A Realidade da Ressurreição (2)

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Este é o segundo de  uma série de sermões de John MacArthur sobre a ressurreição de Jesus, acontecida há 2.000 anos atrás, e a de todos os que morreram, algo que acontecerá após a volta de Cristo. Veja os links dos sermões já publicados no final desta página.


Continuamos em nosso estudo de 1 Coríntios, capítulo 15. Esta é uma série especial de sermões sobre ressurreição. Já vimos os versículos de 1 a 11, e hoje veremos dos versos 12 a 19. Mas, penso que seria útil ler a porção inteira, do verso 1 ao verso 19. O apóstolo Paulo escreve:

1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
5 E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.
6 Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.
7 Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.
8 E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.
9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.
10 Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.
11 Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido.
12 Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13 E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.
14 E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
15 E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.
16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
18 E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
19 Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

Os versículos 12 a 19 são uma abordagem fascinante para afirmar o significado e importância da ressurreição de Jesus Cristo como o fundamento para crermos na ressurreição de todas as pessoas. A ressurreição física do corpo do cristão é o fim, a conclusão da doutrina cristã. É o objetivo que Deus estabeleceu em Seu propósito redentor. Ele está reunindo na história humana um povo que estará com Ele, não apenas em espírito, mas em corpos ressuscitados, para viver para sempre em Sua presença, louvá-Lo e servi-Lo.

A ressurreição é fundamental para a culminação do propósito redentor de Deus. O Antigo Testamento deixa isso claro. Veja Jó, capítulo 19, versículos 26 e 27, e ouça a confiança de Jó. Ele diz: “E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.” Mesmo no tempo dos patriarcas, eles estavam cientes de uma ressurreição vindoura dos mortos.

Esta foi a promessa de Jesus, Jo 11:25: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá.” Quando os apóstolos saíram para pregar o evangelho de Cristo, é isso que lemos a respeito da pregação deles em Atos, capítulo 4, nos versículos 1 e 2: “E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos.” Essa era a mensagem deles, de que os crentes seriam ressuscitados dentre os mortos em corpos adequados para a glória eterna.

O apóstolo João escreve em 1 João 3: 2 que esse corpo será como o corpo ressuscitado de Cristo: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”. Em 2 Coríntios 4:14, lemos as palavras do apóstolo Paulo: “Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.”. Essa sempre foi a esperança daqueles que depositam sua confiança no verdadeiro Deus. O apóstolo Paulo até mesmo nos traz uma promessa direta, em Filipenses 3:20-21:

Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

O mesmo poder, pelo qual Ele pode sujeitar todo o Universo a Si mesmo, será usado para criar corpos transformados, como o corpo do Cristo glorificado e ressuscitado.

Veja ainda 1 Tessalonicenses 4:16-17, que diz:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

A ressurreição está nos fundamentos de nossa fé. O cristianismo é a religião da ressurreição, e eu tenho dito a você que todas as pessoas serão ressuscitadas. Até mesmo os ímpios serão ressuscitados e receberão corpos adequados para o castigo eterno. A mensagem do cristianismo é uma mensagem de ressurreição. Este corpo voltará ao pó de onde veio, e Deus nos dará um novo corpo equipado para a vida eterna com Ele no céu.

Agora, não estamos tendo dificuldade em crer nisso, mas os coríntios estavam. E eu fico feliz que eles tiveram essa dificuldade, porque isso permitiu que Paulo nos desse esse capítulo poderoso, que estabelece para nós uma compreensão necessária que todos nós devemos ter da ressurreição. Na cultura dos coríntios, a idéia de uma ressurreição era horrível, porque eles acreditavam que a morte os estava libertando dos corpos carnais. Eles haviam sido ensinados, em sua cultura grega e romana, que homens mortos não ressuscitam.

