O Plano Divino para Jerusalém (1)

Viver neste mundo longe de Deus é algo  terrivelmente desesperador. Essa realidade transforma a vida em algo  insatisfatório, sem uma verdadeira esperança e sem a promessa de um Deus soberano pronto para defender a sua causa.

O livro do profeta Zacarias é o penúltimo do Antigo Testamento. É um registro profético maravilhoso. Começamos a estudar este livro no último sermão, em que vimos os seis primeiros versículos do primeiro capítulo. Continuaremos agora com as coisas maravilhosas que Deus tinha em mente, as quais Zacarias escreveu sob inspiração do Espírito Santo.

Vamos começar a olhar para o plano divino para Jerusalém. O fato de Jerusalém existir, e de existir da maneira como existe, demonstra a realidade de Deus e a sua fidelidade imutável e infinita. E é disso que trata o livro de Zacarias nesta parte que vamos analisar.

Como vimos no sermão anterior, o livro de Zacarias foi escrito em um momento crucial da história de Israel. Um remanescente de judeus havia acabado de ser libertado e retornado após setenta anos de cativeiro babilônico. Muitos judeus preferiram ficar na Babilônia, apenas um remanescente voltou à terra de Israel.

Eles haviam reconstruído o altar e estavam reerguendo os muros do templo, mas, devido à oposição dos samaritanos, a obra foi interrompida (Ed 4). Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias para incentivá-los a terminar a obra (Ed 5.1-5). O ministério de Zacarias veio dois meses depois de Ageu (Ag 1.1; Zc 1.1). Entre os dois, um reavivamento irrompeu em Israel e o povo prosseguiu na obra que havia começado.

A mensagem dos profetas é clara: deve haver um reavivamento espiritual e um renovado compromisso para realizar a obra, para reconstruir a cidade. Ao chegarmos em Zacarias, vemos que um reavivamento já havia começado, Ageu foi seu catalisador e Zacarias encorajou o povo nessa obra. Portanto, seu livro é de consolo.

É difícil para um povo que tenta voltar para seu país devastado, especialmente quando se trata de um grupo tão pequeno. Eles perceberam que ao seu redor existiam inimigos poderosos, era uma situação assustadora. E então surgiu Zacarias, que repetidamente encorajou o povo, dizendo que Deus estava no meio deles, que Deus estava agindo, que Deus tinha um plano, que coisas maravilhosas iriam acontecer, não importasse a aparência.

Portanto, sua mensagem é uma mensagem de consolo. Deus é um Deus de consolo. O nome Zacarias significa “Deus se lembra de seu povo; ele não se esquece”.

Este livro deveria ser de consolo, mas começa com um pensamento muito perturbador nos primeiros seis versículos, conforme vimos no sermão anterior: o fato de Deus ser um Deus de vingança, ira e julgamento. E a razão para isso estar no início do livro é para garantir que ninguém se acomode com a ideia de que Deus vai nos consolar mesmo que estejamos em pecado contra ele.

Os primeiros seis versículos do primeiro capítulo mostram que Deus consola as pessoas que se afastam do pecado. Somente aqueles que se arrependem e abandonam seus pecados recebem a maravilhosa bênção de Deus. Zacarias diz:

Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tornai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos. E não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os primeiros profetas, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras. Mas não ouviram, nem me escutaram, diz o Senhor (Zc 1.3-4).

As bênçãos que Deus prometeu a seu povo

Estabelecido esse pré-requisito, começamos no versículo 7 a ver o catálogo de todas as maravilhosas e consoladoras bênçãos que Deus tem para o seu povo. A profecia de Zacarias se divide em quatro seções. Essas seções não são importantes em sua totalidade, mas quero fazer pelo menos uma distinção.

A primeira seção é o chamado ao arrependimento (Zc 1.1-6);
A segunda seção está entre Zacarias 1.7 e 6.15, e eu a chamo de consolo por meio de visões;
A terceira seção
começa no capítulo 7 e é chamada de conselhos sobre jejuns;
A quarta seção começa no capítulo 9, sobre os eventos vindouros.

Resumindo, é o seguinte: Deus tem consolo, tem conselhos e tem eventos fantásticos reservados para aqueles que ouviram o chamado ao arrependimento. Essa é a essência de todo o livro de Zacarias. Deus preparou coisas maravilhosas para aqueles que se arrependem.

