Privilégios Espirituais – 4

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Este é o quarto de uma série de uma série de 6 sermões de John MacArthur sobre os privilégios espirituais dos crentes em Cristo, relatados em I Pedro 2:4-10. Veja os links no final do texto.

Tema do 4º sermão: A Segurança que Temos em Cristo e o Nosso Amor (afeição) por Cristo


Através da primeira carta de Pedro, capítulo 2, versículos 4 a 10, vamos continuar falando sobre privilégios espirituais, que é o que o Senhor nos concedeu por sermos Seus filhos.

Havia um estudante universitário que tinha uma visão bastante elevada de seu intelecto. Ele disse a um pastor em uma ocasião: “Eu decidi que não creio em Deus”. “Tudo bem”, respondeu o pastor. “Você poderia, por favor, descrever para mim o deus em quem você não acredita?” E o estudante começou a esboçar uma caricatura bastante estranha e distorcida de Deus. O pastor se virou para ele e disse: “Bem, estamos no mesmo barco. Também não acredito nesse deus conforme você descreveu”. É uma resposta sensata.

Quem é o Deus em quem você crê? E qual é o caráter do Deus em quem você crê? A maioria das pessoas, receio, e até mesmo muitos cristãos podem ter uma visão distorcida de Deus. Olham para circunstâncias gerais da humanidade e as questões que atormentam o mundo, e colocam em dúvida o caráter de Deus. Tal como o mundo, eles olham para as coisas físicas e não para as coisas espirituais. O Deus verdadeiro não é uma caricatura de alguma divindade grosseira, indelicada, impiedosa e arrogante. O salmista diz “a bondade de Deus dura para sempre” (Salmo 52:1).

No entanto, as pessoas que realmente experimentam a bondade de Deus são aquelas que são Seus filhos. Os que rejeitaram a Deus, também rejeitaram Sua bondade. Proclamar a bondade de Deus, em qualquer circunstância, é possível somente aos Seus verdadeiros filhos. Deus, de fato, em Si mesmo, é um tesouro infinito e inesgotável de toda bem-aventurança, suficiente para preencher todas as coisas. Deus revelou Seus atributos na criação. Romanos 1:20 diz:

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas.

A bondade de Deus também é vista no fato de que quando o homem se rebelou contra Ele, Deus não derramou Sua ira ininterrupta. Ele permite que a chuva caia sobre os justos e os injustos. Mas acima de tudo a bondade de Deus é vista na redenção, experimentada por aqueles que receberam o dom da vida eterna.

Pedro quer que nos concentremos aqui na bondade de Deus expressa em privilégios espirituais. A bondade de Deus vem a nós neste texto, através de uma série de dez grandes privilégios que nos são concedidos. Eles são todos de graça. Nós não os merecemos, mesmo sendo cristãos. São dádivas da graça de um Deus bom, pois “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17).

E assim, ao voltarmos a 1 Pedro capítulo 2, regozijemo-nos na bondade de nosso Deus. Vamos nos concentrar na imensidão de Sua bondade como demonstrado nos privilégios espirituais dados neste texto.

4 Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,
5 também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
6 Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.
7 Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular
8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.
9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.

Vamos recordar brevemente os privilégios que vá vimos nos sermões anteriores:

1. A união com nosso Senhor. O versículo 4-5 de I Pedro 2 dizem:

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.

Ao nos aproximarmos dEle, chegamos a uma pedra viva. Vimos o significado disso em detalhes no primeiro sermãoUm dos grandes privilégios que temos é a nossa união com o Senhor. Ele é a pedra angular e somos edificados como uma casa espiritual com Ele. Nós temos união com o Cristo vivo. Que grande verdade.

2. Nosso acesso ao Senhor, somos sacerdotes. O verso 5 diz que “sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Somos um sacerdócio sagrado para oferecer sacrifícios espirituais a Deus por meio de Jesus Cristo. Somente os sacerdotes tinham acesso a Deus no Antigo Testamento.

Todos os crentes, como sacerdotes, possuem acesso a Deus. Deus nos levou à Sua presença. Ele abriu o trono da graça para nós. Efésios 3:12 diz que em Jesus “temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele”. Hebreus 10:19 diz que temos “ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus”.

Portanto, temos acesso e união com o Senhor. Nos sermões anteriores entramos em detalhes acerca desses privilégios (Este assunto foi dividido em dois sermões, o que é um sacerdote e suas credenciais e o que faz um sacerdote).

3. Vamos agora avançar para um terceiro e tremendo privilégio: a segurança que temos em nosso Senhor.

Pedro a descreve deslumbrado com as riquezas dessa verdade. Veja o versículo 6 de I Pedro 2:

Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.

