A Submissão Santa da Esposa

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Em Efésios 5:18, Paulo diz: “enchei-vos do Espírito”, e então, passa a falar dos frutos que uma vida cheia do Espírito Santo produz. E discorrendo sobre esses frutos, ele trata do papel dos maridos, das esposas, dos filhos e pais.

Minha palavra de abertura é: se você não é casado, se case. Essa é a graça da vida. Este é o melhor presente de Deus nesta terra. E se você é casado, tem filhos, esteja sempre certo de que esse é um presente maravilhoso de Deus.

Existem algumas pessoas que têm um dom para permanecerem solteiras. Isso significa uma capacidade espiritual especial com o propósito de servir ao Senhor. Se esse não é seu caso, então você precisa se casar. Nos tempos bíblicos, as pessoas se casavam quando tinham 15 ou 16 anos. Na fragilidade do cristianismo moderno, muitos estão seguindo o padrão do mundo e permanecem solteiros por longo tempo. Há muitas pessoas solteiras que precisam se casar, principalmente pelo motivo de o casamento ser um presente de Deus, chamado de a graça da vida.

Mulheres, parem de esperar pelo homem perfeito. Parem de esperar por um Messias, ele já veio. Homens, parem de procurar a mulher de Provérbios 31, aceite menos. Encontrem uma pessoa cristã cheia do Espírito Santo e casem-se.

Agora, com base nisso, você pode ouvir o que eu vou dizer, porque se você não é casado, vai se casar. E se você é casado e não teve filhos, mas se o Senhor permitir, você terá filhos, então tudo isso é muito urgente para você. Estou pedindo para você fazer algo fundamental, e você ri porque parece engraçado, mas há muita verdade nisso.

Temos uma sociedade de pessoas que exageram demais a solteirice e tornam tudo muito difícil para si mesmas. Elas desenvolvem hábitos de solteirice e tornam as coisas mais difíceis, para se unir com outra pessoa. Sua solteirice deve ser a mais curta possível, o casamento o mais rápido possível e, depois de escolher a pessoa certa, o noivado ser o mais breve possível. E tudo isso, é claro, é contra a lógica da cultura mundana.

Por que eu já estou aqui há tempo suficiente para saber que as pessoas costumavam se casar no final da adolescência e no início dos 20 anos. Esse era o padrão. E agora, a sociedade perpetua a solteirice com suas próprias preocupações egoístas. Estamos vivendo no tempo em que muitas pessoas são solteiras porque são egoístas, e ninguém pode viver com elas em seu egoísmo.

Estamos assistindo à morte do casamento. E isso não é causado apenas pelo aborto, homossexualismo, divórcio etc. Estamos assistindo à morte da família também, por causa de uma preocupação excessivamente prolongada com desejos egoístas e agendas pessoais que empurram as pessoas para uma vida solteira. Para algumas pessoas, fica cada vez mais difícil, quanto mais elas perpetuam sua solidão, entregarem-se a outra pessoa.

Há exceções. O Senhor pode manter uma pessoa solteira por muitos anos, até os 30 anos ou mais, porque existe uma pessoa que Ele projetou para ela. Mas, para uma tendência geral, quando você atingir a idade do casamento, precisará pedir ao Senhor que faça de você o tipo de pessoa que deve ser, para que reconheça a pessoa que o Senhor projetou para a sua vida. A família vem sendo destruída, e a solteirice, divórcio e relacionamentos abusivos têm militado para esse fim.

Não podemos ver a família como mais um estilo de vida alternativo. Deus planejou que, através de famílias bem ordenadas, a justiça fosse passada de uma geração para a seguinte. O mundo não vai alterar seu curso, pois ele está fomentando o erro. O mundo está afinado com os ataques contra a família. A igreja deve se erguer e defender a maravilha, a beleza, a alegria e a realização e a pureza do casamento. É uma união tão nobre, que retrata a união entre Cristo e Sua igreja. Vamos ver o casamento aqui em Efésios, capítulo 5, juntos durante vários dias. Começando pelo versículo 18, onde diz: “enchei-vos do Espírito”.

