse a mesma coisa? “Todas as nossas justiças são como trapo da imundícia” (Is 64.6). O problema do homem nunca foi a falta de religião ou de esforço; o problema é que até sua melhor justiça está contaminada pelo pecado.

Mas, de repente, tudo muda. O Anjo do Senhor entra em cena. O próprio Cristo. Ele não limpa as vestes de Josué, nem as remenda; ele ordena que sejam removidas completamente. Por quê? Porque a justiça humana não pode ser aperfeiçoada, precisa ser substituída. Então Cristo declara: “Eis que tenho feito passar de ti a tua iniquidade”, e Josué é revestido com vestes limpas, vestes de justiça. Que retrato extraordinário da salvação! É exatamente isso que Deus faz com todo pecador que vem a Cristo. Ele remove a culpa, concede a justiça de Cristo e arranca o pecador do fogo do juízo para torná-lo aceitável diante de Si.

5) O Renovo (O Cristo Divino)

Depois da purificação vem o serviço, e depois do serviço, a comunhão eterna. Josué é restaurado ao sacerdócio e recebe a promessa de livre acesso à presença de Deus. Que sequência maravilhosa: purificação, serviço e glória. Até aqui, Zacarias já nos mostrou a escolha divina, a condenação divina, a purificação divina e a aliança divina. Mas há um personagem sem o qual nada disso seria possível: o Cristo divino (O Renovo). Sem Ele não há perdão, não há justiça, não há sacerdócio, não há acesso a Deus nem esperança eterna.

Imagine um judeu ouvindo Zacarias relatar essa visão. Ele certamente perguntaria: “Quem realizará essa obra? Quem pode remover o pecado, revestir o pecador de justiça e levá-lo à presença de Deus?” A resposta está diante dele na própria visão: o Anjo do Senhor. É Ele quem repreende Satanás, remove as vestes sujas, concede as vestes de justiça, restaura o sacerdócio e promete acesso à presença de Deus. Toda a visão aponta para Cristo, porque do princípio ao fim é ele quem salva, justifica, restaura e conduz o seu povo à glória eterna.

Zacarias 3
8 Ouça bem, Josué, sumo sacerdote, e os seus companheiros sentados diante de você, homens que simbolizam coisas que virão: trarei o meu servo, o Renovo.

O texto diz que Josué (sumo-sacerdote) e o outros sacerdotes são homens que simbolizam coisas que virão. A palavra hebraica significa que eles são um sinal de um evento futuro. Ele não está falando apenas dos homens, mas indica que eles são um símbolo. Eles são símbolos do futuro de Israel.

Estamos olhando para o futuro, para o tempo do fim. “trarei o meu servo, o Renovo”. O Renovo fala de sua humilhação; de sua rejeição e de sua morte. Literalmente, significa o broto ou o rebento. Isaias 11.1 diz: “do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo”. Ele viria da terra. É humilhação. mas Ele manifesta crescimento e vitalidade até finalmente se tornar Rei.

No Antigo Testamento o termo “renovo” é usado para se referir ao Messias de quatro maneiras.

a) Em Isaías 11.1 O Messias é chamado Renovo de Davi, o que fala de sua posição como Rei. Qual Evangelho descreve isso? Mateus.
b) Em Zacarias 3.8 ele é chamado de meu servo, o Renovo. Qual Evangelho o descreve-o como o servo? Marcos.
c) Em Zacarias 6.12-13, ele é chamado de homem cujo nome é Renovo. Qual Evangelho apresenta Cristo como o homem perfeito? Lucas.
d) Em Isaías 4.2, ele é chamado de Renovo de Jeová. Qual Evangelho o apresenta como Deus? João. O Renovo. Ninguém menos que Jesus Cristo.

Zacarias 3
9 Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniquidade desta terra, num só dia.

Quem é a pedra mencionada no texto? A resposta é clara: é Cristo. E o que representam os sete olhos? Nas Escrituras, os olhos simbolizam conhecimento, e o número sete aponta para perfeição. Trata-se, portanto, do conhecimento perfeito, da onisciência. Esta é a pedra onisciente.

O texto também diz que Deus gravaria nela uma inscrição. Qual seria essa inscrição? É difícil afirmar com certeza, mas parece haver um paralelo com as vestes do sumo sacerdote. Contudo, em vez dos nomes das tribos de Israel, podemos imaginar que nela estão gravados os nomes dos seus eleitos. Tudo isso aponta para Cristo como aquele que conhece perfeitamente os seus e os leva diante de Deus.

A figura da pedra percorre toda a Escritura. Em Isaías 8.14, o Messias é apresentado como pedra de tropeço e rocha de escândalo; em Isaías 28.16, ele é a pedra de refúgio, o fundamento seguro para todo aquele que crê. Assim, para Israel, Cristo seria tanto motivo de tropeço quanto único refúgio. Em Daniel 2, ele é a pedra cortada sem mãos, que destrói todos os reinos gentílicos e estabelece o reino eterno de Deus. Para a Igreja, ele é a principal pedra angular, conforme Efésios 2.20.