Eles acreditavam na imortalidade da alma, mas negavam a ressurreição do corpo. Isso sabemos por causa da literatura dessa cultura antiga que chegou até nós. Então, havia pessoas na igreja de Corinto que ainda estavam tendo dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo. No entanto, Paulo começa lembrando-lhes que eles acreditavam na ressurreição de Jesus Cristo. Foi nessa ressurreição que a salvação deles surgiu, e foi por acreditar naquela ressurreição que eles abraçaram a Cristo.

Paulo diz, no verso 1 do capítulo:: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.”. E qual é esse evangelho? Que Cristo morreu pelos nossos pecados, que Ele foi sepultado, que foi ressuscitado no terceiro dia, de acordo com as Escrituras. O argumento de Paulo é: “Vocês já creem na ressurreição de Cristo, então vocês creem na ressurreição.”

Os coríntios não haviam negado a ressurreição de Cristo, pois se eles a negassem não poderiam ter sido salvos, como está dito em Romanos 10, versos 9 e 10: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Por isso, Paulo começa a tratar do assunto lhes dizendo: “Vocês já acreditam na ressurreição, a ressurreição de Jesus Cristo. Isso é fundamental para o evangelho. Ele foi ressuscitado para que também pudéssemos ser ressuscitados.” A ressurreição dos mortos é uma promessa para todos os crentes.

Agora, vamos aos versículos 12 a 14, onde Paulo introduz um raciocínio interessante, afirmando a ressurreição a partir de uma abordagem negativa:

12 Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?
13 E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.
14 E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.

Paulo está afirmando que o evangelho que fora pregado aos coríntios incluía que Cristo ressuscitou dos mortos. E eles creram nisso, receberam, abraçaram esse evangelho. Assim, se é pregado que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns dentre os coríntios dizem que não há ressurreição dos mortos? Como eles poderiam dizer que não há ressurreição dos mortos – “cadáveres ”, no idioma original. Nem todos os coríntios negavam a ressurreição, mas alguns deles a negavam, embora afirmassem a ressurreição de Jesus Cristo.

A ideia era que a vida após a morte era estritamente espiritual, que a vida após a morte era uma espécie de imortalidade, que era a natureza espiritual da pessoa preservada eternamente. Mas não criam numa ressurreição corporal. Paulo está dizendo: “Se vocês negarem a ressurreição, vocês estarão desferindo um golpe mortal ao cristianismo”. Na verdade, Paulo nos conduzirá a ver esse assunto a partir de uma abordagem negativa, mostrando sete resultados desastrosos, que são produzidos quando se nega a ressurreição corporal. E esses resultados são progressivos.

Essa é uma abordagem fascinante e inigualável de um escritor do Novo Testamento. Mas, vamos ver onde ele começa. Verso 12: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?“ Como vimos, Paulo começa a sua abordagem lembrando aos coríntios da ressurreição de Cristo.

A partir dessa premissa, ele traça 7 consequências negativas, que virão progressivamente, quando a ressurreição é negada:

Primeira consequência: Se não há ressurreição dos mortos então Cristo não ressuscitou – Verso 13: “E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.”. Esse é o primeiro fato devastador que deve ser enfrentado. “Se você negar a ressurreição corporal, então Cristo não ressuscitou”. Isso é simplesmente uma dedução lógica. Negar a ressurreição dos mortos é negar a ressurreição de Cristo. Não há como afirmar a ressurreição de Cristo e negar a ressurreição dos mortos.

Os coríntios estavam negando que seres humanos pudessem ser ressuscitados dos mortos. Eles estavam negando a ressurreição humana. Mas Cristo, afinal de contas, era um homem, e essa é a conexão que Paulo quer fazer. Cristo era um homem. Ele morreu como todos os homens morrem. Se os homens não ressuscitam dos mortos, e Jesus é um homem, então Ele não poderia ressuscitar. Essa é a lógica.