Estar cheio do Espírito significa estar sob o controle do Espírito Santo, ser movido pelo Espírito Santo. Não é uma condição estática, mas ser conduzido, movido e levado pelo Espírito Santo. Ser cheio do Espírito é uma condição essencial para a vida cristã. E os versos 19-21 de Efésios 5 mostram 3 consequências de uma vida cheia do Espírito:

Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

Uma vida cheia do Espírito é demonstrada por uma vida em constante estado de adoração, gratidão e submissão uns aos outros. A submissão é um princípio geral que está dentro da experiência de todos os crentes, em todos os relacionamentos. A submissão se manifesta quando nos colocamos em posição de dar.

Como característica geral, devemos ser submissos. Pessoas cheias do Espírito são submissas. Ou seja, elas não vivem no desejo de dominar, não são orgulhosas, não vivem em torno de seus desejos, ou seja, estão na contramão do mundo. Através da psicologia da autoestima, colhemos o orgulho avassalador, a autoglorificação, o desejo de prevalecer.

As pessoas cheias do Espírito são submissas, por causa da obra do Espírito Santo. A palavra grega traduzida como submeter é um termo militar, significa “colocar-se abaixo”. É reconhecer os que têm autoridade sobre você, permanecer sob aqueles que têm responsabilidade por você, estar sob alguém.

Como princípio geral, como cristãos, devemos viver vidas de submissão. Esse é claramente o princípio geral da vida cristã que é mencionado muitas vezes nas Escrituras Sagradas. Filipenses 2:2-3 diz:

…Penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.

Como você pode viver isso? Como você pode se dar tão completamente para os outros? O verso 4 diz:

Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

Essa é a alma da submissão: a humildade. É considerar os outros como mais importantes que você. Não cuidando dos seus próprios interesses, mas dos interesses dos outros. Essa é uma graça espiritual que é produzida pelo Espírito Santo. E nos versos de 5 a 8 de Filipenses 2, Paulo mostra Cristo como o exemplo máximo desse sentimento:

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filipenses 2:5-8)

Em Hebreus 13:17 somos ordenados a ser submissos àqueles que estão acima de nós no Senhor: “aqueles que cuidam de nossas almas” – aqueles que devem prestar contas de nós para Deus. “Obedeça aos seus líderes” – diz – “e submeta-se a eles”. I Pedro 2:5 diz para nos submetermos aos anciãos e pastores. Portanto, essa atitude de submissão é generalizada na vida cristã, e uma pessoa cheia do Espírito será humildemente submissa.

Eu realmente acho que essa é a graça que a maioria das mulheres procura em um homem. Você diz: “Espere um minuto, os homens não deveriam ser a autoridade em um relacionamento?” Sim, mas é um tipo de autoridade submissa, e vamos falar sobre isso. Acho que a maioria das mulheres procura um homem humilde, um homem altruísta, um homem que não esteja preocupado com sua própria agenda, suas próprias necessidades, sua própria expressão, sua própria vontade e seus próprios planos. E os homens estão procurando o mesmo em uma mulher, que sejam humildemente submissas.

E essa submissão pode ser vista na graça da humildade, e na maneira como respondemos uns aos outros que servimos ao Senhor, bem como àqueles que estão sobre nós no Senhor. É essa atitude submissa que faz o casamento funcionar. Eu não tenho nenhuma dúvida sobre o fato de que devo ser o cabeça de minha esposa, mas isso não é um fardo para ela. Embora eu tenha autoridade sobre ela, que me foi dada por Deus, também sou ordenado a ser submisso às suas necessidades.

Às vezes, quando as pessoas me dizem: “Qual é a chave para um bom casamento? Qual é a chave para um casamento cheio de alegria e bênção?” Eu respondo: “O que quer que traga alegria e benefício a minha esposa, vou me submeter a fazer, com alegria, porque tudo que eu quero é sua alegria e benefício espiritual.” É simples assim, não é complicado. Eu exerço minha liderança dessa maneira.