Consolo por meio de visões

Entre Zacaria 1.7 a 6.15 o consolo é apresentado em uma série de oito visões, um recurso frequentemente utilizado pelos profetas. Elas são distintas entre si, mas, basicamente, dizem a mesma coisa, embora a abordagem seja de ângulos diferentes. Essas oito visões foram concebidas para consolar o povo de Deus.

Zacarias 1
7 No vigésimo quarto dia do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido.

No vigésimo quarto dia muitas coisas interessantes aconteceram. Cinco meses antes, no vigésimo quarto dia, a construção do templo havia começado. Dois meses antes, no vigésimo quarto dia, Ageu recebeu uma revelação maravilhosa. Tudo isso aconteceu após o retorno do cativeiro babilônico, tal como vimos no sermão anterior.

Era o vigésimo quarto dia do décimo primeiro mês, que é o sebate, o nome babilônico para o décimo primeiro mês judaico, no segundo ano de reinado de Dario, governante do império medo-persa, que tinha o controle político das terras de Israel.

O tempo dos gentios havia começado com a invasão de Nabucodonosor e continua até hoje (Lc 21.24). Mesmo que o Estado de Israel tenha soberania atualmente, ele não tem domínio sobre todas as terras que Deus prometeu a Abraão.

O texto diz: “veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias“. Ou seja, não são opiniões pessoais de Zacarias, mas aquilo que o Senhor falou ao profeta. E o versículo 8 começa: “Tive de noite uma visão, eis…”. Em uma única noite, ele aparentemente teve todas as oito visões, e veremos isso mais adiante.

Visão não é o mesmo que um sonho. Uma visão ocorre quando alguém está acordado, um sonho ocorre quando alguém está dormindo. Há 86 registros de visões no Antigo Testamento (Gn 15.1; Nm 12.6; Is 2.1-5 etc.) e 15 no Novo Testamento (At 10.9-16; 16.6-10 etc.). O livro de Daniel registra 22 visões.

Uma visão é uma percepção da realidade além dos sentidos. É a capacidade de ir além do que os sentidos humanos podem perceber. É uma visão extrafísica. Por exemplo, o profeta ver algo que ninguém mais pode ver, que é totalmente invisível a olho nu, porém, para esse sentido adicional, Deus o revela e o torna claro. O profeta Zacarias teve oito visões.

1ª Visão de Zacarias: O plano divino para Jerusalém

O assunto é tão vasto que é impossível tentar abordá-lo por completo de uma só vez. Há tanta coisa na Bíblia sobre o futuro de Jerusalém que jamais conseguiremos abordar tudo, e nem vamos tentar.

Israel havia sido levado para o cativeiro e Jerusalém fora devastada. E a razão do cativeiro foi o pecado. Jeremias profetizou o cativeiro repetidas vezes. Todo o livro de Jeremias está repleto de um catálogo dos pecados de Israel que levaram ao cativeiro babilônico. Ele foi o profeta principal antes do exílio. Entre tantas outras, Jeremias disse:

E disse o Senhor: Porque deixaram a minha lei, que publiquei perante a sua face, e não deram ouvidos à minha voz, nem andaram nela. Antes, andaram após o propósito do seu coração e após os baalins, como lhes ensinaram os seus pais. Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que darei de comer alosna a este povo e lhe darei a beber água de fel. E os espalharei entre nações que não conheceram, nem eles nem seus pais, e mandarei a espada após eles, até que venha a consumi-los (Jr 9.13-16).

Porque assim diz o Senhor: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar […] e serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei. (Jr 29.10,14).

Jeremias não apenas lhes disse que iriam para o cativeiro, mas também lhes disse por quanto tempo. E no seu devido tempo, Deus levantou Ciro, que nem sequer era crente, para promulgar um decreto e o povo teve a liberdade de voltar exatamente no tempo que Deus havia determinado.

Foi uma profecia muito explícita. Lembrem-se disso, porque é a base da visão que veremos em Zacarias. Em outras palavras, Jeremias dizia: “vocês irão para o cativeiro porque Deus sempre traz consequência para o pecado. Podem ter certeza de que o seu pecado irá encontrar vocês”. Mas, em sua compaixão, Deus diz que os traria de volta após a disciplina do cativeiro

E se há algo que transparece neste trecho de forma clara e inequívoca, é: Deus é fiel. Quando Deus faz uma promessa, Ele a cumpre. Deus falou que eles voltariam do cativeiro após setenta anos, e isso se cumpriu. Eles já estavam de volta, e as coisas não estavam indo como eles esperavam.