Toda a revelação converge para esta verdade: a pedra é Cristo. Somente Ele poderia cumprir a promessa: “removerei o pecado desta terra em um único dia”. Esse dia foi o Calvário, quando o Cordeiro de Deus levou sobre si o pecado. Contudo, essa obra será aplicada nacionalmente a Israel no dia em que o povo olhar para aquele a quem traspassou e chorar por Ele, como diz Zacarias 12.10.

Então se cumprirá também Zacarias 13.1: “Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.” Haverá um dia em que Israel crerá em seu Messias, será purificado e restaurado.

6) O reino prometido

A partir dessa restauração, bênção fluirá para todas as nações. O resultado será o reino prometido. Por isso, Zacarias conclui dizendo:

Zacarias 3
10 Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira.

Essa é uma figura da paz, da prosperidade e da segurança do reino messiânico. As guerras cessarão, o conflito dará lugar à paz, e Cristo reinará sobre toda a terra. Esse é o glorioso futuro que Deus preparou para Israel e para o mundo.

A videira e a figueira estão associadas à paz. E as pessoas sentadas sob videiras e figueiras são associadas a tempos de paz. Veja o que diz 1 Reis 4.25: “durante toda a vida de Salomão, Judá e Israel viveram em segurança, cada homem debaixo da sua videira e da sua figueira, desde Dã até Berseba”.

Em Zacarias 3.10 a videira e a figueira são usadas para representar o tempo do Messias e a paz que ali haverá. Deus tem um plano maravilhoso para Israel. Ele se consuma em um glorioso reino de paz. Ele virá quando Deus salvar o seu povo.

Esse é o maravilhoso plano de Deus para Israel, que alcançará seu pleno cumprimento quando o Senhor salvar o seu povo e estabelecer o seu reino. Mas essa visão não fala apenas do futuro de Israel; ela também proclama o evangelho para todos nós. Afinal, o Cordeiro de Deus veio para tirar o pecado do mundo (Jo 1.29). Não estamos todos, por natureza, tão impuros quanto Josué, incapazes de permanecer diante de um Deus santo? E não é Satanás o acusador que insiste em dizer: “Ele é indigno; não o recebas”? Mas Cristo responde: “Eu o quero.”

Em seu amor soberano e gracioso, ele chama para a salvação aqueles que se voltam para ele em arrependimento e fé. Então ordena: “Tirem-lhe as vestes imundas e vistam-no com vestes de justiça.” O pecador é perdoado, justificado, restaurado ao serviço de Deus como sacerdote e recebe a promessa de viver eternamente em sua presença. Não é essa uma mensagem gloriosa? Não foi essa visão um consolo para Israel? Certamente foi. E continua sendo, porque aponta para a esperança definitiva do povo de Deus e para a mesma graça salvadora oferecida a todo aquele que crê em Cristo. Vamos orar.

Pai, obrigado pelo tempo que me concedeu esta noite. Aconteça o que acontecer neste mundo, seja em Israel ou qualquer outro lugar, nada disso pode mudar o teu plano. Porque Tu tens o teu povo. Tu disseste: “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (Ml 3.17). E me conforta o que Jesus disse, quando afirmou: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).eus.

Enquanto suas cabeças estão inclinadas para uma reflexão final, lembrem-se de que alguns de vocês aqui esta noite nunca receberam esta salvação. Vocês estão diante de Deus agora; suas vestes estão imundas. Até mesmo a sua justiça é como trapos imundos. Satanás os acusa diante de Deus, e Jesus lhes oferece a salvação, oferece a remoção das vestes antigas e a concessão de novas vestes de justiça, oferece a vocês o lugar de sacerdotes em sua casa e a habitação em Seus céus eternos. Curve-se perante o Senhor, não há melhor momento do que agora.

Obrigado, Pai, por esta noite maravilhosa. Obrigado por tudo que o Senhor significa para nós. Obrigado por tudo que o Senhor tem feito, enquanto vemos o Senhor agir na história e fortalecer nossa fé. E agora, enquanto temos a oportunidade de dar, de coração, por nossos irmãos e irmãs em Cristo, para ajudar esses jovens, oramos para que o Senhor recompense nossa fidelidade com a sua bênção e nosso amor com a alegria de dar. E, acima de tudo, abençoe-os, em nome de Jesus, amém.


Esta é uma série de sermões traduzidos de John MacArthur sobre o livro de Zacarias.

Clique aqui e leia outros sermãos traduzidos do livro do profeta Zacarias.


Este texto é uma síntese do sermão “The Cleansing of the Nation of Israel”, de John MacArthur, em 6/3/1977.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/sermons/2158/the-cleansing-of-the-nation-of-israel

Tradução e síntese feitas pelo Site Rei Eterno


 

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