Isso também é verdade como pai. Eu tenho autoridade sobre meus filhos? Sim. Sou responsável perante Deus pela liderança dos meus filhos? Sim. Mas me submeto às necessidades deles, em todas as áreas da vida. Esse é um tipo de submissão realmente difundida em todos os relacionamentos, independentemente de você ter o papel de ser o líder ou não. Isso é fundamental para tudo.

Todos nos submetemos uns aos outros, todos nos submetemos aos líderes, todos nos submetemos ao governo. Como esposas, vocês se submetem aos seus maridos; como maridos, vocês se submetem às necessidades de suas esposas. Os filhos se submetem aos pais, mas os pais também se submetem às necessidades dos filhos. É uma relação mútua. Em Mateus 20: 25-28 Jesus tratou isso de forma tremenda:

Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. 

Existe um tipo de submissão, um cuidado espiritual, que caracteriza todos nós em todos os nossos relacionamentos. Eu penso nisso como pastor. Eu recebi uma responsabilidade sobre vocês, no Senhor. Isso significa que sou responsável perante Deus, eu terei que prestar conta a Deus por meu cuidado sobre o rebanho que pertence a Ele (Hebreus 13:17). Vocês estão sob autoridade dos pastores, mas os pastores estão sob a autoridade de Deus, ou seja, todo mundo está na ordem do desígnio de Deus. A autoridade do pastor se estabelece apenas quando Ele a exerce biblicamente.

Igualmente, a esposa segue a liderança do marido, o marido está sob a autoridade dos presbíteros da igreja, e eles estão sob a autoridade de Cristo, e assim por diante. Todos nós nos submetemos uns aos outros, mas a autoridade final é o Senhor. Isso é tremendo, só existente na genuína experiência cristã. Essa é a evidência visível e notável da obra do Espírito Santo.

Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. (I Coríntios 11:3)

O mais importante atributo que os crentes têm na igreja é a humildade. Sem a humildade teríamos o caos absoluto. E quando olho para nossa igreja, fico radiante em ver a união amorosa entre os líderes, pastores, presbíteros e toda a congregação. Há uma submissão trabalhando em nossa congregação, e é uma coisa maravilhosa de se ver.

Então, tendo estabelecido esse princípio abrangente de submissão, vejamos hoje como esse princípio deve ser visto nas esposas, nas próximas vezes veremos a submissão nos maridos, filhos e nos pais.

Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor. (Efésios 5:21,22)

Esta é a primeira ilustração da submissão: o relacionamento que uma esposa tem com o marido. Mas o texto não diz “obedeça ao seu marido”, porque esse relacionamento é mais íntimo. Limita a submissão dela a seu marido, e de forma equilibrada, como algo íntimo e pessoal que ela possui. Ela se submete ao homem que ela própria possui, como ao Senhor. Não a todo homem, nem a qualquer homem, mas a seu próprio marido. Isso não tem nada a ver com inferioridade espiritual, não há isso entre homens e mulheres cristãos.

Em Gálatas 3:28, Paulo diz que em Cristo “não há homem nem mulher… porque todos são um Cristo Jesus”. Não estamos falando de coisas espirituais aqui, estamos simplesmente falando de categorias de responsabilidade divinamente estabelecidas. Por uma questão de cumprir o desígnio de Deus, a mulher é ordenada a “estar sujeita ao próprio marido, como ao Senhor.” Não é necessário argumentar que uma mulher precisa ser submissa ao Senhor, pois confessamos Jesus como Senhor quando chegamos a Cristo.

A palavra traduzida como “sejam submissas” não aparece nos originais de Efésios 5:22. O texto original diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. Vós mulheres, a vossos maridos, como ao Senhor…”. Mas Colossenses 3:18 diz “Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor”. E nos originais, a palavra traduzida como “sede submissas” está lá. “Como convém no Senhor” fala de algo atemporal, que não está sujeito à variação, que não é algo cultural, é um princípio imutável.

