A Parábola do Fariseu e o Publicano
A discussão do reino levanta a questão fundamental: como se entra no reino espiritual? Como alguém pode se reconciliar com Deus? Como um pecador pode ser aceitável para o Deus infinitamente santo? Essa é a questão que Jesus abordou na parábola do fariseu e do publicano.
A questão mais crucial para a humanidade é como ela pode se reconciliar com Deus. Há inúmeras religiões produzidas pelos homens, filosofias e visões de mundo tentando responder a essa pergunta.
Todo esse esforço resulta em total fracasso. Há somente um caminho: a religião da realização divina revelada na Escritura.
Mas muitos insistem em considerar que a autojustiça, rituais e cerimônias são meios pelos quais podem se reconciliar com Deus. Há uma ilusão de que alegadas boas obras podem compensar os pecados.
Em síntese, só há dois sistemas de religião no mundo:
1) O da realização divina: da graça, da fé, do coração quebrantado e sincero, conforme o evangelho.
2) O da realização humana: das obras externas, da carne e da hipocrisia, que é inspirado por Satanás.
Jesus salientou que há:
• Duas portas: a estreita e a larga;
• Dois caminhos: o apertado e o espaçoso;
• Dois destinos: a vida eterna e a morte eterna;
• Dois grupos: os poucos que se salvarão e os muitos que se perderão;
• Dois tipos de árvores; a boa e o má, que produzem bons frutos e maus frutos;
• Dois tipos de pessoas que professam a fé: o sincero e o falso;
• Dois tipos de construtores: o sábio e o insensato;
• Duas casas: uma construída sobre a rocha e a outra sobre a areia.
O padrão que Deus exige é a perfeição absoluta, através de perfeita obediência à sua lei. Em Mateus 5.48 Jesus ordenou: “sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste”, reiterando a ordem de Deus no Antigo Testamento: “Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11.45; 19.2).
No Sermão do Monte Jesus elevou o padrão divino para algo ainda mais inatingível. Ele se referia não somente à obediência externa, mas também à obediência interna, de todo o coração (Mat. 5. 21-47).
A obediência deve ser completa. Isso tem implicações severas. Tiago escreveu: “qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).
Obviamente, o padrão divino é impossível para o homem. Ao verem um homem religioso e cheio de autojustiça indo embora, os discípulos perguntaram a Jesus: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” (Mt 19.25). Jesus lhes respondeu dizendo: “Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mt 19.26).
A grande questão
As seções anteriores do evangelho de Lucas concentraram-se na vinda do Senhor Jesus Cristo e seu reino (17.20 a 18.8). Esse reino, na sua forma atual, é um reino espiritual, no qual Cristo reina nos corações dos crentes justificados que colocaram sua confiança nele.
Mas ele voltará um dia para estabelecer seu reino terreno e milenar. Depois desse reino de mil anos, ele estabelecerá o reino eterno, os novos céus e a nova terra. Somente aqueles que estão no reino espiritual serão parte dos reinos terreno e eterno.
A discussão do reino levanta a questão fundamental: como se entra no reino espiritual? Como alguém pode se reconciliar com Deus? Como um pecador pode ser aceitável para o Deus infinitamente santo? Essa é a questão que Jesus abordou na parábola do fariseu e o publicano.
A questão não é fácil de responder. Como observado acima, o Antigo Testamento ensina claramente que Deus é absolutamente santo, e chama as pessoas à santidade. No entanto isso é algo impossível aos pecadores.
Paulo escreveu: “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.10-12).
Jó questionou: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2).
Jeremias declarou: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).
Isaías escreveu: “Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is 64.6).
Não há um justo sequer aos olhos do Senhor. Somos totalmente incapazes de nos justificar perante Deus. O Antigo Testamento e o Novo Testamento ensinam que a justificação é somente pela fé (Gn 15:6; Hb 2.4), ou seja, na justiça de Deus imputada ao pecador.
Essa realidade, retratada pelo sistema sacrificial, foi possível graças a morte sacrificial do Messias, o Senhor Jesus Cristo. Isaías escreveu: “O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11).
