O Verdadeiro Natal

O verdadeiro Natal, para o cristão verdadeiro, não é uma festa prevista no calendário, é todo dia, uma vez que Jesus é o centro de sua vida, é sua esperança, seu conforto, alegria, seu Senhor, seu tudo. Que esta seja sua experiência!


Após ler o texto abaixo, assista ao vídeo musical “O Verdadeiro Natal”, produzido pelo Canal Rei Eterno Piano & Louvor. São músicas clássicas natalinas ao piano e com legenda contendo as letras. Conheça o canal, inscreva-se, desfrute de músicas de adoração e compartilhe. 


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Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”. De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2:8-14)

Há aproximadamente dois mil anos, o maior ato de graça foi concedido por Deus aos homens: a Segunda Pessoa da Trindade – Jesus – veio ao mundo em forma humana! Essa foi a maior intervenção de Deus na História.

Em uma estrebaria, na cidade de Belém, “o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Sua entrada no mundo como homem, com tanta simplicidade, foi uma revelação de que veio como um servo. Ele disse que “não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28).

Pelo testemunho fiel das Escrituras, sabemos que “àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21). O Verbo Encarnado e perfeito foi oferecido em holocausto em lugar de pecadores indignos.

Deus é Santo (Is 6.3), Deus é justiça (Sl 48.10) e ao culpado não tem por inocente (Na 1.3). Deus não pode deixar o pecado impune. Por causa de sua santidade e justiça, “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que, por meio da sua injustiça, suprimem a verdade” (Rm 1.18).

Mas, através de sua obra redentora, o Verbo Eterno Encarnado “foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53.5-6).

Nos 33 anos em que o Verbo Eterno encarnado habitou entre nós, “não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca” (1Pe 2.22). Seu ministério nesta Terra foi voltado a pregar as boas novas da salvação, o evangelho. Ele disse aos seus discípulos: “vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim” (Mc 1.38).

Ele nunca deixou de ser Deus ao estar revestido de um corpo humano (Jo 10.30-33), mas se submeteu a somente agir sob a direção do Pai e pelo poder do Espírito Santo (Fp 2.5-8). Jesus “andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com ele” (At 10:38).

Sua obediência irrestrita o conduziu à cruz (Fp 2:8), na qual se ofereceu como substituto por cada um dos pecadores pelos quais morreu (Rm 4:25), suportando a ira infinita de Deus em seus lugares (Is 53.5,10). Ele morreu na cruz porque esse era o eterno plano redentor de Deus. Jesus disse: “Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai”. (Jo 10.18).

O apóstolo João escreveu que Jesus Cristo é “a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio para todo o sempre. Amém!” (Ap 1.5-6).

Não somente sua morte foi para benefício dos pecadores pelos quais se deu, mas também sua vida, visto que seus atos de perfeita justiça foram imputados aos pecadores pelos quais ele morreu na cruz (2 Co 5:21). Sendo, pois, “justificados mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Tendo ele “cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14).

Para aqueles que foram redimidos por Cristo, todo o registro de seus pecados e dívidas para com Deus foi apagado pelo sangue do Cordeiro e, em seu lugar, foram arrolados os atos irrepreensíveis de Jesus, de modo que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo” (Rm 8.1).

O nome disso é GRAÇA!! E é imerecida. Ninguém pode alcançar reconciliação com Deus se não for por Jesus, pois jamais alguém conquistará a vida eterna por seus próprios méritos (Is 64.6). Somos salvos “pela graça, mediante a fé, e isto não vem de nós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Nenhuma obra que façamos pode persuadir a um Deus Santo a nos declarar justos (Ef 2.8-9). Somente através de Jesus podemos estar perante o Pai. Ele declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2:5). E essa maravilhosa graça que salva, também santifica e garante vida eterna (Tt 2:11-14).

Os salvos em Cristo estarão eternamente em sua presença, gozando de uma vida plena, sem fim, sem pecado, de sublime adoração ao Deus “que nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9).

Portanto, o VERDADEIRO NATAL não trata de símbolos culturais, como pinheiros, renas, trocas de presentes, papai-noel, comidas e bebidas, de músicas cujas letras muitas vezes sequer mencionam a pessoa de Cristo. Mas se refere à graça de Deus e a todas as implicações eternas para aqueles alcançados pela graça. Assim, o VERDADEIRO NATAL, para o cristão verdadeiro, é todo dia, uma vez que Jesus é o centro de sua vida, é sua esperança, seu conforto, alegria, seu Senhor, seu tudo.

Que Jesus seja sempre exaltado e engrandecido através de nossas vidas! Que nossos lábios e corações estejam cheios de louvor e adoração a Ele! Que nosso viver seja um testemunho real para o mundo do poder salvador e restaurador de Cristo!

E que nossos pés percorram esta Terra levando o evangelho da paz aos homens, a verdade de que, fora de Jesus, “não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

FELIZ VERDADEIRO NATAL!!

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