Uma mulher deve ser submissa ao marido, porque é adequado, é apropriado, é correto, é adequado à ordem criada por Deus. A liderança do homem está ligada à fisicalidade do homem; ele é mais forte, ele é mais agressivo. Ele é constitucionalmente designado por Deus para trabalhar, proteger, prover e garantir sua esposa, que é identificada nas Escrituras como o vaso mais fraco. Esse vaso mais fraco não tem nada a ver com espiritualidade, intelectualidade e nem moralidade, mas com a própria estrutura física e emocional da mulher.

Deus designou os homens para serem os chefes de família, os trabalhadores, os protetores, os provedores, a segurança de suas esposas, e isso é óbvio para qualquer pessoa com entendimento. Está ligado ao desígnio divino, que uma mulher seja submissa ao marido. Veja o que Pedro diz em sua 1ª carta:

2:25 Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.
3:1 Mulheres, sede vós, da mesma maneira, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,
3:2 ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor.

Veja o que Pedro diz às mulheres: “da mesma maneira”. Da mesma maneira o que? Do mesmo modo que as ovelhas são submissas à liderança do Grande Pastor, como está em 2:25, as mulheres devem ser submissas a seus maridos. Veja que Pedro traz o mesmo pensamento usado por Paulo. Ele estabelece o princípio da submissão, e primeiro o aplica às mulheres. E após discorrer tudo, ele aplica o mesmo para os maridos (3:7).

A palavra traduzida como submissão quer dizer se colocar abaixo. E a esposa cristã deve agir assim, mesmo com um marido incrédulo, porque esse é o plano divino. Você quer evangelizar seu marido não convertido? Seja submissa. E Pedro continua:

3:3 Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário;
3:4 seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.

Seu adorno? Não se trata de coisas externas, com ornamentos e vestimentas belas. Não que seja pecado fazer isso, há uma beleza no adorno, vemos isso no cântico de Salomão. Mas seu adorno não deve ser meramente externo, com coisas perecíveis, mas com coisas imperecíveis. Não apenas o exterior, mas o interior. Você quer que sua beleza não seja apenas vista por seu marido, mas que sua beleza seja vista por Deus. Essa é a verdadeira beleza e que tem grande valor.

É esse tipo de beleza que pode conquistar seu marido. Sempre foi o padrão. Pedro, então, diz: “Pois assim se adornavam também noutro tempo as santas mulheres que esperavam em Deus, estando sujeitas a seus maridos” (1 Pedro 3:5). Isso é inconfundível. Qualquer esforço para distorcer ou anular essa verdade é um ataque a Deus e à ordem divina. O feminismo, em todos os seus elementos essenciais, é um ataque direto a Deus.

As mulheres santas sempre agiram assim. E no verso 6, Pedro cita como exemplo Sara. Você não deve ter medo de se submeter ao seu marido. Retire todo o terror do relacionamento, porque traz paz ao relacionamento. E com esse espírito calmo e gentil, você pode ganhar um marido não convertido. Esse é o desígnio de Deus. Em I Coríntios 11:3, Paulo diz:

Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.

Cabeça é um termo muito importante, vem do grego “kephalē”. Toda vez que esta palavra grega é usada, em termos de relacionamento, sempre significa autoridade. Feministas tentam negar esse sentido, alegando que se refere apenas à condição de que a mulher foi formada a partir do homem. Mas um estudo sério da história da língua grega refuta totalmente esse engano.

Cristo é a cabeça de todo homem, e o homem é a cabeça da mulher, e Deus é a cabeça de Cristo. Deus exerce Seu domínio sobre Cristo em Sua humilhação e encarnação, Cristo exerce Sua autoridade e governa sobre nós, e os homens fazem o mesmo sobre as mulheres. Paulo prossegue, dizendo:

Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu. (I Coríntios 11:4-6)

Paulo estava dizendo aos homens cristãos em coríntios: “Não usem uma cobertura”. Poderíamos argumentar: “Paulo, você sabe que os judeus sempre usam uma cobertura”. E ele nos diria: “Sim, mas estes irmãos não são judeus. Se o fizerem, se usarem uma cobertura na cabeça quando forem orar, como fazem os judeus, vão chocar as pessoas, pois um homem cobrir a cabeça para orar é um padrão cultural errado em Corinto.” É cultural.