Vamos olhar para o Novo Testamento e descobrir como constantemente Jesus é identificado como homem:

Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis. (Atos 2:22)

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. (Gálatas 4:4)

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1 Timóteo 2:5)

Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. (Hebreus 2:17)

Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. (Marcos 6:3)

Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem. (João 19:5)

João começa sua epístola falando do homem Jesus Cristo, que é Deus manifestado. E Jesus foi ouvido por João, visto por João e tocado por João. Ele era um homem. 2 João 1:7 diz: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.”. De fato, há tanto nos evangelhos sobre Sua humanidade, que ela é inconfundível:

1. Jesus foi concebido no ventre de uma mulher – de acordo com Mateus 1.
2. Nascido de uma maneira humana normal – novamente no primeiro capítulo de Mateus.
3. Circuncidado – de acordo com Lucas 2.
4. Possuía uma alma humana – a Palavra até se refere à Sua alma sendo perturbada, Mateus 26.
5. Ele possui um corpo humano – inequivocamente o testemunho de João: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
6. Em Lucas 2:52, encontramos que “Ele crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.
7. Ele é visto, em João 11, chorando.
8. Em Mateus 4, Ele está com fome.
9. Na cruz, Ele está com sede.
10. Em Mateus 8, Ele está dormindo.
11. João 4 diz que Ele se cansou.
12. João 11 O identifica sentindo tristeza e pesar.
13. Em Lucas 22, Ele foi socado no rosto.
14. Mateus 27 nos fala sobre Sua flagelação e açoitamento.
15. Ele foi pregado em uma cruz.
16. Ele morreu, assim como os homens morrem.
17. Ele teve seu lado perfurado.
18. Ele foi envolvido em linho e sepultado.

Jesus era um homem. Totalmente humano. Ele morreu como um homem e foi ressuscitado como um homem. É fundamental declararmos e afirmarmos isso. No capítulo 24 de Lucas, a partir do verso 33, encontramos os discípulos da Estrada de Emaús:

33 E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles,
34 Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.
35 E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão.
36 E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.
37 E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito.
38 E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações?
39 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
40 E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41 E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer?
42 Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel;
43 O que ele tomou, e comeu diante deles.

Aqui nessa cena, Jesus está demonstrando Sua humanidade pós-ressurreição. Ele morreu como homem e levantou-se da morte como um homem. Embora um homem com um novo corpo, mas ainda assim um homem. Ele é chamado em Atos de o Príncipe da vida. Ele veio como homem, morreu como homem e ressuscitou como homem. O argumento de Paulo é que, se não há ressurreição de homens dentre os mortos, então o homem Jesus Cristo não poderia ser ressuscitado. E tal negação é um golpe de morte para o cristianismo.

Segunda Consequência: Toda a Pregação do Evangelho seria Sem Sentido – Verso 14: “E se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é vã” – vazia, sem sentido. Se Cristo está morto para sempre, então o conteúdo da pregação apostólica está perdido, todo o evangelho é subvertido. Cristo declarou que Ele ressuscitaria dos mortos. Se Ele ressuscitou, então Ele é quem Ele disse que era: Filho de Deus, Salvador do mundo. Se Ele ressuscitou, então Seu sacrifício na cruz foi aceito, Sua obra substitutiva satisfez a Deus, e Deus O ressuscitou dos mortos para validar aquele sacrifício.

Mas, se Ele não se levantou da morte, se Ele não ressuscitou, então não há validação de Sua morte, ela não tem qualquer valor. Se Ele não ressuscitou, não há indicação de que Deus esteja satisfeito. Se Ele não se levantou dos mortos, não há boas novas para pregar, não há garantia de que a morte Dele tenha significado alguma coisa, porque a ressurreição é a validação de Sua obra na cruz. Romanos 1 começa assim:

1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
2 O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,
3 Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,
4 Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Ele é declarado o Filho de Deus com poder pela ressurreição dos mortos. É a ressurreição que valida quem Ele é. Apocalipse 1:18, mostra o próprio Cristo falando, na visão de João: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” Todo o evangelho cristão depende da ressurreição. Romanos 14: 9: “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” Ele teve que se levantar da morte para ser o Senhor dos vivos. O senhorio de Cristo é garantido por sua ressurreição.

