O falso e o verdadeiro consolo

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Com a minha voz clamei ao Senhor; com a minha voz supliquei ao Senhor. Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia. Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço. Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma. A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes. Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem. (Sl 142: 1-7)

A quem buscamos nos momentos de angústia? Naturalmente buscamos consolo nos homens.
Em nossa alma brota uma necessidade de falar com alguém ou ouvir algo de alguém.
Muitas vezes somos acalentados e animados. Mas a instabilidade da alma nos reconduz ao mesmo estágio anterior.
Davi percebeu isto em sua angústia, quando lhe faltou refúgio e ninguém cuidou de sua alma.
Mas ele descobriu uma verdade: O Senhor era seu único refúgio. E continua sendo o único refúgio para o homem.
Precisamos dos irmãos, mas a vida está em Cristo e só Ele a pode dá.
Sem Cristo tudo é morto. Sem o Espírito Santo não há vida, até mesmo na Bíblia.

Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. (Sl. 121: 1-2)

Os momentos de alegria deveriam sempre nos levar para mais próximo de Deus, reconhecendo que tudo vem dele e é somente para ele.
Os momentos de angústia deveriam nos fazer buscar a Deus com o único socorro que temos, confiando que não podemos receber nada se do alto não nos for dado (João 3:27).
Se o Senhor é nosso alto refúgio, Ele poderá usar irmãos cheios de sua Palavra para nos consolar e corrigir.
Mas se buscamos o socorro humano sem fundamentada esperança no Senhor, acharemos um consolo efêmero e enganoso.
E muitos atravessam longos anos buscando refúgio onde ele é apenas aparente.

A fraqueza na fé impede que a verdadeira esperança do alto seja revelada em seus corações.
Ninguém está livre de mergulhar neste labirinto da alma e tornar-se refém da incredulidade e da angústia.
Somente um profundo e gracioso relacionamento com Deus pode nos livrar desta armadilha devastadora.
O inimigo sabe como nos rodear com situações que nos levam a esta prisão. Ele veio para matar, roubar e destruir (João 10:10).
A Palavra diz que devemos resisti-lo através do escudo da fé, com a qual podemos anular seus dardos destruidores e derrotá-lo com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. (I Reis 19: 4-8)

Talvez já estivemos em uma posição de aflição que nos levou a ter uma reação semelhante a de Elias, quando fugia da caçada implacável por parte de Jezabel.
Ele havia enfrentado os profetas de Baal, o rei Acabe o chamava de inimigo e perturbador de Israel. Jezabel, a mulher do rei, queria sua cabeça.
Sentiu-se só no meio de uma nação idólatra. Estava sentenciado à morte. Fugiu pelo deserto sozinho. Após um dia de fuga por um caminho hostil, perdeu as forças e desabou.
E Ele disse a Deus: “Não aguento mais! Chega! Não posso suportar mais tanta adversidade! Por favor, me mata!”
Talvez este cenário nos leve a pensar que ele precisava de consolo e de um ombro para chorar.

Mas Deus enviou um anjo para dar-lhe água e comida. E também portando uma ordem: “Levanta-te e come. Há muito caminho pela frente”.
E foram mais 40 dias andando no deserto. E mais batalhas difíceis.
É isto que Ele quer nos dizer diante da adversidade: “Prossiga. Aqui não é lugar de descanso. Só alcançará a vitória quem perseverar até o fim”.
Assim como o pão e água para fortalecer Elias, ele manda o suprimento do Espírito para nós, capacitando-nos a andar nos caminhos rigorosos deste mundo.
Elias prosseguiu e agradou tanto a Deus que foi levado vivo ao céu.
Assim também temos uma esperança eterna reservada nos céus, pronta para todos que amam a volta do Senhor, nossa única esperança neste mundo hostil.
Diante de qualquer adversidade, temos que ter uma certeza: Só uma graciosa esperança vinda do céu pode ser um verdadeiro consolo. Temos que crer e buscar.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. (II Tim. 4: 7-8)

Levantai e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente (Miq. 2:10)

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