Mas os judeus da época de Jesus tinham perdido de vista o ensino do Antigo Testamento. Em seu lugar, eles criaram um sistema falso e legalista de salvação pela justiça própria, com base em boas obras e rituais, respaldando-se em doutrinas, preceitos e tradições humanas.
A parábola que responde à grande questão
Nesta seção do Evangelho de Lucas, Jesus apresentou a resposta correta para a questão de como as pessoas podem ser justificadas diante de Deus. Como muitas de suas parábolas, a história era contrária a tudo o que os judeus acreditavam sobre salvação.
É a história de dois homens: um fariseu hipócrita, exteriormente religioso; e o outro, um pecador proscrito, um cobrador de impostos, um traidor desprezado ao seu povo. Mas o publicano saiu justificado e o religioso perdido.
Isso foi um escândalo vergonhoso para os ouvintes ali presentes. Jesus contrariou toda a estrutura do judaísmo apóstata de sua época. É uma poderosa história de dois homens, duas posturas, duas orações e dois resultados.
Os ouvintes da parábola do fariseu e o publicano
Lucas 18
9 [Jesus] propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros…
Nos versículos 1 a 8, de Lucas 18, Jesus falou a parábola do juiz iníquo. Mas não há nenhuma indicação de que foi na mesma ocasião da parábola do fariseu e o publicano. No entanto, ela se encaixa bem no mesmo capítulo porque é uma discussão sobre o reino, sobre como entrar nele.
O Senhor dirigiu esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, cheios de autojustiça e desprezavam os outros. Ali estavam presentes aqueles que confiavam na sua própria justiça para entrar no reino. Eles se julgavam dignos do Reino de Deus.
Em particular, a parábola foi dirigida aos fariseus, que eram os arquitetos do sistema legalista de justiça própria, que dominava a vida em Israel. A teologia deles influenciou muito a população. Como resultado, as pessoas acreditavam no poder de sua autojustiça.
Cheios de orgulho pecaminoso, convenientemente anularam o claro ensino do Antigo Testamento sobre a incapacidade de o pecador se justificar perante Deus e que a salvação sempre foi pela graça, mediante a fé.
Através de seus próprios esforços e autojustiça, eles acreditavam que tinham o poder de viver uma vida que agradasse a Deus, o suficiente para ganhar a vida eterna em Seu reino.
Essa sempre foi e ainda é, até hoje, a mentira dominante no mundo religioso. Satanás sempre usou essa grande mentira para atrair as pessoas para a morte eterna.
Antes de sua conversão, o apóstolo acreditava em suas credenciais para se tornar digno do Reino de Deus. Ele escreveu:
Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. (Fp 3.4-6).
No judaísmo, eu superava a maioria dos judeus da minha idade, e era extremamente zeloso das tradições dos meus antepassados (Gl 1:14).
Mas depois de sua conversão, ele declarou:
Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé (Fp 3.7-9).
Tragicamente, a maioria dos fariseus, ao contrário de Paulo, permaneceu crendo que suas realizações pessoais eram credenciais para entrar no Reino de Deus. Eles rejeitaram, desprezaram e zombaram do Messias. João escreveu:
O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam, mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (João 1:10-13)
A mensagem do Senhor sobre a trágica situação da humanidade e sua total incapacidade de alcançar salvação por seus próprios méritos foi dirigida a todos os homens em todas as épocas. Serve como um aviso para todos os que buscam a salvação através de uma religião de obras.
O contraste
Lucas 18
10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;
12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
Para os fariseus não havia nada pior que um publicano (cobrador de impostos). Eles eram as pessoas mais desprezadas em Israel. Eram considerados os maiores traidores da nação.
Porém, muitos publicanos procuraram João Batista para ouvir sua mensagem de arrependimento (Lc 3.12-13). Em Lucas 5.27-28, um deles, chamado Levi (Mateus), abandonou tudo e seguiu a Jesus. Lucas 7.29-30 diz:
Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele.
• Lucas 7.34 diz que a liderança religiosa acusava Jesus de ser um “amigo de publicanos e pecadores!”.
• Lucas 15.1 diz que os publicanos e pecadores se aproximaram de Jesus para ouvir suas palavras.
• Em Lucas 19.1-10 temos a conversão do publicano Zaqueu, quando Jesus declarou que “veio buscar e salvar o perdido” (v.10).