Filipenses 2 diz que Deus O exaltou e deu a Ele um nome acima de todo nome – que é o nome “Senhor” – e diante desse nome, todo joelho se dobrará. Ao ressuscitar Cristo, Deus validou Sua obra expiatória, Deus demonstrou satisfação com a propiciação que Ele havia feito na cruz em nosso lugar, Deus declarou que Jesus é o Senhor e deu a Ele domínio sobre tudo e todos. A ressurreição é fundamental para o evangelho. É assim que Deus afirmou a obra do Seu Filho. Remover a ressurreição é destruir a pregação do evangelho.

Se Jesus não ressuscitou, Deus não ficou satisfeito. Se Ele não ressuscitou, Ele não é o Senhor. E assim, toda pregação do evangelho seria uma farsa, é uma “fake news”, não há boas novas, Ele não conquistou a morte, Ele não conquistou o pecado, Ele não conquistou o inferno. Se Ele não ressuscitou, os anjos mentiram quando anunciaram em Seu nascimento: “Eis que vos trago boas novas de grande alegria!”Se Cristo não ressuscitou, a notícia não é boa, mas ruim: outro homem bom e religioso fracassou na humanidade. Se não há ressurreição, então Cristo não ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, toda a pregação do evangelho não tem sentido.

Terceira Consequência: A Fé em Cristo seria Inútil – Volte para o mesmo versículo 14 em 1 Coríntios 15, o final do versículo diz: “a vossa fé também é vã”. E então, Paulo diz a mesma coisa no versículo 17: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” Essa é uma consequência inevitável.

Os apóstolos estavam pregando um Salvador vivo e ressurreto, que realizou uma expiação que Deus aceitou e validou, um Salvador vivo e ressurreto que é agora Senhor e nos provê perdão, vida eterna e ressurreição. Essa é a mensagem dos apóstolos, é nisso que eles pedem que você acredite, Romanos 10:9 diz: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Um morto não pode salvar os vivos. Se Cristo não ressuscitou, a fé Nele é inútil. É tão inútil quanto a pregação.

Se o evangelho é uma farsa e uma “fake news”, também a fé nesse evangelho é uma fraude. Seria como o Salmo 73:13: “Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração…”. Seria como seguir qualquer religião falsa e condenatória. Podemos nos sentir como Isaías, que em Isaías 49: 4, quando disse: “Em vão tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças…”. Se Cristo não ressuscitou, toda a pregação do evangelho não teria sentido, e toda a fé seria inútil – não apenas a sua fé, mas a de todo mundo.

Pense em Hebreus 11. Se Cristo não ressuscitou, Abel, que acreditava em Deus, era um tolo; Enoque, outro tolo; Noé poderia ser considerado o maior tolo de todos, passando 120 anos de sua vida em um ato monumental de fé, apenas para morrer e perecer. Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, Gideão, Sansão, Baraque, Jefté, Samuel, Elias, Isaías, Daniel, Jeremias, Ezequiel – todos eles, que creram em Deus, que Deus ressuscita os mortos, todos tiveram uma fé tola.

Todos aqueles que pela fé – no fim de Hebreus 11 – conquistaram reinos, executaram atos de justiça, obtiveram as promessas, fecharam a boca dos leões, extinguiram o poder do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos nas batalhas, puseram os exércitos em fuga, as mulheres receberam de volta seus mortos pela ressurreição, outros foram torturados, não aceitando sua libertação, para que pudessem obter uma ressurreição melhor – se não há ressurreição, todos eles não passaram de tolos. Eles estão todos mortos.

Aqueles que foram apedrejados, serrados ao meio, tentados, mortos ao fio da espada, desamparados, aflitos e maltratados, errantes pelos desertos, montanhas, cavernas e buracos da terra – todos estes que viveram pela fé não passam de tolos. A fé é vazia, se Deus não ressuscitou Jesus dos mortos. Todos os mártires do Novo Testamento, assim como os heróis do Antigo Testamento, todos os santos das eras através da História até o dia de hoje, todos aqueles que depositam sua confiança em Cristo e no evangelho teriam sido enganados, se não há ressurreição. Se não há ressurreição, Cristo não ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, o evangelho não tem sentido, a fé é inútil.