E em meio a essa situação, eles estavam sentados, dizendo: “Mas a cidade está em desolação, estamos humilhados e nossos inimigos impedem nossa reconstrução”, e eles precisavam do consolo de Deus. Então, surge a primeira visão.

Zacarias 1
8 Tive de noite uma visão, e eis um homem montado num cavalo vermelho; estava parado entre as murteiras que havia num vale profundo; atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancos.

Essa imagem impressionante não é interpretada pelo profeta. Aparentemente, era óbvio para o povo o que estava sendo dito, e, ao analisarmos a passagem, veremos como isso se torna evidente à medida que juntamos as peças.

Zacarias teve o que chamaríamos de visão apocalíptica ou profética. Não se tratava de um sonho, mas da capacidade de ver algo além dos sentidos humanos.

E quando ele diz “eu vi”, significa que recebeu uma revelação de Deus, e a primeira coisa que viu foi um homem. E é só isso. Sua identidade não é explicada, mas imediatamente temos a sensação de que ele é mais que um ser humano. Há algo diferente nele. Na verdade, ele é um anjo com a aparência de um homem, e o homem que ele vê está montado num cavalo vermelho.

Há justificativa para traduzir isso em referência a um cavalo como marrom-avermelhado, em vez de um cavalo vermelho vivo, visto que o mesmo termo hebraico é usado para descrever Esaú. Ele vê esse cavalo que é marrom-avermelhado, como um cavalo seria, e um cavaleiro montado nesse cavalo.

O que são os cavalos vermelhos, brancos e baios na visão de Zacarias?

No Antigo Testamento o cavalo é representativo da guerra (Dt 32.13; Sl 66; Is 58; Zc 9.10; 10.3). No livro de Apocalipse os cavalos também são representativos da guerra. Quando Cristo retornar para a batalha do Armagedom ele virá montado em um cavalo branco (Ap 19.12). Em Apocalipse, capítulo 6, um cavaleiro em um cavalo vermelho, há guerra, derramamento de sangue e morte, porque o vermelho fala de sangue, julgamento e vingança

Então, o que temos em Zacarias 1.8 é um cavalo de guerra, preparado para a batalha, para o julgamento e para a vingança. Os comentaristas judeus historicamente disseram que o cavaleiro sobre esse cavalo é Miguel. Mas essa conclusão não é correta.

O texto diz que o homem montado no cavalo “estava parado entre as murteiras que havia num vale profundo” (Zc 1.8). A “murta” é um arbusto que cresce em todo lugar em Israel. Se eles crescerem junto a um riacho ou vale podem atingir altura de dois metros e meio, com folhas verde-brilhantes e lustrosas, e serem muito bonitos. A palavra “murta” em hebraico é “Hadassah”. O nome Ester no hebraico é “Hadassah”, que significa murta. Isaías 41.19 e 55.13 dizem que no milênio haverá um florescimento tremendo de murtas.

O cavaleiro e o seu cavalo estão num vale profundo (Zc 1.8). O lugar baixo fora da cidade de Jerusalém é o Vale do Cédron. Conforme o Vale do Cédron segue para o sul, ele contorna o Monte Sião e se conecta com outro vale conhecido como Vale de Hinom. E onde o Vale de Hinom e o Vale do Cedron se encontram, ali está o lugar mais baixo fora da cidade de Jerusalém (v. 2Rs 25.4).

O texto ainda diz que “atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancos”. Cavalos baios são  aqueles com mistura de vermelho e branco. Então havia cavalos vermelhos, brancos e um combinação de ambos. E, claro, montados nesses cavalos havia outros cavaleiros.

O cavalo vermelho significa sangue, julgamento e vingança. O cavalo branco representa vitória. Quando um general romano conquistava uma cidade, ele voltava montado em um cavalo branco, este era o sinal da vitória. Quando Cristo vier como Rei conquistador e glorioso, ele virá em um cavalo branco (Ap 19.11).

Então, o que temos é uma guerra que vai terminar em vitória (a mistura de cores em alguns dos cavalos). Portanto, a cena é de preparação para uma guerra sangrenta, mas que será vitoriosa.