A ideia chave aqui é não ficar desapontado, envergonhado ou desiludido pela possibilidade de falha na esperança que Deus nos prometeu. Pedro afirma: “Está escrito”. Ele está se referindo ao Antigo Testamento. Primeiramente, ele se refere a Isaías 28:16, que diz:

Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa angular, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.

A pedra que ele tem em mente é Cristo, chamado no verso 4 de uma pedra viva, e aqui é chamado de pedra angular. Ele é uma pedra viva no sentido de que Ele é o fundamento de Sua casa espiritual, sobre a qual fomos edificados como pedras vivas. Ele é uma pedra viva no sentido de que Ele é uma pedra ressuscitada da morte e, portanto, está viva. Agora descobrimos que Ele não é apenas o fundamento, mas Ele é a pedra angular, uma verdade muito importante.

Esse texto de Isaías 28:16 também é citado por Paulo em Romanos 9:33. É um texto muito familiar e muito importante do Antigo Testamento. Ele fala do Messias, da vinda de Cristo. E prometia que quando o Cristo viesse, Ele seria a pedra angular para moldar o novo templo de Deus, a nova casa de Deus.

A palavra “eis” chama nossa atenção. É Deus chamando-nos a atenção para ver esta pedra. Ele diz: “Eu coloco em Sião“. Isaías, a propósito, refere-se a Jerusalém. Sião é a cidade de Deus também conhecida como Jerusalém. Isaías chama Jerusalém, e aqui, como eu disse, Pedro tomando liberdade para dar o impulso geral do texto, usa a palavra “Sião”. Ambos se referem à mesma localidade, já que Jerusalém é a cidade que está no Monte Sião. Figurativamente, Sião é o reino da Nova Aliança da graça. Sinai é o reino da Antiga Aliança da lei. E eu acho que é por isso que Pedro escolhe se referir a Sião, porque ele está enfatizando o novo pacto.

Observe que ele diz: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa…“. Eleger significa escolher, a pedra eleita, escolhida por Deus. Cristo é o eleito, o escolhido de Deus. Você pode estar interessado em notar que isso se encaixaria muito no pensamento judaico. Se você voltar para I Reis, capítulo 6, verá que, quando Salomão construiu o templo, ele foi construído a partir de pedras que já estavam preparadas antes de serem levadas ao local.

Essa é uma analogia maravilhosa. As pedras eram preparadas e depois levadas para o local. Já tendo sido modeladas, cortadas e com um diagrama muito cuidadoso de como o templo deveria ser construído. Todas as pedras eram marcadas com um número para que fossem colocadas no lugar perfeito. E apenas ajustes menores precisariam ser feitos para que elas se encaixassem perfeitamente.

Que bela analogia é o fato de que, quando o Senhor decidiu construir o novo templo, na Nova Aliança, Ele começou a construir a casa espiritual a partir da pedra fundamental, e todas as outras pedras foram eleitas. Todas foram previamente preparadas para esse destino. Todos foram feitas para se encaixarem em um padrão perfeito pelo Espírito de Deus, que seria o construtor e organizaria cada pedra de acordo com sua posição eleita.

Mas, além disso, ele também diz, citando Isaías, que Cristo não era apenas uma pedra eleita, mas também uma pedra viva ( verso 4) e uma pedra preciosa. “Preciosa”, uma palavra interessante, e que é a mesma palavra grega usada em Lucas 7 para falar do servo do centurião que estava doente e é dito que ele era precioso para seu mestre. Significa valioso, insubstituível. Então, Cristo não era apenas uma pedra eleita, mas uma pedra insubstituível.

A pedra mais importante em qualquer edifício era a pedra angular, por isso Ele era tão insubstituível. A palavra também pode significar “sem igual”. É por isso que eu digo insubstituível é uma boa maneira de expressá-lo. Mas a pedra angular é muito, muito importante. A palavra grega significa, literalmente, “no extremo ângulo”, estabelece todos os ângulos. Todos os ângulos do edifício são mantidos em simetria por aquela pedra angular.

Na edificação da casa de Deus, a construção do templo que conhecemos como a igreja da Nova Aliança, a pedra angular tinha que ser perfeita e a pedra angular perfeita, eleita e preparada, pedra viva não é outra senão Jesus Cristo. É por isso que os construtores tiveram que examiná-Lo. Um dos nossos grandes privilégios, amado, grave isso no seu coração, é que nunca seremos desapontados em Cristo, nunca. Pedro diz: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado”.

Ele é a nossa confiança, porque, como pedra angular perfeita, Ele une a igreja na perfeição e nunca nos envergonharemos. A palavra “envergonhado” tem aqui o sentido de “decepção” ou “desapontado” com uma esperança que foi frustrada. Nós nunca vamos ficar desapontados. Nós nunca nos sentiremos envergonhados. O Senhor Jesus Cristo nunca nos decepcionará. Ele nunca nos desapontará. Ele nunca falhará em cumprir Sua promessa. Isaías 50:7 diz:

Porque o SENHOR Deus me ajudou, pelo que não me senti envergonhado; por isso, fiz o meu rosto como um seixo e sei que não serei envergonhado.