Quarta Consequência: Os apóstolos seriam mentirosos – Ele diz, essencialmente, no verso 15: “E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo”. Agora, qual era a condição para ser um apóstolo, além de ter sido selecionado por nosso Senhor? Atos 1:22, “Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.” Para ser um apóstolo, tinha que ser uma testemunha da ressurreição de Cristo.

Todos os apóstolos foram testemunhas de Sua ressurreição. De fato, no começo do capítulo 1 do livro de Atos, os apóstolos passaram tempo com Jesus, após Sua ressurreição. Passaram quarenta dias com Ele, enquanto Ele falava com eles a respeito das coisas relacionadas ao reino de Deus. Eles estiveram com o Cristo ressuscitado; esse foi o testemunho deles. Por todo o livro de Atos, os apóstolos estão pregando a Cristo em Sua morte e em Sua ressurreição. Se não há ressurreição, então Cristo não ressuscitou, o evangelho não tem sentido, a fé é inútil, e todos os pregadores são mentirosos.

Em outras palavras, estamos dizendo algo sobre Deus que não é verdade. Estamos dizendo que Deus ressuscitou a Cristo, e Deus não fez isso. Há uma espécie de dinâmica fascinante aqui, porque os apóstolos são retratados como testemunhas trazidas a um tribunal, e Deus está sendo julgado e Deus está reivindicando ter levantado o Seu Filho dos mortos. Se isso não aconteceu, então as testemunhas que entraram para declarar que Deus ressuscitou o Seu Filho estão cometendo o crime de perjúrio, ou falso testemunho, pregando a ressurreição de Cristo, se Deus não O ressuscitou dos mortos.

Agora, como sabemos, em todo o Novo Testamento, muitas vezes é repetido que Deus ressuscitou Jesus dos mortos. Também é dito que Jesus tinha o poder da ressurreição em Si mesmo. Se Deus não ressuscitou Jesus dos mortos e dizemos que Ele o fez, somos parte de uma conspiração. Estamos mentindo. Somos falsas testemunhas. Se a ressurreição de homens mortos não pode acontecer, então a ressurreição de Cristo não aconteceu. O evangelho é uma mentira pregada por mentirosos, e a fé no evangelho é uma farsa.

É um efeito dominó. Você não pode simplesmente tirar a ressurreição do evangelho sem que isso acabe com o evangelho. É estranho pensar nisso, mas é verdade que existam pessoas dentro da estrutura do cristianismo liberal que se dizem cristãs, e até mesmo pastores e teólogos, mas que negam a ressurreição real de Jesus Cristo. E, mesmo assim, eles continuam se dizendo cristãos.

Os apóstolos – segundo diz Paulo – se não houver ressurreição, não são homens honestos que estão tentando encorajar as pessoas. Eles não são realmente homens honestos que, com sinceridade, deram algumas informações que consideravam boas. O cristianismo não é um conselho. Não é algum tipo de percepção espiritual. Se eles estão pregando a ressurreição e não há ressurreição, eles são mentirosos. Eles disseram que Jesus ressuscitou, todos os apóstolos, todos os verdadeiros pregadores cristãos, eles sempre disseram isso, até o dia de hoje.

Mas, os apóstolos disseram: “Nós O vimos. Nós O tocamos. Nós vimos as marcas dos pregos. Nós vimos a cicatriz em Seu lado. Nós vimos Ele comer. Nós estivemos com Ele por quarenta dias ”. Mas, se os mortos não ressuscitam, então Cristo não se levantou dos mortos, e assim, os apóstolos são todos mentirosos. E isso significa que todo o Novo Testamento é uma fraude, é tudo mentira. Toda pregação do evangelho e todo chamado à fé em Cristo é um engano condenável. Trata-se apenas de outra religião falsa.