Você diz: “Quem são os cavaleiros montados nos outros cavalos no vale profundo?” A resposta a esta pergunta é a mesma quando perguntamos quem historicamente tem sido os agentes do julgamento de Deus, ou seja, os anjos. Este é o esquadrão angelical. E eles são liderados por um grande líder em um cavalo vermelho. Os cavalos representam batalha, velocidade, rapidez e prontidão para cumprir o comando de Deus.

Quem é o Anjo do Senhor montado no cavalo vermelho?

Há mensageiros de vingança e mensageiros de vitória, e o anjo comandante é o cavaleiro montado no cavalo vermelho. Você pergunta: “Mas quem é ele?” Veja Zacarias 1.11, que diz: “Eles responderam ao anjo do Senhor, que estava entre as murteiras, e disseram: Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está, agora, repousada e tranquila”.

Quem é o Anjo do Senhor? É o Senhor Jesus Cristo. Ele é o comandante-em-chefe do esquadrão de Deus, prestes a embarcar na batalha. Jesus Cristo, o próprio Deus, a segunda pessoa da Trindade, assumindo uma forma angelical.

Em Gênesis 16 relata o encontro do Anjo do Senhor com Agar. O texto diz: “Tendo-a achado o Anjo do Senhor junto a uma fonte de água no deserto” (v.7); “Então, lhe disse o Anjo do Senhor: Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos” (v.9); “Disse-lhe ainda o Anjo do Senhor: Concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael, porque o Senhor te acudiu na tua aflição” (v.11).

Finalmente o Anjo do Senhor é identificado no verso 13, que diz: “Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?”. Quem era o Anjo do Senhor? Deus. E quem é Deus manifesto? Deus Filho, a segunda pessoa da Trindade.

Em Êxodo 3 relata o Anjo do Senhor falando com Moisés na sarça ardente. O texto diz: “Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia” (v.2). E, então:

Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus (Ex 3.4-6).

O Anjo do Senhor e Deus são o mesmo. Em Zacarias 3.1-4 o Anjo do Senhor é identificado como o Senhor, uma comprovação da divindade do mensageiro. A mensagem é essencial para confirmar que Deus não desprezou seu povo, mas permaneceu fiel às suas alianças, firmadas com Abraão e Davi; e o fato de ter eleito Israel o leva a tomar o partido do seu povo contra as acusações de Satanás,

O Salmo 34.7 diz que “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra”. O Anjo do Senhor é, em primeiro lugar, o protetor e libertador de Israel. Ele é o comandante-em-chefe da força angelical e o protetor de Israel. Em segundo lugar, ele é o intercessor por Israel. Em terceiro lugar, ele é o consolador de Israel.

O que são as murtas e o vale profundo na visão de Zacarias?

Bem, escute. Devido à sua humildade, à sua simplicidade, à sua beleza e ao seu aroma quando amassadas, a única possibilidade para a murta é que ela represente Israel. Esse vegetal está por toda parte em Israel.

O vale profundo é o desfiladeiro que fala do sofrimento, da humildade, da degradação e da baixeza de sua condição atual das murtas. Todas as pequenas e belas murtas estão olhando para sua cidade e se perguntando se algum dia haverá a reconstrução, e de repente, no meio delas, está o exército angelical, liderado pelo comandante-em-chefe, pronto para a batalha. Será sangrenta, mas será vitoriosa.

Uma visão extraordinária. Eles são o povo da aliança. Eles são a nação eternamente eleita. Eles são amados pelo Senhor e são o objeto do seu propósito imutável. Romanos 11.29 diz que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”.

Em outras palavras, Deus diz:

Vocês podem ter estado em cativeiro por 70 anos, e podem estar em humilhação e degradação agora. E vocês podem ter um muro em ruínas, um templo destruído e uma terra devastada. E vocês podem estar desolados aqui no vale, mas ouçam, há um exército de anjos armados se reunindo para lutar a sua guerra. Animem-se.

Isso é encorajador. Eis a cena. Um povo em estado de humilhação, prestes a ser libertado por seu glorioso protetor, defensor, intercessor, consolador e que está pronto para lutar por ele. Que cena! O Senhor está no meio do seu povo, pronto para defender, proteger, interceder por sua causa e confortar no momento de sua necessidade. Ele está fora da cidade, pronto para julgar as nações e colocar Israel de volta no lugar certo, o lugar que Deus sempre planejou. Ele cumprirá sua promessa. E o Anjo do Senhor está lá, pronto para garantir a promessa de Deus.