E é simples o que Paulo está ensinando: a mulher cristã em Corinto deveria manter sua modéstia e sinal de submissão. Não deveria renunciar ao véu, pois esse era um costume reconhecido naquela sociedade como um sinal de decência, de submissão. O uso do véu não é um princípio universal, estava sendo aplicado apenas a realidade daquela sociedade. 

Deixar de usá-lo passaria uma mensagem de que a mulher era independente. Passaria a imagem de que agora que ela era uma em Cristo, não estaria mais sujeita a seu marido. Então, a direção do apóstolo foi no sentido de que as irmãs mantivessem a modéstia, especialmente quando estivessem orando publicamente ou falando de Cristo com outras pessoas.

Isso é simples. O costume, então, em Corinto era que um homem orasse com a cabeça descoberta, e as mulheres, com o véu. Naquela cidade, mulheres sem véu ou eram prostitutas, ou estavam fazendo uma declaração de protesto contra o casamento ou contra seus maridos, ou estavam correndo ao redor procurando alguém que pudesse estar interessado nelas. Paulo diz: “Não façam isso!”. Por outro lado, os homens não deveriam usar um véu, pois passariam a mensagem de que eram efeminados.

Ele diz no versículo 6, “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.” Em outras palavras: “já que você, irmã, não quer usar o véu, então, dê o próximo passo e raspe logo sua cabeça, assim ninguém terá dúvidas em lhe julgar como uma prostituta ou uma rebelde.” Paulo só queria forçá-los a enxergar o que estava em jogo nessa questão do véu. Você vê, o que Deus quer fazer é manter uma distinção. Ele quer que as mulheres sejam mulheres em sua aparência, na forma como agem, na responsabilidade que assumem.

O versículo 10 diz: “Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos”. Outra versão diz: “Portanto, a mulher deve ter um símbolo de autoridade na cabeça por causa dos anjos”. Deus está dizendo: “A mulher deve reconhecer o seu lugar de submissão, e deve ficar claro – a partir de seu estilo de vida e seu padrão – de que ela está em submissão à autoridade, de modo que, quando os anjos olham para a igreja, devem ficar satisfeitos com a submissão da igreja ao seu Senhor.”

Os versos 11 e 12 dizem: “Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus”.

Aqui ele está falando sobre a igreja. Na igreja, os homens são dependentes das mulheres, tanto quanto as mulheres são dependentes dos homens. “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Espiritualmente, tornam-se um recurso um para uma outro. Há um lugar de igualdade para a mulher na igreja cristã. Há um lugar de igualdade para ela em Cristo, em todos os sentidos. Esse é o equilíbrio. A diferença está apenas no papel dado a cada um por Deus. É assim que Deus harmoniza. É assim que Deus equilibra os papéis. Tito 2:3-5 diz:

3 As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;
4 Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.

No capítulo 2 de Tito há instruções sobre relacionamentos na igreja. Ele fala sobre homens mais velhos, mulheres mais velhas, homens mais jovens, mulheres mais jovens etc.

As mulheres mais velhas devem ensinar e encorajar as moças a amarem os maridos e os filhos, serem sensatas, puras, boas donas de casa, gentis e sujeitas a seus próprios maridos, para que a Palavra de Deus não seja desonrada. Há uma geração das chamadas mulheres cristãs que adotam uma abordagem feminista e rejeitam esse chamado de Deus.

O padrão aqui é que as moças devem amar seus maridos e filhos. Isso é consistente com o desígnio de Deus para as mulheres. Devem ser trabalhadoras em casa, algo rejeitado por esta geração em que as mulheres abandonaram seus filhos e vivem longe do lar. Esse é um princípio divino: Abandonar os filhos para trabalhar fora de casa é uma violação das Escrituras.