E, a propósito, você se lembra dos versos 3 e 4 de 1 Coríntios 15? Paulo disse: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”. Isso significa que, se não há ressurreição, não somente os pregadores do Novo Testamento são mentirosos, mas os profetas do Antigo Testamento também.

O salmista, no Salmo 16:10 e 11, falou sobre ressurreição: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente”. Se não há ressurreição, isso é uma mentira. Vejamos o capítulo 53 de Isaías. Nesse capítulo, Isaías fala sobre a ressurreição sem usar a palavra ressurreição.

Sabemos que Isaías fala sobre a morte do Senhor, que Ele se tornaria um sacrifício pelo pecado. Versos 7 e 8:

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.

A expressão “foi cortado da terra dos viventes” é um eufemismo antigo para a morte. O versículo 9 menciona Seu túmulo. Ele morreu entre homens ímpios e acabou sendo como um homem rico em sua morte, porque foi sepultado no túmulo do homem rico José de Arimatéia. Claramente, Ele estava morto. O Senhor se agradou de que Ele morresse. Verso 10 e 11:

Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.

O versículo 12 diz: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.” Como pode alguém que está morto ver Seus descendentes, ver as gerações futuras? Não pode, assim como não pode ter seus dias prolongados, não pode ver o futuro. Não pode receber uma herança (“a parte de muitos”) e o despojo com os poderosos, a menos que haja uma ressurreição.

Se você disser que Cristo não ressuscitou, não somente todos os pregadores do Novo Testamento são mentirosos, mas os profetas do Antigo Testamento também. E, mais importante, já que Deus afirma ser o autor das Escrituras, o próprio Deus é um mentiroso. Teólogos liberais orgulhosos, que negam a ressurreição, literalmente destroem o cristianismo ao ponto de não restar nada dele.

Se Jesus não ressuscitou dos mortos, você não tem cristianismo algum. Reduzir o cristianismo a algum tipo de amor benigno e compaixão a ser definido por cada pessoa, de acordo com seu próprio padrão moral, não é cristianismo de forma alguma. Se não existe ressurreição, os pregadores do Novo Testamento são mentirosos, os pregadores do Antigo Testamento são mentirosos, o próprio Deus é um mentiroso, até Jesus é um mentiroso.

No capítulo 16 do evangelho de João, versículos 13 e 14, Jesus disse: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. ”. Portanto, se não houver ressurreição, Deus é um mentiroso, porque Ele não ressuscitou Cristo; Jesus é um mentiroso, porque Ele disse que Ele se levantaria dos mortos, e Ele não levantou; mas também o Espírito Santo, que é o autor das Escrituras, que diz que Jesus ressuscitou dos mortos, é um mentiroso. Deus, assim, seria mentiroso, tal como o diabo.

Paulo chega no verso 16 e reforça sua premissa: “se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou”. Isso nos coloca na mesma trajetória: se Cristo não ressuscitou, então o evangelho é sem sentido, a fé é inútil, os pregadores são mentirosos, Deus é um mentiroso, Cristo era um mentiroso, o Espírito Santo, o autor das Escrituras, é um mentiroso.

Quinta Consequência: O Pecado não foi Perdoado – Versículo 17: “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.”. Se Cristo não se levantou dos mortos – ouça – o pecado O matou, o pecado O reteve e o pecado O derrotou. Ele é um Cristo condenado, não um Cristo justificador. Se Ele não se levantou da sepultura, a morte venceu. E, se a morte venceu, o pecado ganhou, porque a morte é o salário do pecado.

Para obtermos o perdão, alguém tinha que vencer o pecado. Paulo está dizendo, em outras palavras, é que se Jesus não ressuscitou, Ele não conquistou o pecado e você ainda está em pecado. Você está cativo à esfera mortal, onde todos os teus pecados te cercam, engolem e te acusam diante de Deus. Se queremos alguma esperança do céu, se queremos a salvação, precisamos de um Salvador que possa nos libertar de nossos pecados, um Salvador que possa nos trazer o pleno perdão dos nossos pecados.