Conclusão

É um belo paralelo com o ministério do Senhor Jesus Cristo à sua igreja. Aqui estamos nós, e por este tempo sofremos. Satanás é o príncipe deste mundo. Estamos sujeitos a um sistema satânico. Estamos no vale, no lugar profundo, na ravina. Somos como Israel, todos reunidos e amontoados no lugar profundo, olhando e dizendo: “Até quando, Senhor?”.

E, no entanto, ali, no meio de nós, está não apenas a hoste angelical, mas um grande líder, o Senhor Jesus Cristo, que é nosso defensor e protetor; o advogado que leva nossa causa ao Pai; nosso sumo sacerdote e nosso consolador. Ele nos consola com a certeza de que um dia ele virá e reinará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Deus é fiel. Se Deus diz ao seu povo Israel que cumprirá sua promessa, então ele coloca o grande defensor em movimento com a hoste angelical para cumpri-la. Se Deus diz à igreja que cumprirá a sua promessa, ele designa o Senhor Jesus Cristo para a tarefa de cumprir essa promessa.

Não sei como seria viver neste mundo longe de Deus, mas sei que seria terrivelmente desesperador sentir que a vida é insatisfatória, que a esperança é realmente vã, e não ter a promessa de ninguém que esteja pronto para defender a sua causa.

Vocês sabem o que aconteceu na história de Zacarias? Quatro anos depois, o templo foi construído. Oitenta anos depois, os muros foram terminados; Israel estava de volta. Deus cumpriu a sua promessa.

Mas a plenitude dessa profecia ainda está por se cumprir, quando Deus começar a reunir o seu povo de todo o mundo e trazê-lo de volta para o reino. Mas é empolgante saber que quatro anos depois o templo foi construído. Aqueles anjos fizeram o trabalho, e as murtas saíram do vale e subiram ao monte.

E no futuro, Deus vai restaurar Israel, e você e eu estamos vivos em um dia em que podemos começar a ver isso acontecer. De volta à terra em 1948, e isso é a primeira vez em muitos séculos. E eles estão se apegando àquela terra, e Deus começou uma obra maravilhosa para preparar o futuro reagrupamento no reino. Deus é um Deus fiel.

Amados, é a esse Deus verdadeiro que eu quero entregar minha vida. Nele eu posso confiar minha vida. Ele salva pecadores e nos leva para estar com Ele; essa é a sua promessa. Deus foi fiel a Israel no passado, ele será fiel a Israel no futuro. Ele é fiel à igreja agora e continuará a ser fiel à medida que entregamos nossas vidas a Ele.

Temos um Deus fiel. Ele quer lutar as suas batalhas. Ele quer lutar as suas guerras. Ele quer conquistar as suas vitórias e quer apenas que nós o acompanhemos e o louvemos pelo que ele está fazendo. Essa é a sua grande alegria e o seu enorme privilégio. Prosseguiremos na próxima vez. Vamos orar.

Pai, o que me faz confiar em ti para a minha vida e para o futuro é porque vi como o Senhor cumpriu a confiança de todos que confiaram em Ti no passado. Parece-me tão surpreendente perceber que, assim como o Anjo do Senhor estava pronto para defender o teu povo Israel, também o Senhor Jesus Cristo, esse mesmo Anjo, está pronto para me defender, até mesmo no ponto em que se diz: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”.

O sumo sacerdote intercessor que não permite que nenhuma acusação seja feita contra mim, que me defende de toda acusação, que me protege dos ataques de Satanás, que alcançará a vitória final e me dará a recompensa eterna. Que verdade tremenda. Deus, obrigado por seres fiel. Obrigado por seres um Deus que cumpre a tua aliança. Obrigado por me dar aquele cavaleiro no cavalo vermelho, o Senhor Jesus Cristo, para ser meu defensor.

E eu oro esta noite para que, se houver alguém em nossa congregação que não tenha um defensor, um intercessor ou um consolador, que antes de deitar a cabeça no travesseiro e dormir esta noite, essa pessoa seja levada a um lugar de convicção e confiança, recebendo o Senhor Jesus Cristo. E nós o louvaremos em nome de Cristo. Amém.


Clique aqui e leia outros sermãos traduzidos do livro do profeta Zacarias.


Este texto é uma síntese do sermão “The Divine Plan for Jerusalem, Part 1”, de John MacArthur, em 6/2/1977.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/sermons/2154/the-divine-plan-for-jerusalem-part-1

Tradução e síntese feitas pelo site Rei Eterno


 

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