Você diz: “Bem, meus filhos não estão em casa enquanto estou no trabalho”. Essa não é a questão. Isso não muda a obrigação, porque eles foram para a escola. É a casa que você prepara quando eles não estão lá que faz da casa uma casa. As mulheres que vivem longe do lar contribuem para crianças perdidas, delinquentes, que têm falta de compreensão adequada dos papéis ordenados por Deus no lar, e outras diversas consequência negativas para a família.

Você diz: “Bem, para arcarmos com as despesas de nossa casa, nós dois temos que trabalhar”. Então, tente viver um padrão mais simples, a fim de que sua família seja uma família. A questão é que o homem é o provedor, o protetor e a segurança, e a mulher está lá para cuidar dos filhos e do lar. Trabalhar fora a remove do marido e a coloca sob a autoridade de outros homens, a quem ela é forçada a se submeter.

Ao ler Provérbios 31, você vê a mulher virtuosa. Muitas coisas são relatadas sobre essa mulher, mas a casa era a base dela, o centro e o foco de tudo. Ela percorria um longo caminho para conseguir comida mais barata. Ela trabalhava duro com as mãos para fazer roupas e coisas para sua família, bem como para prover coisas aos necessitados. Ela era tão empreendedora, que “examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos” (v.16) e “faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores”. Mas, veja como tudo era relacionado ao lar:

11 Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma.
21 No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate.
26 Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.
27 Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.
28 Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo:
29 Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.
30 Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.

Empreendedora, inteligente, enérgica, compassiva, gentil, trabalha bem com as mãos etc. Todas essas coisas eram verdadeiras para ela, mas o lar era o foco de tudo isso. Esse é o projeto de Deus para as mulheres, que pretendem se casar e que são casadas.

Então, essa é a questão da submissão. Agora veremos como a submissão deve ser. Efésios 5:22 diz: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor”. Em certo sentido, o marido é para a esposa uma espécie de autoridade delegada por Cristo. É por isso que Sara chamava Abraão de senhor, porque Deus havia delegado autoridade à Abraão.

Essa é a maneira de submissão. Como você se submeteria a Cristo? É assim que você se submete ao seu marido, porque ele é como Cristo para você. E o motivo da submissão? Efésios 5:23 diz: “porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo”. É uma ilustração da anatomia humana. A cabeça controla o corpo, e o corpo se submete à cabeça.

Se a cabeça não consegue controlar o corpo, temos um comportamento incontrolável. Quando o corpo não consegue captar os sinais do cérebro, há incapacidade e mau funcionamento. E o lar onde o corpo – ou seja, a esposa – não se submete à cabeça, é caótico. Isso foi o que aconteceu na queda. E Deus disse para a mulher: “teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gênesis 3:16).

O pecado trouxe um conflito em um relacionamento caído. Isso foi superado em Cristo, porque agora a mulher vê o marido como a autoridade delegada em sua vida, delegada pelo próprio Cristo, e ela se submete a ele como cabeça. Isso resulta em harmonia, ordem e beleza no relacionamento. Este é o motivo:

Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos. (Efésios 5:24-25). A esposa deve ser submissa ao marido, seguindo o modelo de submissão da igreja a Cristo.

Eu realmente penso que nenhum cristão argumentaria que a igreja não deve se submeter a Cristo. Será que alguém quer discutir isso? Nem mesmo a literatura feminista, sempre pronta a contradizer a Palavra de Deus, faz tal afirmação. Bem, se a igreja deve se submeter a Cristo, a esposa deve se submeter ao marido, porque essa é a vontade de Deus, expressa através dessa analogia entre a Igreja e Cristo.