Essa é a confiança de quem acredita no verdadeiro Deus. Isaías 54: 1-10 diz:

Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz […] Não temas, porque não serás envergonhada […]Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra […] Porque o SENHOR te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus […] Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR, que se compadece de ti.

Você nunca ficará desapontado no Senhor. Romanos 8 diz:

29 Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.
31 Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Pedro escreveu: “Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado”. Ele extraiu isto de Isaías 28:16. Pedro terminou dizendo “quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado”, Isaías terminou com “aquele que crer não se apresse”.

4. Quais são nossos privilégios? União com Cristo, acesso a Cristo, segurança em Cristo. Vamos avançar para o quarto privilégio espiritual maravilhoso: Nossa afeição (amor) por nosso Senhor. I Pedro 2:7-8 diz:

7 E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina,
8 E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.

Pedro continua a citar passagens do Antigo Testamento. E agora ele se move para um contraste, uma citação de Isaías 8:14-15. Pedro começa dizendo que a pedra é “para vós, os que credes, preciosa”. Um privilégio que temos é nossa afeição por Jesus Cristo.

O homem não regenerado não pode ver a preciosidade de Cristo, por isso não tem nenhuma afeição por Cristo. Ele O rejeita. Para ele, Cristo é uma pedra de tropeço, uma pedra de ofensa. Mas para os crentes, Cristo é amado, honrado e adorado, Sua preciosidade está acima de tudo. E se há algo em sua vida mais precioso que Jesus Cristo, você não pode ser um cristão.

Aqui temos a essência de um verdadeiro cristão e de um falso cristão. Um verdadeiro cristão será marcado por uma afeição por Jesus Cristo. Ele ama a Cristo verdadeiramente. Esse é um privilégio dado a ele, desfrutar desse amor, exultar nesse amor, regozijar-se nesse amor, abundar nesse amor. Isso é um privilégio. É característico de todo cristão verdadeiro ter um grande afeto por Jesus Cristo. Ele se torna o que há de mais precioso.

Em João 8:42 , Jesus diz aos falsos religiosos: “Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis”. Esse é o ponto. Você pode identificar um cristão pelo amor que ele demonstra por Cristo, e não por qualquer outra coisa. Em João 14:21, Jesus diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. Veja, ser cristão é sobre amar a Deus, amar a Cristo e obedecê-Lo. Nos versos de João 14: 23-24 Jesus diz:

Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.

Podemos ver a salvação, a obediência e o amor da mesma forma. Você pode definir uma pessoa como cristã porque ela crê, obedece e ama a Cristo. Isso é básico. Crer em Cristo, obedecer a Cristo e amar a Cristo são elementos inseparáveis na vida de um cristão. Em Mateus 10:37 Jesus diz: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”.

E como esse amor é demonstrado? Na obediência. Crer, obedecer e amar são elementos interligados. Mas, para aqueles que não creem, Cristo é a” pedra de tropeço e rocha de ofensa” (I Pedro 2:8). O mundo olhou para a pedra angular e disse: “Não, nós não cremos que o alinhamento esteja certo, essa não é a pedra que queremos, vamos nos livrar desta pedra!”, e assim O crucificaram. 

O Salmo 118:22 diz: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina”. Rejeitar aqui significa algo descartado após um exame minucioso. Os religiosos olharam atentamente para Cristo, e disseram: “Não, não O queremos. Ele não é a pedra que queremos!”

Os judeus religiosos decidiram construir um reino para Deus. Fariseus, saduceus, chefes dos sacerdotes, anciãos e escribas estavam procurando e esperando que a pedra angular aparecesse, estavam orando pela vinda Messias. Toda mãe judia esperava um dia carregar o Messias. Os séculos foram passando. O silêncio profético de 400 anos no fim do Antigo Testamento abalou a esperança. Então, no meio do deserto surge João Batista dizendo que o Messias estava próximo, que o reino estava próximo. E então, eles correram para examinar se, de fato, a pedra angular estava chegando.

E, finalmente, a pedra angular é revelada na pessoa de Jesus Cristo. Ele ofereceu a Si mesmo como a pedra angular sobre a qual se ergueria o templo de Deus, a igreja. E assim, os líderes religiosos O examinaram detalhadamente. Os saduceus, fariseus, principais sacerdotes, escribas e anciãos O interrogaram e mediram. E concluíram que Jesus não se encaixava como a pedra angular, que não era o tipo de Messias que eles queriam. Eles queriam um líder político, terrestre e militar. E assim, eles O descartaram, considerando que Jesus era um endemoninhado (João 8:48). Ainda estão fazendo isso até hoje. Eles continuam descartando Cristo como a pedra angular

Para a maioria do povo e líderes de Israel, Jesus era inútil. Eles o consideraram uma pedra angular imprestável. Mas eles estavam errados. Jesus era a “pedra angular, eleita e preciosa”. Porém, essa preciosidade é apenas para aqueles que creram. Para os que não creram, Ele é uma pedra que os construtores rejeitaram. Foi profetizado no Salmo 118: 22 que eles O rejeitariam. Mas foi a própria pedra que eles rejeitaram que se tornou a pedra angular.