Se não há ressurreição, então não houve pagamento satisfatório pelo pecado. Se não houver ressurreição, não houve expiação, não houve resgate, a penalidade não foi paga integralmente. Se a penalidade não é paga, não há reconciliação com Deus, não há justificação, não há salvação, não há vida. Se Cristo ainda está morto, então estamos todos presos no pecado. Mas, Romanos 4:25 diz que Jesus “por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação”. Se os mortos não se levantam, então Ele não ressuscitou, e não somos justificados.

Novamente em Romanos, no capítulo 8, versículos 33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Se Ele não se levantou dos mortos, Ele não está à direita de Deus intercedendo por nós. Somente como o Cristo ressuscitado, Ele pode ser o objeto de nossa fé.

Voltando um pouco mais para o começo de Romanos, capítulo 6, começando no versículo 3:

3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;
9 Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele.
10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.
11 Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.

Isso porque morremos com Ele e nos levantaremos da morte com Ele. Somente um Cristo vivo pode ser para nós sabedoria, santificação, justiça e redenção. Ele é o único a quem recorrer. “Não há outro nome” – Atos 4:12. Se ele não pode fazer isso, ninguém mais pode. Se Cristo não ressuscitou, estamos debaixo de condenação e maldição. Estamos todos sem esperança. Nas palavras do próprio Jesus, em João 8:21: “… morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir.”

A ressurreição é fundamental. Os apóstolos pregaram que o evangelho declara que Cristo pagou a penalidade pelo pecado, tomou sobre Si toda a fúria da ira de Deus e conquistou a morte e o pecado. Foi demonstrado que Ele ressuscitou dos mortos, porque a sepultura não pôde segurá-lo. O pecado não tinha poder sobre Ele. O carnaval do inferno terminou no terceiro dia. Ele conquistou o pecado por nós: essa é a mensagem do evangelho. E tendo conquistado o pecado por nós, Ele conquistou a morte por nós.

Novamente, vamos olhar para a pregação apostólica. Pedro diz em Atos 5, a partir do verso 29:

29 Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.
30 O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro.
31 Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
32 E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.

Eu amo a palavra “Príncipe ” nesse texto! Deus O exaltou como um Príncipe, um “archēgos”, no grego. Essa é uma palavra muito interessante usada de várias maneiras no grego antigo. Um uso dela que achei interessante foi que os navios tinham um marinheiro a bordo que era considerado o “archēgos”. Essa palavra significava “pioneiro” ou “precursor”. Esse marinheiro era um membro da equipe que era um excelente nadador. Se alguma coisa acontecesse ao navio, o “archēgos” amarrava uma corda em volta da cintura, mergulhava e nadava até à praia.

Lá, ele encontraria um lugar para prender a corda, de modo que todos os outros marinheiros pudessem se segurar na corda até a praia, em segurança. Jesus nadou as águas da morte e amarrou a corda para nós. Mas, se Ele se afogou, todos nós nos afogaremos. Não há corda. Não há esperança; Ele certamente não está intercedendo por nós, estamos condenados e não temos ninguém para nos ajudar,

Sexta Consequência: Os Mortos em Cristo teriam perecidos Eternamente – Verso 18: “E também os que dormiram em Cristo [isto é, morreram] estão perdidos.”. Todos eles foram para o inferno. Pedro, Tiago, João, Paulo, todos os apóstolos, todos os primeiros pregadores, todos os grandes pregadores através da História, os antigos pregadores, os antigos pais da fé cristã, os reformadores, como Lutero e Calvino e todo o resto, estão todos no inferno. O inferno detém todos eles.