Na parábola o Senhor fala de dois homens que subiram os degraus do templo para orar. Uma cena muito natural, o templo de Jerusalém foi chamado de casa de oração (Is 56.7; Mt 21.13).
O fariseu orava de pé, embora fosse uma posição aceitável, a ênfase de Jesus está relacionada com o que ele disse no Sermão de Monte: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens” (Mt 6.5). A postura do fariseu foi destinada a exibir uma suposta espiritualidade.
Sua oração também exibiu toda sua atitude hipócrita. O fariseu estava orando para si mesmo, exaltando a si mesmo e exalando orgulho por suas pretensas boas obras. Ele não louvou a Deus, não clamou por misericórdia, graça, perdão e ajuda.
Não havia qualquer gratidão em suas palavras, apenas o orgulho da hipocrisia. Ele dizia dar graças por não ser como os roubadores, injustos, adúlteros e nem como o publicano que estava próximo dele. Ele ainda se vangloriava de jejuar duas vezes por semana e dar o dízimo.
Eles quis proclamar seus méritos, seus esforços e sua autojustiça, ou seja, que ele tinha conseguido tudo por conta própria. Ele se considerava merecedor do favor de Deus.
Ele mantinha distância do publicano, com medo de ser tocado por um impuro e se tornar cerimonialmente contaminado. Os fariseus consideravam as pessoas comuns como malditos (Jo 7.49).
E assim aquele hipócrita queria que todos, inclusive Deus, ouvissem seu discurso de autopromoção. Ele listou suas credenciais religiosas. Suas alegações públicas de fazer jejum e dar o dízimo são demonstrações de quanto ele estava distante da verdade e mergulhado no orgulho e hipocrisia.
Jesus nos ensinou a orar em secreto, onde apenas Deus sabe (Mt 6.5-8), não parecer aos outros que jejuamos (Mt 6.16-18) e a não alegarmos dar dízimos e negligenciarmos os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23.23).
Ele questionou: “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5.44). Quem vive buscando honra e reconhecimento para si mesmo está muito distante da verdade.
A oração do publicano
Lucas 18
13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
A atitude do publicano foi radicalmente diferente do fariseu orgulhoso. Seu autorreflexão o levou a um profundo quebrantamento e humilhação. Ao contrário do fariseu, que estava tão perto do lugar santo, o cobrador de impostos estava distante, ele estava ciente de que era indigno de estar na presença de Deus.
A postura do cobrador de impostos também manifestou a sua mansidão. Ao contrário do fariseu, que estava orgulhosamente exibindo sua suposta virtude e espiritualidade, ele não ousava levantar os olhos ao céu.
Oprimido com a culpa e a vergonha, ele tinha um sentido avassalador de sua própria indignidade e alienação de Deus. Seus pecados trouxeram dor, juntamente com o medo e pavor do castigo merecido.
Sua humildade também é vista em seu comportamento: ele estava batendo no peito. Quando oravam, o povo judeu, por vezes, colocava as mãos sobre o peito e os olhos para baixo. Mas este homem fez algo incomum. Cerrando os punhos, ele começou a bater no peito repetidamente em um gesto usado para expressar a tristeza mais extrema e angústia.
Existe apenas uma outra referência nas Escrituras para esta prática. Lucas 23:48 registra que, depois da morte de Cristo na cruz, “todas as multidões reunidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos”. O gesto era um reconhecimento de que o coração é a fonte de toda a mal, conforme diversos textos nas Escrituras, tais como:
Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração (Gn 6.5).
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações (Jr 17.9-10.
Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34).
Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina (Mt 15;19-20).
Ao contrário do fariseu, o publicano dirigiu a sua oração a Deus. Ele se referiu a si mesmo não apenas como mais um pecador, mas como pecador. Tal declaração nos conduz a declaração de Paulo: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).
A confissão inequívoca do publicano sobre sua pecaminosidade mostra que, em comparação com os outros, ele considerava a si mesmo o pior pecador de todos.