E não terminou aí. I Pedro 2:8 diz que Jesus se tornou “pedra de tropeço e rocha de ofensa”. Pedro estava citando Isaías 8:14-15 , que diz:

Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém. E muitos entre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos.

A que isso se refere? Julgamento. Ele faz os homens caírem. Ele os faz tropeçar. Uma pedra de tropeço seria uma pedra que faz os homens caírem enquanto se movem na estrada. Uma rocha de ofensa é um penhasco em que, literalmente, os homens são esmagados. Então, você tem homens andando pela estrada e é como se eles caíssem sobre a pedra de tropeço e fossem esmagados contra o penhasco. Lucas 20:17-19 diz:

17 Mas Jesus, olhando para eles, disse: Que é isto, pois, que está escrito? A pedra, que os edificadores reprovaram, Essa foi feita cabeça da esquina.
18 Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito em pó.
19 E os principais dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão dele naquela mesma hora; mas temeram o povo; porque entenderam que contra eles dissera esta parábola.

Incredulidade e desobediência refletem o estado do perdido. Fé e obediência refletem a condição do salvo. Um escritor disse: “Cristo é o grande inevitável”. Você terá que vir para a rocha, seja como um eleito para tê-la como pedra angular preciosa, ou como um perdido, fazendo dela uma pedra de tropeço e rocha de escândalo.

Jesus é a pedra angular ou a pedra de escândalo na qual os homens são esmagados. E por que Ele se torna uma rocha de julgamento? Porque os homens rejeitam a Palavra, eles não obedecem à Palavra. Qual é a Palavra? A mensagem do evangelho. Eles conseguiram exatamente o que a escolha deles exigia. Sua desobediência não é fruto de uma predestinação, o homem sempre é culpado de seus erros. Sua desgraça é fruto de sua incredulidade, que é a causa de sua penalidade.

Nós temos afeição por Cristo. Que privilégio! Mas existe um mundo de pessoas que O rejeita, e O tem como uma pedra inaceitável. Rejeitando-O e laçando-O fora, são esmagados pelo juízo. Por quê? Porque eles foram desobedientes ao evangelho. O destino designado para os desobedientes é a destruição. Mas nós, pela bondade de Deus e Sua graça, Cristo não é uma pedra de tropeço ou rocha de ofensa, mas uma pedra angular preciosa e viva. E nós O amamos. Ele é precioso para aqueles que creem.

Há mais seis privilégios no texto de I Pedro 2:4-10. Continuaremos na próxima vez. Vamos nos curvar juntos em oração.

Pai, nós te agradecemos esta noite por este maravilhoso tempo juntos. Que noite maravilhosa tem sido, que tempo abençoado! Quão ricos somos! Maravilhamo-nos por tudo o que o Senhor fez por nós, mesmo em nossa indignidade. Obrigado pelos privilégios. E, Senhor, mesmo quando pensamos sobre os privilégios, privilégio de segurança em Ti, nós pensamos sobre o fato de que nunca ficaremos desapontados e nós nunca vamos ser envergonhados em Ti e, ao mesmo tempo, gostaríamos de poder dizer o mesmo a nosso respeito, mas sabemos que não podemos, porque iremos desapontar o Senhor tantas vezes. Nós Te envergonhamos com tanta frequência. Perdoe-nos. O Senhor tem todo direito de ter vergonha de nós. Mas não tem. Nós não temos o direito de ter vergonha do Senhor. Não temos o direito de ficar desapontados com o Senhor e, às vezes, estamos tão errados. Tu tens todos os motivos para olhar para nós e nos colocar de lado e dizer: indignos! Mas o Senhor nunca nos decepciona. Estamos tão seguros em Ti!

E então, saber que o Senhor nos permitiu Te amar, sentir a alegria estimulante desse afeto… Obrigado por esse privilégio, enchendo nossos corações com esse amor que torna a vida rica, mesmo quando não há ninguém humanamente ao nosso redor, podemos aproveitar o amor que temos por Ti.


Esta é uma série de 6 sermões sobre os privilégios do cristãos em Cristo, conforme I Pedro 2:4-10.


Este texto é uma síntese do sermão “The Believer’s Privileges, Part 4, de John MacArthur em 05/02/1989.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/60-20/the-believers-privileges-part-4-security-and-affection

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

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