Satanás venceu. Deus perdeu. Todos os crentes em Cristo que morreram, pereceram. Quando todos os crentes fecham os olhos para essa vida, cheios de esperança de que vão abrir os olhos e ver Jesus, isso nunca aconteceu. Eles pereceram para sempre, nunca viram Aquele que suas almas amavam. Abriram os olhos e não viram nada além de fogo, uma espécie de escuridão ardente no inferno.

Esse é um argumento esmagador. A conseqüência é horrível, se Cristo não ressuscitou. Se não há ressurreição, Cristo não ressuscitou, a pregação do evangelho não tem sentido, a fé é inútil, os apóstolos e pregadores são mentirosos, o pecado não é perdoado e os crentes mortos são condenados.

Sétima Consequência: Os Cristãos seriam as Pessoas mais Miseráveis do Mundo – Versículo 19: “Se esperamos em Cristo somente nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” Se toda a nossa esperança em Cristo foi somente por esta vida, somente para aqui e agora colocamos toda a nossa confiança nEle, somos um monte de almas iludidas. Nós desperdiçamos nossas vidas inteiras. Como qualquer outra religião falsa no mundo, é tudo sem sentido.

Nós conseguimos viver em ilusão e desistimos de nossa vida por isso. Lutamos contra o pecado, contra a tentação, lutamos para agradar a Deus, estudamos a Escritura, desejamos obedecê-la, carregamos a cruz, sofremos reprovação por causa de Cristo, fazemos sacrifícios, damos, servimos, mas tudo isso não passa de um sonho vazio. Somos pessoas deploráveis. Se isso é tudo, se tudo se resume em termos apenas algo para esta vida, que desperdício!

CONCLUSÃO:

Depois, vêm os versos 20 a 22 de I Coríntios 15:

20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
21 Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.

Cristo ressuscitou dos mortos. A ressurreição é uma realidade. A ressurreição é um fato. Isso significa que o evangelho é verdadeiro, a fé é inestimável, os apóstolos, profetas e pregadores cristãos proclamam a verdade, o pecado é perdoado, os crentes que morrem são levados para a glória eterna, e nós somos de todos os homens os mais abençoados eternamente. Espero que você tenha uma nova alegria quando pensar na ressurreição.

Vamos orar.

Pai, estamos agradecidos novamente, como sempre, pela glória de Tua Palavra. Ela explode em nossas almas e nossas mentes com sua beleza transcendente e magnificência, clareza e poder. Estamos ansiosos pela ressurreição. Podemos dizer: “Para mim, o viver é Cristo, mas morrer é ganho”. Ansiamos pelo dia em que deixaremos este corpo e receberemos um corpo transformado, tal como o corpo da Tua glória, ó Senhor, glória da Tua ressurreição. Um corpo que será adequado para coisas que nem podemos imaginar – bênçãos eternas, santas, perfeitas. Obrigado, Senhor, pela vida eterna. Senhor, pedimos que Tu nos dê uma nova e fresca gratidão pela ressurreição, e que não nos esqueçamos de que há muitos que se levantarão para receber um corpo adequado para o inferno; e somos chamados a lhes anunciar a verdade sobre a morte, sobre o juízo, sobre a ressurreição para o juízo e, depois, sobre o evangelho da graça. É nosso desejo, Senhor, que Tu nos uses para trazer pessoas, arrebatá-las do fogo, trazer as pessoas ao conhecimento do evangelho e à glória da ressurreição. O olho não viu, nem ouviu, nem penetrou no coração do homem as coisas que o Senhor preparou para aqueles que Te amam. Sabemos que essas coisas serão expressões luxuosas e eternas de Tua bondade e graça, amor e misericórdia, e elas serão desfrutadas de forma gloriosa por todos que confiaram em Ti.

Esta é uma série de sermões de John MacArthur sobre a Realidade da Ressurreição. Abaixo links dos sermões já publicados.


Este texto é uma síntese do sermão “The Reality of Resurrection, Part 3″, de John MacArthur em 11/09/2016.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/90-493/the-reality-of-resurrection-part-3

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


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