Embora estivessem em situação oposta na sociedade judaica, o publicano e o fariseu tinham muito em comum em suas crenças:
• Ambos compreendiam o Antigo Testamento como a revelação de Deus;
• Ambos criam em Deus como Criador, Legislador e Juiz, que é santo e justo, e ao mesmo tempo misericordioso, bondoso e compassivo.
• Ambos criam no sistema de sacrifício, o sacerdócio, expiação e o perdão de Deus pelo pecado.
Houve uma diferença crucial, no entanto: o coletor de impostos se arrependeu e pediu perdão pela fé, enquanto o fariseu não se arrependeu, mas buscou seu perdão através de suas boas obras, de seus pretensos méritos.
O cobrador de impostos expressou sua fé e arrependimento dizendo: “Deus, tem misericórdia de mim”. Ele estava pedindo a Deus para ser propício e apaziguado em direção a ele. Este não foi um apelo geral para a misericórdia, mas sim que Deus iria prover expiação por ele. Isso viria no sacrifício do Senhor Jesus.
A declaração do Senhor
Lucas 18
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele…
Esta firme declaração do Senhor chocou os legalistas, foi um golpe demolidor em suas sensibilidades teológicas.
Jesus não recorreu a alguma autoridade rabínica, como os fariseus faziam, ele mesmo afirmou com toda sua autoridade divina: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele…”.
Aqui está a soteriologia proclamada pelo Deus encarnado. Sem quaisquer boas obras morais e religiosas, legalismo, rituais e mérito próprio, aquele pecador culpado foi declarado justo.
A única justiça aceitável a Deus é a justiça perfeita que nenhum esforço humano pode ganhar. E uma vez que não pode ser conquistada, Deus nos dá como um presente para pecadores penitentes que colocam sua confiança nele.
Mas o orgulho do fariseu só aumentou sua distância de Deus. Seu monólogo apenas solidificou sua confiança em sua própria justiça, e ele saiu dali em um estado mais miserável do aquele em que chegou. Homens cheios de autojustiça consideram a expiação como algo inútil, e assim permanecem nas trevas.
O trabalho de Jesus na cruz não é mencionado na história porque ele ainda não havia ocorrido. A salvação daquele publicano, como de todos os santos do Antigo Testamento, foi fruto da obra de Cristo na cruz.
A justificação é concedida por Deus, independentemente das obras, através da aplicação do sacrifício expiatório de Cristo, antes e depois de sua morte e ressurreição. Paulo escreveu:
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus […] Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira (Rm 5.1,2; 8-9).
A verdade fundamental
Lucas 18
… porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
E o contraste é esse: “Todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado” (Mt 23.12); “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4.6).
No Antigo Testamento, somente Deus é verdadeiramente exaltado e somente Deus pode exaltar homens. Aquele que tentar se exaltar, ou seja, procura, por seus próprios esforços, se salvar ou se tornar justo, será humilhado no sentido mais severo da palavra.
O caminho da autoexaltação terminará em juízo eterno. Por outro lado, todos os que se humilham, confessando que nada podem fazer para se salvar, serão elevados à glória eterna.
• Os condenados se acham bons. Os salvos sabem que são maus.
• Os condenados creem que o reino de Deus é para aqueles que são dignos dele. Os salvos sabem que o reino de Deus é para aqueles que sabem que são indignos dele.
• Os condenados creem que a vida eterna é merecida. Os salvos sabem que é uma dádiva divina.
• Os condenados buscam o louvor de Deus. Os salvos buscam o seu perdão.
Vamos orar.
Pai, nós Te agradecemos pelo poder desta parábola, pela sua clareza definitiva. Faz-nos entendê-la com profundidade em nossos corações, para que possamos conhecer esta verdade gloriosa, amá-la, apreciá-la e proclamá-la para a Tua glória, por amor a Jesus, nós te pedimos. Amém.
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Este texto é uma síntese dos sermões “Who Can Be Right With God? Part 1 e Part 2”, de John MacArthur, em 10/12/2006 e 17/12/2006
Você pode ouvi-los integralmente (em inglês) nos links abaixo:
https://www.gty.org/sermons/42-228/who-can-be-right-with-god-part-1
https://www.gty.org/sermons/42-229/who-can-be-right-with-god-part-2
Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno





