Que tipo de liderança Cristo exerce sobre a igreja? Liderança amorosa, direção amorosa, proteção, segurança, força e provisão. E a igreja O ama por tudo o que Ele é e tudo o que Ele provê. Ele chega ao ponto de dizer que é o Salvador do corpo. A igreja se submete a Ele, porque Ele é o Salvador. Ele não é a cabeça em um sentido ditatorial, ele não é a cabeça em um sentido dominador, ele é a cabeça em um sentido libertador, um sentido de resgate, um sentido protetor.

A esposa submete-se ao marido, não no sentido de que ele é um ditador, dominador, um ser autoritário, mas no sentido de que ele é o protetor, o provedor e o preservador.

Assim, o apóstolo Paulo está dizendo que a esposa deve reconhecer que na capacidade do marido como chefe, ele está intimamente unido a ela em uma só carne, e está profundamente preocupado com as necessidades dela. O relacionamento dela com ele é como o relacionamento de um crente com Cristo.

Ela o vê como seu guardião espiritual, seu protetor espiritual, sua fonte de segurança, bênção e provisão. Para ampliar ainda mais, Jesus é nosso Salvador, porque se sacrificou por nós, certo? E uma mulher deve olhar para o marido e ver alguém que faria qualquer sacrifício por seu bem-estar. É isso que as mulheres estão procurando e é isso que os homens devem oferecer.

Então, “as esposas devem estar sujeitas aos maridos em tudo”. É inclusivo – apenas seus maridos – e exclusivo – tudo o que seus maridos fazem para cuidar delas e protegê-las. E se você tem um marido não salvo? I Pedro 3:1 diz a mesma coisa:

Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres.

Agora, tudo isso remonta ao princípio de Efésios 5:18, que diz:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.

Você diz: “Como um marido pode ser tudo isso?” Sendo o que? Cheio do Espírito. Como uma esposa pode ser tudo isso? Sendo cheia do Espírito. É isso que derruba a maldição advinda da queda. Conversamos sobre as esposas e na próxima vez falaremos sobre os maridos [veja link abaixo]. Vamos orar.

Pai, agradecemos por nosso tempo esta noite. Foi um dia maravilhoso, durante todo o tempo, e somos gratos pela provisão que o Senhor faz por nós, que chamamos de “o pão da vida”, porque o Senhor o chamou assim. Agradecemos por Tua palavra; alimenta nossas almas, eleva-nos ao céu, tira-nos do mundo, refresca-nos. Eu oro por esta congregação.

Oro pelas pessoas que já são casadas, já têm filhos, para que possam andar no poder do Espírito, ser cheias do Espírito e viver da maneira como o Senhor projetou o casamento e a família, para que elas possam desfrutar ao máximo. Oro para que as pessoas solteiras encontrem um parceiro e se casem, tenham filhos e experimentem essa pura graça da vida. Reúna as pessoas para que – em breve – elas possam experimentar essa maravilhosa bênção.

E ajude a todos nós a sermos obedientes, sem nos preocuparmos muito em impressionar os outros, mas com a certeza de que somos quem devemos ser, andando obedientemente no poder do Espírito Santo, ao nos submetermos à Palavra de Deus. Torne-nos verdadeiros e puros em nossa adoração. Que nosso amor por Cristo nos domine, e então faremos o que o Espírito deseja que façamos. Obrigado pelas famílias saudáveis em nossa igreja. Obrigado por bênçãos em casamentos. Obrigado pelo que o Senhor continuará fazendo no futuro, em nome de Cristo. Amém.


Leia também: 


Esta é uma série de sermões de John MacArthur sobre Família (maridos, esposas, filhos, criação de filho). Abaixo links dos sermões já publicados.


Este texto é uma síntese do sermão “The Willful Submission of a Christian Wife ″, de John MacArthur em 19/02/2012.

Você pode ouvi-lo integralmente (em inglês) no link abaixo:

https://www.gty.org/library/sermons-library/80-382/the-willful-submission-of-a-christian-wife

Tradução e síntese feitos pelo site Rei Eterno


 

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3 Resultados

  1. 23/05/2020

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  2. 23/07/2020

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  3. 24/07/2020

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